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domingo, outubro 23, 2011

500 Days Of Summer


É oficial, o Verão já rumou para outras paragens e despediu-se, como deve de ser, no fim-de-semana. Assim fica tudo arrumadinho no sítio certo. 

Chegou a altura do frio e da chuva, dos casacos quentes, dos cachecóis, dos chás e dos finais de tarde sentados no sofá a ver um filme debaixo de uma manta. O mais provável será não conseguir ver filme algum e adormecer no meio das almofadas antes de sequer saber o nome das personagens, mas isso também faz parte. 

Tenho andado arreliado com os invernos desta cidade e é com certa cautela que recebo este que já está a enfiar as malas pela porta dentro. É preciso certificar-me que este limpa os pés no tapete antes de entrar e que não alaga qualquer divisão da minha casa. 

Venha daí, mas com o devido respeitinho. 

Estou aqui de braços abertos e com bolachinhas e cházinho quente para a recepção. A banda sonora está bem escolhida e algo me diz que desta vez, vamos ficar os melhores amigos sazonais do mundo.


Freezing Boy in Cap and Scarf

                                                                                                            © Randy Faris/Corbis

sexta-feira, outubro 08, 2010

"I Love Paris in The Rain"



Quer dizer, acho que iria gostar. Deve ser uma imagem gira andar a saltar pocinhas nas ruas de Paris e depois abrigar-me da chuva numa pastelaria cheia de bolos e chocolates e ver-me obrigado a tomar um chocolate quente numa chávena gigantesca enquanto olho para a rua através do vidro a ver as pessoas a se atropelarem entre guarda-chuvas. Para já fico contente por estar nas minhas águas furtadas a ouvir novamente a chuva a bater vigorosamente no telhado, um pouco receoso que volte a pingar dentro de casa, mas para já, contente. Sendo que ainda não tenho cortina do banho não me parece que o dilúvio fosse muito diferente. Aliás, cada vez que tomo banho penso em como daria jeito uma arca tipo a do Noé para poder atravessar a casa-de-banho de uma ponta à outra (como-se-ela-fosse-assim-tão-grande-mas-pronto-era-só-para-ter-mais-qualquer-coisa-para-escrever). Não sei bem se tinha saudades deste tempo, na verdade acho que tenho reclamado injustamente com o São Pedro. Queixei-me do Inverno rigorosíssimo que nos assolou há uns meses atrás e ele respondeu-me com um Verão escaldantemente ridículo, digo eu, que moro neste último andar que pelos vistos não tem direito a estações intermédias. Não ter ar condicionado foi mau, mas não ter aquecedor não me parece melhor. O que me parece bem é a proximidade daqueles dias frios e de chuva acompanhados por cobertores, almofadas, um bom filme, chocolates e pipocas. Está na hora de começar a desempoeirar os casacos e os guarda-chuvas, na hora de tomar chá quente com os amigos pela noite fora, na hora de ter alguém para dormir abraçado, se bem que isso é bom em qualquer altura do calendário.
Não, não vou a Paris em breve. Mas irei provar o Outono de Berlim muito em breve!

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Indian Summer




Entre muitas coisas que gostaria de pedir, se pudesse, neste exacto momento, escolher apenas uma, seria um Verão no meio deste Inverno cinzento, frio e chuvoso. Já não me lembro de como é bom ficar jogado ao sol, não precisa ser na praia, pode ser num café qualquer ou mesmo num banco de jardim, a apanhar aquele calorzinho e aquela luz que deixa todas as coisas com cores mais bonitas. Isto para não falar na alteração no humor das pessoas, os pensamentos mais positivos, as pessoas a rir mais, as roupas mais leves, os dias maiores e aqueles finais de tarde tardios com belos pores-do-sol...
Vá, tenho mas é de parar de sonhar e aceitar que pelo menos 5 meses do ano estão destinados aos pinguins. Teria bom remédio, podia emigrar para algum país africano como as aves (não os pinguins), mas provavelmente apanharia um cancro de pele antes dos 30 e isso seria uma chatice já que estou a contar que me apareça apenas quando estiver a entrar nos 40's. Entretanto tenho de me entreter com o frio, arranjar uma forma de aquecer os pés e ir combatendo, dia sim, dia não, o bolor que se espalha pelas paredes tão depressa como o Usain Bolt percorre os 100 metros.

Detesto estes dias infindáveis em que preciso derreter a manteiga no microondas para conseguir barrá-la no pão. Isto ao som de alguma música melancólica que apele à depressão, que vem sempre a calhar nestes momentos de obscuridade. Quando é que chegam os dias em que eu a esta hora, 16h39, em vez de eu estar a ir ligar as luzes de casa para poder ver alguma coisa, estou a sair de casa para ir para a praia?

terça-feira, outubro 07, 2008

Dia dos Bonecos da Natalie

Hum... em Lisboa por estas alturas veste-se a roupa que costumo utilizar em Santana, lá no Pico das Pedras, quando precisamos acender a lareira. Porque será que faz tanta confusão aos continentais dizermos que utilizamos t-shirts à noite em Dezembro? E que vamos à praia no Inverno?

Quero é uma ilha tropical. E uma praia, a PRAIA! Areia, palmeiras, água quente, conchas, sol e peles morenas. E areia.


Natalie Dee
nataliedee.com