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terça-feira, janeiro 17, 2012

Depois da Tempestade


...vêm os dias cheios de trabalho acumulado. 
Porque isto de ser trabalhador independente tem muito que se lhe diga e ninguém está propriamente muito preocupado se estamos prestes a ir desta para melhor. O balanço foi uma semana completa fechado em casa, a comer (sem grandes apetites e quando a garganta permitia), a dormir, a ver televisão e a fazer um puzzle de 1500 peças em tempo recorde no chão da sala. Isto nos intervalos dos episódios febris que, qual relógio suíço, chegavam sempre ao início da noite. E nada como uma gripe com febre e medicação em doses industriais para dar asas ao meu sub-consciente. Entre a imensa actividade na minha cabeça, lembro-me bem de um sonho que teve uma duração de um Senhor dos Anéis, que, resumindo, consistia na preparação de uma viagem para o Burkina Faso onde tinha uma amiga a estudar/trabalhar num projecto da área dela, Biologias e afins. Lembro-me de arrumar as malas, de fazer tempo para apanhar um táxi e contar os minutos para não perder o avião. Já dentro dele (sim, eu não fiz o check-in, saí directamente do táxi para o avião) adormeci - eu sou uma pessoa que adormece dentro do próprio sonho - e quando acordei já íamos a mais de metade do caminho. Vi isso através daquelas televisõesinhas que mostram o percurso. E segundo o meu sonho o Burkina Faso situava-se acima de Angola, no espaço que na verdade pertence ao Congo, tive de procurar no Google um mapa para perceber se eu adivinhava geografia através dos sonhos, mas chumbei. Chegados ao dito país, aterrámos junto a um lugar cheio de terra, carros a cair de podres e galinhas por todo o lado. Apanhei o comboio onde estava uma Tia minha a perguntar se eu tinha trocado euros para a moeda deles, que o revisor estava a passar e eu tinha de pagar o bilhete. E eu não tinha, mas por alguma razão, saltei essa parte do sonho e cheguei a casa da minha amiga, já sem a minha tia, onde ela vivia com outros amigos num ambiente típico de Erasmus, porém, num país de 3º Mundo. Quando cheguei entrei logo num quarto igualzinho ao meu cá de Lisboa e tinha companhia. É agora que começa a parte XXX do sonho e por essa razão vou ter de passar à frente, apesar de me lembrar bem do que aconteceu e com quem. Arf! Depois então fui finalmente cumprimentar as pessoas da casa e estava lá outro amigo da minha amiga. E lembro-me de perguntar o que se podia fazer de divertido por lá e me responderem que não havia nada de especial para se fazer.
FIM.

Conclusão: Para quê um charro ou um space-cake e corrermos o risco de ser apanhados pela lei quando se pode ter febre e medicamentos numa farmácia perto de si?


Detail of the Right Panel of The Temptation of St. Anthony by Hieronymus Bosch

© Massimo Listri/CORBIS


quinta-feira, setembro 10, 2009

A Tal Da Gripe


Então a história é a seguinte: estando eu em vias de conseguir um emprego numa escola (ainda não confirmado) o que é que me vai acontecer a 2 dias de saber alguma coisa? Apanhar a estupidazinha da gripe. E ontem, dia 9 de Setembro, acordei às 6 da manhã com os trovões e relâmpagos, isto devido à ausência de cortinados cá em casa, e com uma má disposição incrível, acompanhada de um aumento exponencial da temperatura corporal. Pois bem, tive ainda de fazer tempo para que a farmácia abrisse, entretanto não consegui meter nada à boca, porque tudo o que entrasse, saía. A cabeça, tal como é hábito em mim nestas ocasiões, estava prestes a estalar ao mínimo movimento, o que não aconteceu graças a sei lá o quê. Febre a 38 graus, não é mau de todo, podia não ser a gripe A. Vim para casa com carradas de comprimidos, tendo ainda força para comprar fruta que ainda para ali está. Nunca a escadaria do meu 4º andar sem elevador pareceu tão longa. Ao longo do dia foi ver-me a criar poças de água por onde me sentava ou deitava e a gemer de dor cada vez que tinha de mexer alguma parte do corpo. Cheguei uma vez aos 39,5 graus, mas a notícia de que a gripe do Rúben, ausente de casa, era uma gripe sazonal, deixou-me mais descansado e entre arrepios e suores, lá consegui adormecer e só acordar umas 3 vezes durante a noite. Mais uma noite difícil, que terminou às 7 da manhã (nunca na vida me pensei levantar a esta hora sem ter aulas ou trabalho), mas os Brufen's e os Ben-U-Rons desempenharam bem o seu papel e o dia de hoje já corre melhor, apesar da quarentena. Agora que já me mexo, se calhar convém arrumar a confusão que ficou de ontem. Ah, e agora sim, podem telefonar-me lá da escola, não tenho gripe A e as aulas começam 2ª feira.


Este regresso a Lisboa está sendo atribulado. É a conjuntivite que já me levou ao hospital e à farmácia para gastar uns belos trocos (e agora tenho uma coisa para aplicar 3 vezes ao dia, outras duas para aplicar 5 vezes e outro ao deitar). Foi o ataque das traças na cozinha que me levou a ter de limpar a cozinha de fio a pavio e a desfazer-me de quase todos os géneros alimentícios (e as estupidazinhas ainda andam por lá às vezes). Foram as contas absurdas que tínhamos para pagar. Foi a parvoíce da noite de Sábado (não me perguntem pormenores). Foi o reaparecimento da lesão do joelho, quando tive a brilhante ideia de ir correr até Belém. Enfim.

Só espero que esta hipótese de emprego não seja um flop como tudo o resto tem vindo a ser.