Mostrar mensagens com a etiqueta lesão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lesão. Mostrar todas as mensagens

sábado, novembro 22, 2014

Dia 16 - Terceiro dia de Paraíso, Goa

Terceiro dia em Palolem e a rotina começa a instalar-se. O pequeno-amoço sobre a praia e a Rebeca a tentar obrigar-me a ir à loja dela pela 83ª vez. Se tivesse sido mais simpática talvez tivesse ido comprar qualquer coisa, mas mesmo pela manhã a Rebeca tinha um humor tramado. Fica para a próxima. Fiquei um pouco apoquentado porque senti que a raiva no seu olhar cada vez que eu lhe repondia "Later, later" era capaz de derrubar a cabana feita de madeira e palha, sem ser preciso soprar como o outro. 



Hoje decidimos passear de barco para ver os golfinhos. Eram vários e estão todos os dias ali na baía, um pouco exibidos. Não que precisássemos do barco, vemo-los mesmo sentadinhos na praia, mas o passeio também incluía uma passagem pela Honeymoon Island e pela  Butterfly Island. Desembarcámos na Butterfly Island e passámos lá um bocadinho.








Final de tarde, mais um passeio com a maré vazia que deixa a praia ampla e cheia de caranguejos em alvoroço. Os pescadores chegam do dia de trabalho e pedem ajuda para empurrar os barcos para cima. Um dos pescadores tinha uma t-shirt do Messi e outro uma do Cristiano Ronaldo, provavelmente a única forma de vermos essas duas camisolas a colaborar para o mesmo objectivo. As vacas em Palolem também fazem praia, tiram selfies e dão umas marradinhas de aborrecimento por não conseguir uma boa fotografia à primeira. Na falta de macacos nesta praia, resolvi fazer as minhas próprias macacadas. Depois de uma aula de yoga que me fez lembrar que já não tenho idade para certas coisas, um pino para me lesionar o punho direito, mazela que trago até hoje, passados 10 dias. Mas já está melhor, mãe. Cor do dia: lagosta.

















sexta-feira, agosto 28, 2009

Pedro e o joelho que reclama



Tendo em conta as férias mega calóricas que ando a levar, muito por culpa das senhoras da padaria que insistem em fazer bolos de chocolate do tamanho de melancias, resolvi numa bela tarde pegar no meu iPod, calçar as sapatilhas e correr desenfreadamente de forma a não me sentir tão culpado pela vida de gula que ando a levar. Estava completamente preparado para correr mais de 10 km pelas estradas portossantenses, pensava eu. Digo "pensava" porque enquanto me calçava achei por bem não ir ao quarto buscar umas meias, estavam longe, o que se torna ridículo dizer tendo em conta a maratona a que me propunha. Mas heróico como sempre, lá meti o pé na estrada, convicto de que as calorias não me iriam derrotar neste verão.

Tenhamos agora um pequeno momento de instrospecção e depois respondamos todos a cada uma das perguntas seguintes:

1 - Mas um licenciado em Desporto não deveria saber da importância das meias durante a actividade física?

2 - Mas será que eu não sabia o que acontece quando corremos sem meias?

3 - Mas seria realmente necessário correr para manter o corpo de Adónis, quando podia ter optado por ficar em casa a comer batatas fritas jogado numa cadeira e ter mantido na mesma a invejável forma física?

Agradeço que todos aqueles que reclamaram desta última pergunta que se retirem para podermos continuar.

Pronto.

Pois, parece que eu não pensei nesse pequenito pormenor (o das meias, não o do corpo) e eis que a meio da corrida, algures no fim do mundo, apercebo-me que estou a criar uma (e felizmente foi só uma) grande bolha no pé. Seria apropriado parar e fazer o resto do caminho a andar? Seria sim senhor, mas isso seria desistir de lutar contra as calorias. Seria apropriado continuar a correr mas com o pé meio de lado para defender a parte da bolha? Não seria, não senhor, mas fiz questão de optar por esta solução. Concluindo esta mirabolante história cheia de parvoíce à mistura, cheguei a casa calejado mas feliz pelos 47 minutos e 10 segundos de corrida. No dia seguinte é que foi complicado aturar o joelho. E que bem que ele guinchou e reclamou e voltou a guinchar. Até hoje, e já lá foi quase uma semana. Para piorar, o cheiro que exala das minhas sapatilhas nunca mais foi o mesmo, mas isso é bem feito. Pelo menos para o Rúben que como "profissional de Educação Física e Desporto" deveria ter-me avisado da situação das meias. Agora partilho o cheiro com ele todas as vezes que me descalço.

E ainda há mais, como se não bastasse, tinha de aparecer alguém lá por casa com uma lesão no joelho pior que a minha, só para abafá-la e fazer-me parecer um mariquinhas todas as vezes que reclamo da minha "dorzinha". No que toca a lesões dos joelhos, tinha logo que me calhar o calhambeque de todas elas.

Se ao menos os conselhos do Bruno Aleixo fossem sobre corridas sem meias...