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quinta-feira, novembro 24, 2011

Num País à Beira-Mar Plantado...



...a bicharada ficou toda maluca. 

Aproveitando a greve, não que eu concorde com ela, mas mais valia tirar o dia em vez de arriscar faltas aos treinos, dei um pulinho à praia ali na Costa para dar mais alguns quilómetros à Fly que se porta lindamente a atravessar a ponte 25 de Abril. O objectivo, apanhar conchas. Mas por ali andava tudo passado da mioleira. Eu que quando vou às conchas esqueço o mundo, vi-me embrenhado entre saber onde conseguia guardar tanta concha e búzio, e tentar não ser mordido pela bicharada, que geralmente se espera encontrar morta. Ora vamos lá à contagem: medusas, estrelas do mar, conchas com o bicho lá dentro, os bichos dos búzios, os eremitas e até um polvo. 

As conchas resolveram dar à costa, tal como as baleias na Austrália, porém, com a maré vazia lá se lembraram  que se calhar a coisa ia correr mal se ficassem na areia e toca a rebolar por lá abaixo, não fosse eu lembrar-me de as apanhar também. Mas eu não o faria. Experimentem apanhar uma concha com bicho lá dentro e esqueçam-se dela dentro da mochila e vão ver o cheiro agradável. Por falar nisso, convém lavar a minha. 

Entretanto achei por bem remexer numa concha que estava virada para baixo e lá estava um polvo como se fosse normal haver um polvo dentro de uma concha na areia húmida. Sem água. Tentei chateá-lo a ver se lançava a tinta, mas foi preciso quase jogar a concha para que ele se descolasse. Lá acabou cedendo uns minutos depois e eu, já com a máquina fotográfica em punho, perdi a hipótese de um bom petisco para o jantar.  

Resultado: Um ABSURDO de conchas e búzios aqui em casa. E não fosse o sol desaparecer às 17h e picos e teria ficado lá mais umas horinhas à procura de mais e mais e mais. Com jeito ainda encontrava um golfinho ou uma tartartuga a desovar. 


O tamanho do bichinho...


Como o bicho cabe todo lá dentro, é um mistério para mim.

Medo.




Esta ficou ao contrário, paciência!
O polvo antes de eu o chatear.

O polvo a começar a ficar aborrecido.

O polvo a ir embora depois de me chamar um nome que não posso escrever aqui.


domingo, abril 11, 2010

Hoje apanhei conchas

Como que caído do céu, chegou, viu e ajudou. Não sabia ao que ia, estava destinado a ser enrolado na conversa do dia. Descobriu que para ir de Lisboa ao Porto é preciso passar por Barcelona, que os parêntesis dentro de outros parêntesis dentro de ainda outros parêntesis levam a histórias mal contadas e com narrativas que mudam com a direcção do vento, que o sol é responsável por torrar o cérebro e que conduz à falta dos vocábulos necessários para as histórias de dentro e fora dos parêntesis. Mesmo assim não se importou e acedeu ao pedido de um pôr-do-sol que exigia ser visto. Foi dos momentos mais lindos que se tem registado neste ano de 2010.