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sexta-feira, janeiro 02, 2015

Eu Não Posso Ir à FNAC



É inevitável. Sempre que meto as patinhas nos armazéns do Chiado resolvo ir "só ali num instantinho" à FNAC ver coisas. Normalmente não vou ver nada em concreto, vou pela simples aventura e adrenalina de percorrer os seus corredores como uma criança numa loja de brinquedos. Mas aquilo que parece um simples e indolor passeio começa a tornar-se um episódio de tortura. Isto porque eu quero levar TUDO o que vejo. Não é só uma coisinha ou duas, é TUDO. Quero levar livros porque acho sempre que serei uma pessoa mais rica se começar a ler mais, sejam os clássicos que oiço falar desde sempre e sobre os quais nunca me debrucei, sejam os livros mais recentes porque eu gosto da ideia de estar a par do que se escreve hoje em dia apesar de no máximo ler a revista "Sábado", que aliás, também se vende logo à entrada da loja. Quero levar máquinas fotográficas espectaculares porque acho sempre que é a arte mais preguiçosa de todas, já que ninguém aprecia a minha voz, os meus dotes de bailarino ou os gatafunhos que faço quando jogo Pictionary. E depois teria uma página de facebook chamada "Pedro Espírito Santo Photography" onde eu publicaria os meus estados emocionais através de fotografias. Quero levar bilhetes para todos os concertos e festivais que se avizinham. Quero levar um computador novo porque este de onde escrevo estas coisas tem vontade própria e funciona quando e como lhe apetece e segundo ele, tem o "disco cheio" sempre. Quero levar montes de cds para aumentar a minha colecção e vou sempre espreitar os discos de vinil um a um, sonhando pela centésima vez com o dia em que vou etr um gira-discos na minha sala. Quero levar puzzles, canecas com bonecos e frases inteligentes e agendas "xpto" com as quais a minha vida seria tremendamente bem organizada. Quero levar dvd's de filmes que me parecem maravilhosos e de séries mega divertidas que eu não consigo assistir online, apesar de nem sequer ter televisão nem um computador que me deixe vê-los. Quero levar TODOS os livros de culinária na esperança que eles me tornem uma pessoa que consegue cozinhar para os amigos em vez de os convidar e fechá-los na cozinha com os ingredientes e apenas os libertar depois de garantir que cozinharam alguma coisa. Quero levar todos os guias de países e cidades que ainda não fui, e até de alguns que já tenha ido só porque sim. 

Basicamente, eu quando vou à FNAC saio de lá desejando ser rico, cantor, pintor, escritor, fotógrafo, actor, bailarino, turista, chef de cozinha, criança e astronauta. E normalmente, saio de mãos a abanar porque tenho contas para pagar. 

Hunf.

sábado, novembro 06, 2010

Pedro no Ikea


Adoro. Adoro ir ao Ikea. Principalmente se tiver dinheiro. Ir ao Ikea sabe quase tão bem como ficar preso numa loja de chocolates e ter de ser obrigado a alimentar-me de Milkas, Nestlés e Cadbury's. Uma pessoa pode até nem estar muito motivada em ir comprar coisas para a casa, mas ao chegar à loja é incapaz de resistir àquele móvel que fica tão bem no cantinho da sala ou àquele armário com uma arrumação tão boa para aquelas roupas que estão jogadas num canto por falta de espaço próprio. Cada recanto parece maravilhoso e encontramos sempre qualquer coisa que achamos que nos faz imensa falta, pelo menos a partir do momento em que as vimos. Quase apetece ter uma casa com 30 metros quadrados como as que eles constroem, conseguindo torná-las muito funcionais e acolhedoras. Por outro lado, apetece ter uma casa com 10 quartos, 4 casas-de-banho, 3 cozinhas, 6 salas e um jardim gigantesco só para termos espaço para pôr as coisas todas que nos apetece comprar. É moito.
O meu propósito esta tarde era comprar um armário para roupa e uma cama e apenas isso já faria um rombo no orçamento que me obrigaria a alimentar de pão e água o resto do mês. Consegui fazê-lo. Não comprei outras coisas extras. Mas tive de pedir nalguns momentos a pessoas à minha volta que me agarrassem e arrastassem para outra divisão da loja, até porque, para além da algibeira esburacada, não tenho espaço em casa para meter muita coisa. Outra coisa fantástica de cada viagem ao Ikea é conduzir aqueles carrinhos onde pomos as compras, dando uma corrida de balanço e depois subindo para cima deles, deslizando pelos corredores fora sem correr o risco de deitar ao chão uma pilha de latas de ervilhas ou uma montanha de pacotes de Chocapic. Agora vou ter uma cama das grandes pela primeira vez na vida, com um colchão que apetece saltar em cima a toda a hora e não corro mais o risco de cair no buraco que por vezes se formava entre os dois colchões individuais que tinha. Vou ter também um armário onde as minhas camisas e calças poderão, pela 1ª vez em Lisboa, ser penduradas em vez de empilhadas num móvel que nem tinha tal função. Foi tanta a tralha comprada para o armário que na hora de pagar escapou à senhora da caixa o varão do armário, algures entre o colchão e os muitos caixotes e tive dessa forma um "desconto" de 4 euros. Mas o melhor mesmo, será quando eu, Pedro Alexandre, tiver de montar a cama e o armário sozinho. Aponto para os 4 ou 5 dias a resolução desse imbróglio onde me fui meter. Mãozinhas para ajudar serão bem-vindas.





IMAGEM:
© Images.com/Corbis