Mostrar mensagens com a etiqueta hospital. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta hospital. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, março 03, 2015

Uma Aventura nas Urgências


Sou daquelas pessoas que só vão ao médico ou ao hospital quando já estão a rastejar de dores. Por esse motivo andei mais de uma semana a tentar curar uma espécie de amigdalite seguindo os sábios conselhos de amigos e conhecidos que me atafulharam de brufen, strepfen e algumas mezinhas caseiras. Pois, nada disso resolveu o problema e neste momento a inflamação da garganta é tanta que tive mesmo de ir ao hospital. 
A primeira espera foi na recepção onde montanhas de pessoas se amontoavam. Depois a espera para ser atendido na sala de triagem. Tudo isto, quase 1 hora. Deram-me a pulseirinha verde já com a previsão de uma espera de 4h. Vim a casa jantar e voltei, porque por vezes há pessoas que desistem e podia ser atendido mais cedo. Não foi o caso, a coisa durou mais do que isso. Sou mandado para um gabinete, a médica analisa-me, faz perguntas, faz perguntas à médica do lado e chega à conclusão que se calhar é melhor ser visto por outro médico. Volto para a sala de espera, mais um largo momento até ser chamado para outro gabinete. Abro as goelas mais uma vez e descubro a chocante verdade que eu nunca tinha desconfiado, tenho a garganta inflamada. Levo um raspanete por não ter ido ao médico mais cedo. Mandam-me fazer análises e fazer um raio-x noutra parte do hospital. A esta hora já me sentia em casa. Volto a esperar, primeiro pelo raio-x, depois pelas análises. Nas longas esperas, o triste cenário de hospital, velhotes deitados em camas com algálias, soro e outras traquitanas. Velhotes a gritar, outros a reclamar, outros a suspirar e a lamuriar, outros simplesmente à espera de morrer. Volto à sala de espera inicial, havia um 4º gabinete que exigia a minha presença, finalmente um otorrino, que a meu ver, que não percebo nada disto, deveria ter sido o primeiro médico a ver-me. Abro a boca, enfia-me uma coisa pela garganta abaixo e tira de lá de dentro uma porcaria qualquer. Manda-me para a sala de espera mais uma vez. Volto a um dos gabinetes que já conhecia, fui para lá de olhos fechados. 
Conclusão: tenho uma infecção na garganta, algo que não estava nada à espera. Nem lhe deram nome, chamaram-lhe infecção. Nem amigdalite, nem faringite nem papeira. Não identificaram alien nenhum na minha garganta. Prescreveu antibiótico a ver se eu deixo de ter um papo de pelicano. Foram 8h, muitos quilómetros percorridos nos corredores do hospital e muitos gabinetes de médicos visitados, tendo apenas faltado o da ginecologia. Vim para casa de madrugada e hoje de manhã fui comprar o antibiótico mas havia uma incongruência na receita, a farmacêutica teve de ligar para o hospital e após passar por imensos departamentos, chega ao correcto que lhe desliga o telefone. Liga de novo mas o médico não está e ninguém se quer responsabilizar por tentar perceber qual a dosagem e o tipo de antibiótico e por isso voltei para casa de mãos a abanar e terei de esperar por amanhã para TENTAR saber com o médico, caso me atendam o telefone - diz que é difícil - o que devo comprar exactamente. 

Neste momento odeio hospitais, médicos, farmacêuticos e infecções que nem têm direito a um nome complicado que poderia usar para fazer-me de coitadinho e com isso ganhar mimos, massagens e comidinha feita. 

Beijos do Pedro, o Pelicano.

Beijos não, que isto deve pegar-se com beijos. Acenos de longe. É isso.

sexta-feira, julho 11, 2008

Um visita no Hospital de São José


Vai uma pessoa visitar um doente ao hospital e acontece o seguinte:

1º - Dirigi-me a um senhor que estava numa secretária. Ele mandou-me perguntar noutro lugar, onde existe uma recepção própria para tratar das visitas;

2º - Lá estava uma senhora, a Dona Arménia, que por estar ao telefone a tratar dum assunto de um menino que se magoou num recreio a jogar à bola, me deixou 15 minutos à espera, quando uma enfermeira teve pena de mim e me perguntou o que eu queria, já que a dona Arménia continuava preocupada em falar sobre o menino e a tentar saber se era acidente desportivo ou outra coisa qualquer;

3º De lá, fui mandado para outra zona do hospital onde as enfermeiras não estavam muito viradas para atender fosse quem fosse, já que preenchiam papéis de uma forma maluca. Perguntei a uma outra que estava no horário do café (espero eu), que me indicou outro caminho.

4º - Chegado a esse ponto, um senhor numa secretária disse-me para apanhar um elevador até o 3º andar e perguntar novas indicações;

5º - Já no 3º andar umas enfermeiras viram no computador que afinal ele estava era no 2º andar;

6º - No segundo andar afinal não estava porque consta que o doente tinha sido mudado para outra ala. Mandaram-me descer, atravessar um corredor e perguntar ao fundo. Fui bater a um corredor que não tinha saída nem alguém a quem perguntar;

7º - Passou por mim um rapaz a empurrar um carrinho com roupa para lavar e disse que era melhor eu ir a outra(!) recepção e para que eles escrevessem num papel o local exacto já que todos me davam indicações diferentes;

8º - Após alguns minutos na fila da recepção das Urgências, fui atendido e disseram-me onde era exactamente. Entretanto uma senhora velhinha começou a falar comigo, mas devido às suas descrições pormenorizadas, à ausência de pausas entre os assuntos que desenvolvia e à minha incapacidade em dizer-lhe que tinha de ir embora,l fiquei quase 1 hora a ouvir as aventuras da senhora e as suas crenças e formas de estar na vida.

9º - Ao chegar ao bloco correcto, reparei que não estava no horário de visitas.



FIM

quarta-feira, outubro 17, 2007

Era uma vez num hospital português...


Chegado à recepção, onde por acaso nem tive de me pôr numa fila para ser atendido, entrego a papelada que costumam pedir, ADSE, contribuinte, papéis do médico e ainda me questionam acerca da morada, telefone e outros dados importantíssimos para o meu tratamento extremamento delicado. Após o primeiro impacto, sou mandado para um segundo balcão a uns 10 metros do primeiro, para me indicarem uma nova direcção:

"Entre naquela porta e vá pela direita. Vai encontrar uma senhora por lá".

Com esta informação concisa e precisa, lá me aventuro eu até encontrar uma nova senhora que me manda sentar após ter escrito o meu nome numa folha. Tiro a revista da Reader's Digest da bolsa (para não pensarem que só leio Tio Patinhas) que levava estrategicamente para o caso de ficar à espera, situação muito pouco comum neste sítios. Cof, cof. Após uma espera de cerca de 1 hora, que digamos em abono da verdade, até foi muito curta, ouço o meu nome ecoar e por momentos senti que tinha sido contemplado com algum prémio do Euromilhões. E afinal fui chamado para experimentar uma 4ª secção antes de ser atendido pela médica... fui para OUTRA sala de espera. Mas que chique !
Após mais uns minutos, fui finalmente atendido. Em menos de 5 minutos estava a sair. E apenas tinha ido para tratar de umas verrugas planas na testa. As malvadas. Ainda bem que não estava a morrer porque senão não sei se teria chegado ao 2º balcão ou à 1ª sala de espera.
Fui-me embora sem papéis nem nada... se era para pagar não sei, fui-me embora. Mas com os dados todos que ficaram, não terão problemas em encontrar-me.

E agora estou felicíssimo com a minha cara feita num oito, tipo à dálmata !