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quarta-feira, novembro 05, 2014

Dias 7 e 8 - Kathmandu, Nepal

Pois bem, para já a Índia fica em stand-by. Viemos até ao Nepal, aqui ao lado. Apenas duas horinhas de vôo, nada de agressivo. A primeiro impressão foi de que Kathmandu é muito mais organizada que qualquer cidade indiana que tenhamos visitado e passado um dia e meio confirma-se isso. O primeiro dia não foi muito proveitoso porque chegámos ao hotel praticamente ao final da tarde, logo não tivemos oportunidade de visitar nada. Aproveitámos para passear pela zona de Thamel, onde estamos a ficar e onde ficam quase todos os turistas. Ao contrário da Índia, aqui sinto-me muito mais relaxado e andar na rua à noite não é nada assustador, na Índia nem nos atrevemos a fazer tal coisa depois do sol se pôr. Existe uma diferença enorme entre estes dois países, nem parecem países vizinhos. Os nepaleses parecem uma mistura bastante feliz entre indianos e chineses, os dois países com quem partilham fronteiras, são bastante solícitos quando precisamos de ajuda, não insistem 500 vezes nas lojas ou nos mercados e têm uma noção de cidadania mais evoluída em variados aspectos, nomeadamente no trânsito. Também há uma ou outra estrada de terra, é verdade, e um ou outro animal à solta na rua mas aqui as vacas não vivem nas mesmas casas que as pessoas. Estou a gostar muito da experiência nepaleses e tenho imensa pena de não poder fazer trekking, é quase como ir a Roma e não ver o Papa mas não há tempo para tudo. Ficamo-nos pela cidade de Kathmandu e o que ela tem para oferecer.

1 - Boudhanath

Trata-se de um templo budista tibetano, o maior do mundo fora do Tibete e é considerado património da humanidade pela UNESCO. A praça é circular e devemos andar sempre no sentido dos ponteiros do relógio. Está rodeada de casas onde vivem tibetanos e muitas lojas de recordações bastante castiças. Aqui é fácil encontrar monges budistas, cabelo rapado, vestes vermelhas, tal e qual os imaginamos. 













2 - Pashupatinath

Aqui não chegámos a entrar, o rapaz que anda connosco nestes dias a mostrar-nos a cidade disse que não valia a pena tendo em conta a relação qualidade/preço, ficámo-nos pelas imediações onde encontrámos amigos indianos que quiseram tirar fotografias connosco, quando pedem isso já sabemos que são indianos. 





3 - Patan durbar square

Este espaço é constituído por pequenas praças e vielas no encontra da cidade de Patan, também conhecida por Lalitpur. É também considerado património da humanidade. Resolvemos pagar a um guia para nos dar explicações sobre o local mas sinceramente arrependi-me, ele tinha mais pressa do que eu no meio do trânsito quando estou atrasado para o trabalho. Uma pessoa nem podia tirar fotografias decentes, um ultraje. O espaço é bastante bonito, cheio de templos dentro dos quais não podemos entrar. São feitos de madeira, toda trabalhada para formar figuras relacionadas com a religião, ou por exemplo, o Kamasutra. Ou seja, aquilo que existe no famoso livro, está tudo talhado em madeira em alguns templos de forma explícita. Dei uma vista de olhos com alguma atenção e cheguei à conclusão que ando a perder muita diversão a 3 e a 4, como eles sugerem.
Existe um templo, ao qual chamam templo dourado, parece todo forrado a ouro apesar de não o ser, mas as fotografias que tirámos ficaram todas mal por causa de uma definição da máquina que se alterou e não reparámos. Portanto, vamos ter de ficar com a memória fotográfica na nossa cabeça dos 30 segundos que o guia nos deixou ficar lá dentro. 















4 - Swoyambhunath

Também conhecido como o templo dos macacos, aqui reúne-se o budismo e o hinduísmo. Andamos um pouco baralhados em perceber qual a religião de cada templo porque, ora víamos bandeirinhas e estátuas budistas , ora estátuas de deuses hindus, mas pelos vistos é possível duas religiões coabitarem no mesmo local. É um dos principais locais para visitar, pela beleza do local, pelo ambiente de harmonia que se respira e pela vista fabulosa sobre a basta cidade de Kathmandu. Há um lago com uma estátua para onde se atiram moedas, se acertarmos no balde significa que vamos ter boa sorte. Não acertei nenhum mas desta vez nenhum macaco me atacou a perna. Aliás, os macacos são bastante sociáveis, estes quase posam para as fotografias e são muito higiénicos, todos se catam com bastante afinco. 













5 - Basantapur


"A Praça Darbar consiste de diversas praças, todas ligadas por ruas e becos.Tudo combinado, um labirinto de praças e ruas, fontes, becos e cantos silenciosos, ela é uma das três praças Darbar no vale de Catmandu, no Nepal, as quais fazem parte do Património Mundial da UNESCO".
Obrigado Wikipedia. 
Já agora as outras três praças Darbar que existem em Kathmandu são a Patan Durbar Square que visitamos de manhã e a outra conheceremos amanhã em Bakhtapur.



No final do dia decidi pôr a minha vida em risco e fui cortar o cabelo com um senhor que usava uma tesoura que fazia muito barulho perto da minha orelha e que no final fez uma "massagem", dizia ele, que quase me rebentou com o crânio. Aparentemente estou igual, até ver.







sexta-feira, outubro 31, 2014

Dia 4 - Continuação de Jaipur

Segundo dia em Jaipur e ainda tanta coisa para ver. Às 9h o Babu (é assim que se escreve o nome e não Baboo) estava à nossa espera à porta do hotel no seu tuk-tuk com a sua já habitual pontualidade britânica.

Primeira paragem: Templo dos Macacos

Não foi preciso chegar ao lugar para perceber que estávamos perto, a caminho da montanha onde eles vivem começaram já a aparecer uns poucos, a saltar e a catarem-se uns aos outros. Segundo o guia que nos levou montanha acima existem cerca de 5000 macacos, mas apenas um salta para o ombro dos turistas à procura de amendoins. Se era verdade ou não, não faço ideia, mas a questão é que tivemos um macaco a saltar para cima de nós como se nos conhecesse desde sempre. O homem que nos guiou lá nos ensinou como dar os amendoins e prometeu que não seríamos agredidos pelos macacos apesar de eles atacarem pessoas de vez em quando. Fiquei descansadíssimo. Principalmente no topo da montanha quando tínhamos uma enxurrada de macacada à nossa volta loucos para nos tirar os amendoins das mãos. Nada de extraordinário, só fui arranhado por um macaco que estava atrás de mim e que achou que eu estava a ignorá-lo, então ele atirou-s e às minhas pernas. Está filmado e o frame é logo o primeiro desta sequência de fotografias, não era minha intenção andar com a perna torta, tinha era acabado de ser agredido pelo maldito macaco mas não o pude insultar porque estava no seu templo e eles até têm um Deus próprio e eu prefiro não me meter com eles por vida das dúvidas. Agora além de marcas de mosquitos tenho marcas de macacos. Espero não me cruzar com tigres. 
Até o topo da montanha fomos passando por pequenos templos e mesmo lá em cima uma senhora pôs-nos uma pinta na testa e uma pulseira de boa sorte, espero que assim seja para o resto da viagem.





















Segunda paragem: Forte Amber

Trata-se de um palácio fortaleza que foi uma cidadela dos reis Kachhawaha, obviamente tive de me socorrer do guia para escrever este palavrão. Temos de recuar até 1592 para a relembrar a data da sua construção. É de uma imponência extraórdinária, aliás, imponente é o adjectivo que mais utilizo para descrever as coisas que andamos a ver nestes dias. A partir do forte vemos um jardim no meio do lago Maota, o Kesar Kyari Bagh com canteiros em forma de estrela. As janelas rendilhadas existem por todo o forte e eu estou completamente apaixonado com as "jalis", o nome que dão a essas janelas. Cada recanto deste forte está carregadinho de histórias para contar, é uma sensação óptima, se aventura e adrenalina poder andar pelos corredores, pelas divisões, pelas janelas e pelos pátios que já contam com mais de 4 séculos de vida. 
Podíamos optar por subir o Forte de elefante mas decidimos não o fazer porque queríamos poupar e ao mesmo tempo que me apetecia fazê-lo, fui assolado por um sentimento de culpa porque sentia que podia estar a compactuar com a utilização dos elefantes para este fim, quando eles deveriam estar em santuários (que o Babu nos quis levar mas não tivemos tempo) a viver as suas vidas alegremente.



























Terceira Paragem: Gatore Ki Chhatriyan

Esta paragem não estava bem planeada, foi quase em cima do joelho e nem sabemos bem do que se trata, é um conjunto de tumbas parecidas às tumbas reais que vimos ontem, mas não tão mágicas, talvez por estarem com um ar abandonado e um pouco maltratado. Na verdade não estava quase ninguém lá e os cães e os macacos pareciam dominar o pedaço. Mas era um espaço muito, muito, muito bonito na mesma. Depois de tanta coisa maravilhosa começamos a ficar exigentes!









Todas as fotografias em que eu e o Rúben aparecemos com pessoas desconhecidas são pessoas que pediram para tirar fotografias connosco como se de estrelas de cinema nos tratássemos. E se elas pedem fotografias com ocidentais, eu peço com eles todos também. Esta última fotografia foi com uma família enorme que quis tirar fotografias um a um, até nos puseram bebés ao colo com óculos de sol e nós não tivemos tempo de dizer "piu". No final, para minha recordação, veio a selfie com a família toda, São tantos que o Rúben mal aparece.
É incrível o grau de pureza dos indianos.


Depois fomos para o hotel antes de partir para Agra, onde escrevemos no caderno de recordações do Babu. Antes da despedida ele abriu o livro e perguntou em que língua tínhamos escrito e percebemos que apesar do seu inglês perfeito ele não sabia ler. O Rúben rapidamente se ofereceu para ler ao que ele acedeu de imediato. Ficou contente e assim nos despedimos. Fiquei com o contacto de whatsapp mas as mensagens terão de ser faladas em vez de escritas, tal como faz uma rapariga alemã com quem ele comunica desde que se conheceram em Jaipur. Pôs.me a ouvir uma dessas mensagens, cá para mim houve ali paixoneta. 

Neste momento escrevo de Agra, após um atraso de mais de uma hora no comboio. Já são 2 da manhã aqui e amanhã acordamos cedo novamente para conhecer a cidade do Taj Mahal.

Mãe, descansa, só sangrei um bocadinho por causa do macaco.
Manda um beijo ao pai e aos avós! Ah, e mandei-te um e-mail da easyjet. Gostas que te escreva por aqui onde outras pessoas podem ler, Julianinha?