Sábado, Novembro 21, 2009

Parabéns Laurinha!




"And it takes no time to fall in love
But it takes you years to know what love is
It takes some fears to make you trust
It takes those tears to make it rust
It takes the dust to have it polished"




Desculpa se as palavras não são minhas, mas é o melhor que eu e o meu olho à Benfica conseguimos escrever neste momento. Isto para quê? Para te dar os Parabéns por escrito, já que ainda não te apanhei para um abraço "daqueles" que aprendemos a dar um ao outro. Não tenho o que gostaria de te oferecer, mas se pudesse comprar um pouco (mais) do que aquilo que tens escrito no pulso, dar-te-ia durante os próximos 365 dias, um bocadinho todos os dias,o suficiente para manter a tua gargalhada a inundar os dias de quem contigo os partilha. E um dia, vamos todos morar numa casa ao pé da praia, onde o sol se pões todos os dias lá ao fundo no horizonte.




Sabias que gosto de ti, miúda?

Quarta-feira, Novembro 18, 2009

Need for a Change




Mayday, Mayday!

Alerta Vermelho Activado.

Urgente necessidade de revirar tudo de pernas p'ró ar!



Sábado, Novembro 14, 2009

Natal na Madeira...



...é outra coisa!

Ainda estamos a meio de Novembro e só consigo pensar nos 6 dias que vou passar na minha ilha, com a minha família, com os meus amigos, com tudo o que a Madeira tem para oferecer por alturas do Natal. Mal posso esperar pela noite do Mercado, encontrar todos os amigos e conhecidos com cornos de rena na cabeça, a beber álcool em chávenas oferecidas em trocas de prendas, a cantar músicas de Natal abraçados uns aos outros, a comer carne de vinha d'alhos e poncha, muita poncha! Já me vejo a percorrer aquelas ruas sem destino aparente a tirar fotografias a tudo e a todos como se não houvesse amanhã. Depois terminar a noite provavelmente no Jam a bailhar até amanhecer com as pessoas que calharem, porque nestas noites começamos a noite com umas pessoas e acabamos com outras que vamos reencontrando e vivendo a vida! Desejamos bons Natais e felizes anos novos e embriagam-se todos com o espírito de Natal quando passam o "Last Christmas" dos Wham. Há sempre quem termine a chamar o Greg, né Sofia?

E o Natal com a família, o melhor de tudo. E as prendas! E a roupita nova. E os primos ao molho. E os cozinhados, infelizmente não mais da Tia Matilde, mas de outro qualquer elemento dotado da família. As luzes, as cores,os cheiros, os abraços, as ruas, tudo, tudo, tudo.

Morro de saudades de tudo e este ano o Natal será impagável.

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Anúncios de Natal


Popota. Um nome incontornável do nosso panorama musical natalício. Uma hipopótama cor-de-rosa, que é já um símbolo que todos nós associamos de imediato à festividade que se aproxima. E acho muito bem que ela seja a cara animada de uma cadeia de Hipermercados do nosso país, afinal de contas, é devido à abundância deste animal por terras lusas que se justifica o elevado número de turistas que todos os anos visitam o nosso país à procura de safaris cheios de hipopótamos cor-de-rosa, girafas esverdeadas e crocodilos amarelos fluorescentes. Nem quero imaginar o sucesso da miúda se o Quénia resolver adoptá-la para representar algum supermercado da zona. Apenas me preocupa um pouco o facto dos hipopótamos me parecerem sempre animais com uma fome insaciavél e com dores de dentes crónicas, o que pode levar o supermercado a ficar sem stock de comida ou a tê-la sempre de baixa pelas constantes visitas ao dentista. E aí provavelmente teriam prejuízo. Digo eu.

E se no ano passado aquela massa cor-de-rosinha já nos havia encantado dentro de vestidos justos a cantar com o inigualável Tony Carreira, com uma voz muito mais suave do que a que se poderia prever para um bicho daquele porte, este ano ela rebentou todas as fasquias que eram desde logo, muito elevadas. Cansada dos velhos trapitos, a Popota sai da casca, mostra mais pele e revela-se mais popozuda do que nunca! É vê-la bater aos pontos a Madonna dentro de um maillot rosa fúscia, sempre a abanar aquele rabinho fat-free pelo Porto, Lisboa, Japão, Madagáscar, Índia, eu sei lá! Uma maluca. Comove-me a escolha musical da miúda para este Natal, de facto os Buraka Som Sistema sempre me transpareceram todo aquele espírito bonito de Natal e paz no mundo e felicidade para todos. Fica uma dúvida no ar… que tipos de animais vai a Popota visitar quando está em pleno safari pelas florestas africanas? Vai visitar a família só porque é Natal? Que bonita imagem se está a passar, uma hipopótama que teve sucesso ao sair da terrinha e que só lá volta quando é Natal. No resto do ano volta à civilização que fez dela uma estrela dos palcos. É de vedeta. Agora que parece a Ana Malhoa do reino animal, só lhe faltava fazer uma dietazinha para poder fazer concorrência à Leopoldina, que agora continua pelos reinos encantados dos brinquedos onde há reis, princesas e dragões, mas agora com um belo corpito de Lara Croft, mantendo porém a cabeça desproporcional que tinha nos anos anteriores. Lá no corpito, a Leopolodina dá uma bela lição à Popota e explica a toda a gente que um ano de ginásio e de boa alimentação do Modelo e Continente permite ganharmos um aspecto de modelo que começa a a tender para o desaparecimento precoce.

Seguindo na onda da boa qualidade publicitária dos Supermercados de todos os dias, deixo aqui uma sugestão para os que ainda não foram buscar animais exóticos para as suas campanhas:

O Pingo Doce podia ir buscar um Ornitorrinco, sempre achei que era um elemento que fazia falta ao presépio;

O LIDL podia ir buscar um Puma que fizesse a dança do varão;

O Minipreço, por ser mini, podia ir buscar formigas super-sónicas que ajudassem a colocar as mercadorias pesadas nas prateleiras do supermercado e debaixo dos pinheirinhos de todos nós.


Agora com licença que vou ali a Sintra ver se encontro o senhor das afaces do anúncio do Pingo Doce.

Segunda-feira, Outubro 26, 2009

Lição nº 1

Hoje, sendo Segunda-feira, parece-me um óptimo dia para abrir o livro de reclamações e para iluminar a cabecinha de algumas pessoas medievais que ainda subsistem espalhadas pela bela cidade de Lisboa.


Toda a gente adora uma boa hora de ponta, uiiii, que não vejo muita coisa melhor do que ficar preso no trânsito com os carros detrás a buzinar como se isso fosse ajudar a tirar os carros entupidos que estão à sua frente. É que é de uma inteligência dantesca buzinar para manifestar o seu estado de espírito e é sempre uma boa terapia para se começar bem o dia, cheios de alegria e bom humor. Eh lá, está uma grande fila aqui, vamos lá todos buzinar a ver se assustamos os carros à frente e eles começam a andar. Bravo.


Conhecem aquelas escadas rolantes do metro da Baixa-Chiado que nos fazem sentir como se estivessemos mais próximos da Nova Zelândia do que d' A Brasileira? Tudo bem que eu tenho uma certa mania de não ficar quieto numa escada rolante e acabo sempre por subi-la a andar só para ter a sensação de que estou com um super-poder que me duplica a velocidade de andamento, mas quando estamos realmente com pressa, existe sempre algum par de namorados, amigos ou familiares que insiste em ir lado a lado, criando um tampão que impede que as pessoas passem. E o melhor é que nunca se apercebem disso. E todo eu adoro demorar meia hora a sair do sub-mundo da Baicha-Chiado, costuma ser o ponto alto do meu dia. Com isto queria ensinar, que eu sou uma pessoa de sabedoria imensa, que numa escada rolante, tal como numa estrada, circula-se pela direita deixando a esquerda para os mais apressados. É bom senso e educação. Ponto.


Gosto ainda quando estamos quase a chegar ao metro e começamos a ver a porta a ameaçar fechar, o que resulta numa imensidão de pessoas a correr e a jogar-se para tentar não ficar à espera do próximo metro ou na pior das hipóteses, entalado na porta. O bonito é assistir àquelas pessoas que entram a correr e mal põem as patinhas dentro da carruagem, páram de imediato com um suspior de alívio. E os que vêm atrás que fiquem entalados, que é sempre uma coisa divertida de se ver. Ainda em relação ao metro que fique claro: primeiro deixamos as pessoas sair, depois entramos. É bonito e ninguém se chateia. Chateia não, aborrece. Que as pessoas educadas não se chateiam, aborrecem-se.


Estamos conversados, hein?

Quinta-feira, Outubro 08, 2009

Try to solve the puzzles in your own sweet times...


Há dias que uma pessoa não devia sair de casa

Saí de casa, estava a chover. Já não saí muito animado porque ontem percebi que se calhar não ia ser lá muito bem pago pelo meu novo trabalho, então a apanhar chuva o bom humor ficou completo. Chegado ao trabalho, foi-me explicada a situação salarial, para minha insatisfação. Aparentemente houve alguma "falha de comunicação". Uma pequena falha que me vai garantir pagar a renda, as contas, o passe e pouco mais. Deparo-me com um belo momento para começar a minha dieta, apesar de forçada. Consegui ainda ir até ao estádio da Luz tratar dos bilhetes para o jogo de Sábado (aquela que será a minha última despesa supérfula dos próximos meses) e encontrar uma fila relativamente grande. Para pagar, não existia multibanco e nos multibancos mais próximos não havia dinheiro. Aproveitei ainda para tratar da anulação do Kanguru no Colombo e não pude fazê-lo porque não tinha o bilhete de identidade comigo. Encontrei um trevo de 4 folhas que me animou momentaneamente, até o momento em que a senhora da Optimus pegou no meu ticket juntamente com o trevo, amassou-os quanto mais pôde e eu nada pude fazer além de ver o trevo morrer num caixote do lixo. Nesse momento já só me deu para rir. Porque chorar já não vale a pena.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

L'important c'est la rose

Não te sei explicar reacções que o meu corpo desencadeia contra a minha vontade, mas deverá certamente ter ocorrido uma réplica de outros pequenos tremores de terra que me tiram o chão dos pés quando estou a dançar. Eu danço muito, já dancei mais, eu sei. Mas tento sempre dançar porque acredito que nos rodopios e piruetas vou saboreando cada nota e com isso me vou construíndo e completando. E tu sabes desta minha necessidade de me completar, de procurar todas as peças de um puzzle que incompleto, não me permitirá sossegar. Sabes bem do meu apelo em surdina, sou previsível. Não para todos, mas para quem me consegue distinguir um brilho no olhar sabendo que se trata de uma lágrima fugidia que devia escorrer, mas que permanece contida.

Vou aperfeiçoar a minha dança, pelo menos enquanto a música durar. Nem que para isso precise virar o disco algumas vezes e insistir na mesma música. Mas se a dança me cansar demasiado, descansarei. Provavelmente debaixo do tecto que me ofereceste.

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