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segunda-feira, outubro 27, 2014

PES Vai a Concertos X - Lady Gaga


Há poucos concertos que me torço por não ter visto e a Lady Gaga era um deles. Não podendo assistir ao seu concerto em Lisboa, tive a brilhante ideia de, sei lá, por mera coincidência da vida, pesquisar se ela estaria por Londres nestes dias que por cá ando. E como sou uma pessoa com sorte, cá estava ela à minha espera na 02 Arena. Estreei-me em concertos na espactacular cidade de Londres, por onde passam todas as tournées mais importantes do mundo. 
Quando apareceu o fenómeno Lady Gaga eu criei uma espécie de aversão à miúda, irritava-me solenemente, mas quando saiu o seu segundo álbum conquistou-me de uma maneira arrasadora. Percebi que ela era muito mais do que alguém que queria chamar a atenção, ela é realmente boa naquilo que faz. Gosto de tudo nela. E em concerto ela é simplesmente maravilhosa. Quem ainda não o fez, que compre já bilhete para vê-la em Lisboa dia 10 de Novembro. Vale cada cêntimo. É um espectáculo soberbo! E já agora vistam-se a preceito. Ontem os "Little Monsters" fizeram jus ao fenómeno Gaga e não deixaram os créditos por mãos alheias. Estive quase a pedir emprestadas umas luzinhas de Natal que um grupo ao meu lado envergava orgulhosamente. Fiquei tão perto do palco que nem quis acreditar, em Lisboa toda a gente estaria a puxar cabelos e a empurrar para ficar na fila da frente, aqui em Londres o público é muito mais respeitador, porém vibram muito menos do que nós portugueses. Podemos ser uns desordeiros mas vivemos as coisas com mais intensidade. 
Foi tão bom que até lhe desculpo ter cantado apenas um nadinha do "The Edge of Glory" e se ter esquecido do "Marry The Night". Foi seguramente dos melhores concertos que já vi na vida e vou querer repetir de certezinha absoluta.

"Bad Romance"



A selfie que ela insistiu em tirar.


"Bang, Bang, I shot you down"




"Alejandro"


"Mary Jane Holland"


"Born This Way"



"Dope"



"You and I"



"Art Pop"



"G.U.Y."


"Venus"


"Papparazi"




terça-feira, setembro 23, 2014

PES Vai a Concertos IX - Caixa Alfama




Pelo segundo ano consecutivo fui ao Caixa Alfama, o que me dá 100% no que toca à assiduidade neste festival. No ano passado com Sofisabel, neste ano com pais e avós. O cartaz foi bem bom, mas a meu ver a distribuição dos artistas pelos palcos não foi a melhor, não sei porque não se lembraram de me vir perguntar, eu tenho sempre soluções para estas coisas. Os meus concertos favoritos eram quase todos no 1º dia, em palcos diferentes, praticamente à mesma hora. Nunca a expressão "maratona do fado" fez tanto sentido, já que assisti às primeiras 4 músicas da Kátia Guerreiro no palco Caixa, depois corri para o concerto da Ana Bacalhau para mais umas 4 ou 5 músicas e não satisfeito tentei apanhar o final da Gisela João num palco que demorei séculos a encontrar porque o mapa parecia ter sido feito à mão para uma caça ao tesouro manhosa. A Cuca Roseta teve de ser preterida, nada contra, mas apesar de ser Espírito Santo, ainda não sou omnipresente. Depois, já com a frequência cardíaca recuperada rebolei até ao palco Caixa novamente onde apanhei o final do Ricardo Ribeiro, que a julgar pela sua barriga também rebolaria comigo certamente, e o concerto mais aguardado da noite, Ana Moura e António Zambujo. No dia seguinte, com o cartaz cheio de nomes desconhecidos para mim, fiquei-me pela Carminho. 
A ter de escolher o melhor de todos, o que é difícil fazer, talvez escolhesse a Gisela João porque para além de eu venerar a sua voz, a sua energia, a sua irreverência e a sua genuinidade, ela tinha uma pequena orquestra maravilhosa a tocar com ela num espaço mágico o que tornou tudo tão mais especial. Deu até para tirar uma espécie de fotografia com o Norberto e a Gisela desfocadíssima ao fundo, mas ao menos o meu pai já pode dizer que tem uma selfie com uma artista apesar de não a conseguirmos identificar na fotografia, as pessoas vão ter de acreditar. A Ana Moura e o Zambujo nunca desiludem e juntos são irressistíveis e apetece levá-los para casa e pô-los na sala de estar a cantar a tarde toda. A Carminho foi a surpresa do festival, já que nunca a tinha ouvido e talvez por não ir com uma expectativa muito elevada me tivesse surpreendido tanto. Ela foi divinal! Também a quero lá em casa aos fins-de-semana quando a Ana e o António estiverem de folga. Já a Ana Bacalhau, que deve começar a pensar que a persigo para todo o lado, o que até nem é mentira, safa-se muito bem nestas lides e até me escreveu no instagram, o que me deixou de sorriso na cara, porém, e contra a minha natureza, não fui capaz de lhe falar quando no dia seguinte a encontrei e ao José Pedro Leitão no concerto da Carminho, mesmo que a Laura me tivesse praticamente empurrado na dua direcção. Enfim, idiota.

Para o ano há mais, esperemos!








quarta-feira, julho 23, 2014

PES vai a Concertos VIII - Oh Land


Apesar de ter acesso aos 3 dias de Super Bock Super Rock, apenas consegui comparecer no 1º e no 3º. No segundo dia o Eddie Vedder teve de lidar com a minha ausência. Nessa noite estive a dar uma da Amy Winehouse num restaurante de Alfarim e o Mister teve de me desconvocar, nem para o banco fui chamado. Ouvi dizer que choveu e encharcado já eu estava. 
Mas avançando para o que interessa, o terceiro dia foi unicamente para aproveitar o concerto de Oh Land, conhecendo apenas o álbum homónimo, corria o risco de não conhecer muitas das músicas do concerto. Começa a ser um padrão, ir para concertos de artistas que conheço pouca coisa. 
Deixa cá ver uma palavra para descrever o que achei dos Oh Land... hum... ah já sei: FABULOSO!
Começou com o "Wolf & I" e terminou com "Sun of a Gun" e "White Nights". Pelo meio algumas que conhecia, mas a maioria nem por isso. Mas isso não interessou para nada, o concerto foi electrizante do princípio ao fim. A Nanna Øland Fabricius (tive de ir à Wikipedia procurar o seu verdadeiro nome) fez-me lembrar uma mistura entre Lykke Li, Feist e Florence Welsch, o que resulta numa perfeição divina. A sua voz, a sua presença e a sua aura obrigaram-me a manter o olhar vidrado no palco, sem grandes artifícios ou manobras de diversão. Foi tão bom, tão bom, tão bom que passados quatro dias continuo envolvido na magia do concerto e estou constantemente a ouvir e a pesquisar mais sobre Oh Land. Parecem exageradas as palavras, eu sei, mas eu estive lá e foi o que senti, pronto.

E esta, que eu não conhecia antes do concerto, é o meu mais recente vício: repeat, repeat, repeat.


terça-feira, julho 22, 2014

PES vai a Concertos VII - Massive Attack


Mais um ano, mais um Super Bock. Contando com este, foi a minha 6ª vez, não tantas como a vinda dos Massive Attack a Portugal: 15. Seria portanto de esperar que eu já os tivesse visto. Pois, não, nunca os tinha visto. Apanhei-os no Sudoeste 2010 mas apenas os ouvi à distância, são coisas que acontecem nos festivais, não dá para ver tudo derivado das cenas. Não sendo a minha banda preferida de todos os tempos, até porque não os conheço maravilhosamente bem, tinha uma curiosidade contida. Adoro os clássicos, "Teardrop", "Silent Spring", "Unfinished Simpathy", o resto vou ouvindo quando calha no aleatório do iTunes. Resumindo e baralhando, foi um concerto bastante interessante, primeiro porque não fazia ideia de quem compunha a banda, se passasse por eles na rua não os reconheceria certamente. Depois porque em termos de espectáculo são bastante competentes, porém, não me encheram as medidas como aconteceu com os fabulosos Arcade Fire há menos de dois meses no Rock no Rio, uma banda que também fui ver um bocado à descoberta. Foi simpático, mas não fui à lua e vim. Mas aposto que virão cá para o ano novamente e talvez lhes dê mais uma hipótese. Talvez à terceira seja de vez.

domingo, junho 22, 2014

PES Vai a Concertos VI - António Zambujo e Convidados



Sou um fã declarado de música portuguesa, não de toda a música na língua de Camões indiscriminadamente, mas de música com conteúdo, com arte, com portugalidade, com emoção, com a beleza das coisas simples. Por essa razão o António Zambujo está na minha lista desses eleitos. É fácil deixarmo-nos embalar pela sua voz maviosa que nos entra pelos ouvidos com uma doçura misturada por vezes com um travo a malandrice. Para melhorar, ele convidou a Luísa Sobral, o Miguel Araújo, a Ana Moura e o Rancho de Cantadores da Aldeia Nova de São Bento e o resultado foi maravilhoso! A Luísa Sobral escreveu uma música para cantar com o Rancho e o resultado foi maravilhoso, tal como o "Inês" e o "Nem às Paredes Confesso". Com o Miguel Araújo saiu "O Pica do 7" e com a Ana Moura uma fusão de vozes extraordinária que deixa antever um excelente concerto no Caixa Alfama em Setembro no qual pretendo marcar presença. Foi uma delícia de concerto na Praça do Município. 




sexta-feira, junho 06, 2014

PES vai a Concertos V - Arcade Fire


Este ano pensei que não ia meter os pés em nenhum festival de verão, não apenas porque não estava a encontrar algum artista ou banda que me fizesse correr horas antes para a fila mas também porque o orçamento não dá para esticar. O Rock in Rio este ano teve vários nomes que gostava muito de ver: Robbie Williams, Justin Timberlake, Arcade Fire (apesar de ser já uma repetição) e os Rolling Stones estavam todos a dar-me cabo da cabeça por serem todos cabeças de cartaz em dias diferentes. Quando o Robbie Williams cantou no primeiro dia e eu estava em casa a assistir ao concerto através da Sic Radical, estive quase a desunhar-me e a arrancar cabelos por não ter ido. Nesse momento roguei algumas (pequeninas) pragas a todos os meus amigos que fizeram questão de partilhar a sua felicidade através do facebook directamente do parque da Bela Vista. Na semana seguinte vieram os Rolling Stones, que apesar de não ser um fã acérrimo, gostava de ter assistido ao seu concerto, pois trata-se de uma banda de dinossauros em vias de extinção que teima em continuar viva, sabe-se lá como, e com uma energia de quem acabou de entrar nos trintas. Chegado o dia dos Arcade Fire, já tinha lançado a toalha ao chão e combinei um jantar em minha casa para atenuar o sofrimento, jantar que teve de ser adiado quando a Ana me telefonou a dizer que tinha um bilhete a mais e que não queria ir sozinha. À custa disso tive de faltar ao lançamento do livro da Mafalda e deixar a Sara e a Sofia penduradas, prometendo um rápido reagendamento da provável intoxicação alimentar que eu lhes ia causar. E lá fui eu a voar para a Bela Vista para uma tarde e noite fabulosas. Andámos aos saltos, fomos à roda gigante, bebemos cerveja, apareci na televisão a emplastrar o Unas e a Maria Botelho Moniz e furámos até bem perto do palco porque estávamos "à procura do Carlos" que estava lá mais à frente. Apesar de não conhecer a maioria das músicas dos Arcade Fire, eles deram um concerto electrizante até para quem não os conhecia de todo. Foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom!
E aqui ficou mais uma tentativa de edição de vídeo do que se passou por lá nessa noite.






PES vai a Concertos IV - Justin Timberlake, Rock in Rio 2014




Fui mais uma vez à Bela Vista, desta feita com Laura Sofia mas não sei se ela aprova este vídeo que estou a publicar sem a sua autorização.
E apesar de termos ido ver o Justin Timberlake, a música do vídeo é dos Arcade Fire, que vi no dia anterior com a Ana, vídeo que está a ser trabalhado para ser publicado aqui. Talvez esse tenha uma música do Justin, só para ser do contra. 
Existe um vídeo de mais de 7 minutos filmado no palco EDP do qual foram retirados excertos para esta montagem meia totó (preciso de ajuda na edição de vídeos, se faz favor) que merece ser publicado sem cortes e com o som original. PES e Laura não faziam ideia do que se iriam divertir naquele concerto onde todos parecíamos estar sob o efeito de psicotrópicos.
Estes eventos são ainda excelentes para reencontrar amigos e conhecidos. Neste dia encontrei a Carolina a quem tenho umas fotografias para mandar desde 2011 e a Joana, que não via há anos e que apenas ia tendo notícias através do facebook e instagram. E se encontrar uma amiga da Madeira que vive em Espanha no meio dos milhares de pessoas que estavam no recinto já tinha sido uma coincidência improvável, encontrá-la segunda vez, lado a lado no concerto do Justin, tornou ainda mais feliz esse reencontro. À saída deu ainda para reencontrar a Rita, também amiga de escola do 5º e 6º ano (!!!) com quem sempre fiz questão de manter contacto. Pois, não só de música se fazem os festivais de verão. Terminei o fim de semana com a alma cheia de muita coisa boa! 


Ai, espera, não falei do concerto propriamente dito. O Justin é um artista muito bom, não inventou muito, cantou bem e dançou ainda melhor. Sou mais adepto dos primeiros álbuns do rapaz mas tudo o que ele cantou era conhecido e o concerto nunca foi aborrecido. Mas sinceramente, sinto que faltou alguma coisa. Talvez eu ter ficado mais à frente, já não sei o que é assistir a um concerto a meia distância do palco. E diga-se em abono da verdade, os Arcade Fire tinham elevado a fasquia no dia anterior. Mas a pinta do Justino, eh pá, essa ninguém lhe tira. Um dia volto a um concerto dele e prometo treinar as coreografias, ao recuar aos tempos áureos dos N*Sync lembro-me que nessa altura pensava "um dia hei-de dançar como ele". Pois, se eu já não canto grande coisa, não me queiram ver a dançar. A mexer-me, vá. A parte boa é que devo abrir uma clareira à minha volta, certamente.




sábado, abril 12, 2014

PES vai a Concertos III - Silence 4



E com uma semana de atraso, aqui fica a minha espécie de crónica musical do último concerto a que assisti. 
E como escrevi há exactamente 7 dias, horas antes do evento, tratou-se do concerto dos Silence 4 na MEO Arena. Durante os seus anos de ouro não tive oportunidade de os ver apesar das suas músicas terem acompanhado a minha conturbada adolescência cheia de hormonas e dilemas emocionais. Graças ao meu irmão, que comprou o "Silence Becomes It", conheço de trás para a frente todas as músicas desse álbum, já o "Only Pain is Real", apesar de ter o álbum todo o meu iPod, algumas músicas são-me quase desconhecidas. Felizmente os fãs dos Silence 4 não são tão jovens nem tão groupies como os da Beyoncé, o que me permitiu não ir para a fila muitas horas antes das portas abrirem. De qualquer modo, como sempre, não estava nos meus planos ficar lá para o meio da plateia da arena. A fila da frente não era uma necessidade doentia, mas posso dizer que ficar a menos de dois metros da grade foi um privilégio gigantesco. Avisei a Mariana, que veio da Madeira de propósito para o concerto, que eu pretendia cantar tudo bem alto e que a minha afinação podia não ser a melhor, mas ela rapidamente acalmou essa minha preocupação afirmando que também estava nos seus planos fazer o mesmo. Menos mal. 
Vou começar pelo global: o concerto foi fabuloso!


Surpreendentemente (ou talvez não), lembrei-me das letras quase todas e apesar do "Borrow" ter sido provavelmente a mais cantada pelo pavilhão, eu estava realmente à espera do "Angel Song". Como já se sabia, o motivo da reunião deles deveu-se essencialmente à finta que a Sofia Lisboa fez à leucemia. Eu já sabia com toda a certeza que o momento em que eles cantassem essa música ficaria com aquele "nó na garganta", mas tornou-se num momento ainda mais emocional quando a Sofia referiu antes da música que pensou que podia não estar ali para a cantar. E de repente os versos "Hello, don't be scared, I want you to know you're not dead" tomaram toda uma nova dimensão. Foi bonito demais. Em forma de agradecimento à irmã, que foi a sua dadora de medula, a Sofia cantou ainda o "Invincible" dos Muse, música que a irmã a pôs a ouvir um dia num momento delicado do processo de tratamento em que as forças lhe começavam a faltar. Foi uma bonita celebração da vida, e como eu gosto dessas celebrações.


Com cadeiras pelo ar, um carro suspenso e um farol, encheram o palco e reavivaram as memórias que guardo de muitas músicas que foram cantadas ao longo da noite. Por alguma razão peregrina, nunca me tinha perguntado de quem seria voz no "Sextos Sentidos", mas a ausência dessa resposta deveu-se essencialmente a uma monumental desatenção, porque a voz do grande Sérgio Godinho é inconfundível, mas contra toda a ordem natural das coisas, só comecei a conhecer a sua obra tardiamente, quando já não ouvia Silence 4 com frequência. Servirá de desculpa? Assim sendo, quando o Sérgio Godinho entrou para cantar com eles, foi uma grande surpresa para mim. 



E o David Fonseca, enfim, continua com aquela voz maravilhosa e com aquele geniozinho musical que me faz acompanhá-lo de perto até hoje. Vibrei com "My Friends", "Breeders", "To Give", "A Little Respect", "Old Letters", "Goodbye Tomorrow" e esgotei a minha voz a um ponto que já não acontecia há anos. Com a garganta arranhada e a alma cheia, fui para casa entorpecido e felicíssimo.
Com uma média de um concerto por mês, este ano promete bastante no que toca a concertos. Próxima paragem:

Caetano Veloso.

quarta-feira, abril 02, 2014

PES Vai a Concertos II - Beyoncé


Segundo concerto do ano, assim de repente, Beyoncé.
Não é um concerto qualquer onde se vai porque os amigos também vão ou por ser uma artista da moda. Vamos a um concerto de Beyoncé porque se sabe que tudo o que ela vai fazer, fá-lo-á de forma impecável.

"Flawless".

Não foi a primeira vez que a vi, em 2009 já tinha conseguido estar no Pavilhão Atlântico, tão perto que quase dava para termos feito um filho. Por já a ter visto antes, tinha mais do que a certeza que nunca seria decepcionante, muito pelo contrário, que me esperava um concerto de cair para o lado, com apenas três pequeninas diferenças: o valor do bilhete quase duplicou, ficaria muito mais atrás do que da primeira vez e não conhecia este último álbum, o que me impediria de cantar muito, para rejubilo das pessoas à minha volta. 
Três horinhas à chuva na fila, mais umas duas e picos já dentro da MEO Arena e finalmente a Beyoncé, melhor do que nunca, a justificar todo o cêntimo gasto no bilhete e as muitas horas de espera. 

(Já tinha dito que torro o meu dinheiro em concertos e viagens?)

Felizmente para mim (e não para uma parte da plateia), eu já conhecia o alinhamento e tive uns dias para aprofundar o meu conhecimento sobre as músicas que desconhecia, umas 4 ou 5 apenas. Roguei pragas por não ter gasto mais uns euros e ter ficado no Golden Ring, mas mesmo assim vibrei como se o mundo fosse terminar no dia seguinte, apesar de não me dar muito jeito porque tinha um avião para apanhar. 

Não há nada que eu possa dizer que já não tenha sido dito sobre a mulher, mas a partir do momento em que a minha parte preferida do espectáculo foi durante uma música que eu não conhecia, acho que isso simplesmente consagra a inegável qualidade que a Beyoncé tem. 

Indescritível.




quarta-feira, fevereiro 12, 2014

PES vai a Concertos - Luísa Sobral



Não é segredo nenhum a minha admiração pelo trabalho da Luísa Sobral desde o "The Cherry On My Cake". Ok, ok, depois desse só veio mais um álbum, não que ela seja a cantora com o maior repertório do mundo, pelo menos por agora. Já a vi ao vivo umas 274 vezes e ainda assim não me canso de a ouvir, na maior parte das vezes a partir de um lugar privilegiado como o de hoje, a fila da frente. Gostava de explicar o porquê de gostar tanto dela, mas acho que já nem sei especificar. Talvez o velho cliché do "as-músicas-falam-sobre-coisas-com-as-quais-me-identifico" seja uma justificação plausível, e de facto, consigo atribuir recordações da minha vida a várias músicas dela. 
Hoje, às 21h no São Luiz lá estarei e tenho a certeza que vou sair de lá leve, levezinho, mesmo que cante o "My Heart Will Go On".