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terça-feira, setembro 02, 2014

"Aquela casa fechada onde o sol tinha a morada e entrava sem bater"


E o inevitável adeus à Sé aconteceu. 
Desde que as férias terminaram que a azáfama tem sido imensa nesta Lisboa que não dorme. Retomar o trabalho e compensar o tempo perdido, procurar casas, agendar visitas, fazer malas, o tempo parece andar demasiado depressa para quem há 10 dias vivia um Porto Santo sem relógios nem preocupações.
Nunca nos apercebemos da tralha que acumulamos ao longo dos anos até precisarmos mudá-la de poiso. É imensa coisa. Coisas que não víamos há anos, coisas que nos fazem parar e recordar coisas boas,coisas que foram deixadas por outros, por esquecimento ou por terem querido deixar um pouco de si. Também lembra as coisas menos boas e que eu, ou o destino, se encarrega de eliminar, tornando dessa forma os caixotes e a alma mais leves. 

A casa está vazia.

É um pouco triste vê-la assim, depois de ter sido palco de tanta vida, de tanta aventura, de tantas novelas mexicanas. 

Faz eco. 

Dei por mim a falar sozinho, não por estar louco mas porque o eco me fazia companhia enquanto empacotava as coisas. Não me despedi das andorinhas hoje, já o tinha feito antes.

Há uma nova vida, um novo palácio, um novo palco à minha espera. 
Mas agora, só quero descansar.


segunda-feira, dezembro 02, 2013

Encontros e Despedidas


"Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica"
Já perdi a conta às despedidas que já tive de viver e confesso que já estou a ficar cansado. É desgastante. Uma pessoa começa a habituar-se à presença das pessoas. Depois passa a gostar delas. E quando começa a gostar realmente muito, elas partem. Vão embora, porque vão mudar de país, porque vão à procura de trabalho ou porque vão voltar a casa. Seja pelo que for, nunca é fácil. Hoje tive de me despedir da Bianca. Não, ela não era a minha melhor amiga de todo o sempre, na verdade nunca frequentou a minha casa nem partilhámos segredos nem sonhos por aí além. Ela gosta de manter uma certa distância ao início e eu habituei-me a gostar dela assim. A sua distância não era por não gostar de mim, mas por ela ter a necessidade de ter o seu próprio espaço, no qual só entra quem ela quer. Eu soube respeitar isso e ganhei a confiança dela. Hoje somos amigos. E hoje tive de lhe dizer "Adeus". E não, o adeus não é necessariamente algo fatal nem definitivo, na verdade considero a forma mais bonita de me despedir de alguém, entregando-a nas mãos de Deus, para que a sua jornada seja abençoada e cheia de luz. 
Sejamos realistas, não sei se voltarei a ver a Bianca. Ela vai para o Brasil e nem será para o Rio de Janeiro ou São Paulo, as cidades mais óbvias à partida. As nossas vidas estavam destinadas a se cruzar e assim foi, com maior ou menos intensidade, ela teve o seu papel na minha vida e nas dos colegas que deixou chorosos no office do ginásio. Vou ter saudades e vou guardar os abraços que me deu no meu coração. E guardo-os com a felicidade de saber que também conquistei um bocadinho do seu coração. 
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também de despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida


sexta-feira, junho 27, 2008

Hoje

senti mais uma vez o amargo da breve despedida. Está quase.

domingo, maio 27, 2007

Adeus (ou o que quiseres)

No entanto, não consigo deixar de dizer que estou irritado.

E não é por ter de estudar Psicologia !

É do cisco nos olhos. Na roupa. E no sofá !