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quarta-feira, dezembro 10, 2008

"Cause you're my number one"

Já havíamos trocado olhares, até mesmo algumas palavras, sem no entanto percebermos que um dia fariamos parte da vida um do outro. Não recordo o momento, a conversa nem o local onde lançámos âncora ao coração um do outro, na verdade penso que o fizemos silenciosamente, sem estrilhos sem darmos conta do sugnificado que isso teria no futuro.
Lembro-me das nossas caminhadas junto ao mar, de outra forma não poderia ser. Nascemos e vivemos rodeados dessa imensa massa azul, que ao mesmo tempo que nos juntou, também se tornou um obstáculo físico. As nossas primeiras conversas durante esses passeios deslindaram sonhos, ideias e pensamentos, fizeram-nos sonhar com outros rumos, outras viagens. Ousámos desafiar o mundo, lembras-te? Demos as mãos, mas nada que se comparasse com o teu abraço. O teu doce calor sempre me envolveu, mesmo quando não estávamos com os braços à volta do corpo um do outro. Contigo percebi o quão bom é abraçar alguém, de forma sincera, em silêncio e de olhos fechados. Pergunto-me muitas vezes se não serás tu o grande amor da minha vida, aquele que jamais alguém conseguirá igualar ou superar. É que sinto-o transcendental. Como se não pertencessemos a este mundo. Pois, se calhar isso explica muita coisa. Criámos a nossa própria forma de amor alienado de tudo o resto. Vivemos no nosso mundinho, onde somos transparentes e genuínos. Outrora julguei que a nossa existência se pautasse por felizes coincidências, mas hoje sei que elas não existem connosco. Que simplesmente aprendemos a ler-nos, sem versos ou controlos remotos. Sem sabermos porquê, sentimos o apelo, e inexplicavelmente as nossas mentes ficam conectadas, como se soubessemos que o outro está a pensar em nós nesse momento. Somos almas gémeas, e portanto não nos precisamos por perto. Porque sempre estamos.

Amo-te e estou a abraçar-te neste momento. Como se o precisasse dizer…
P.S: Parabéns amor!

domingo, julho 13, 2008

Rafaela

Passou-se um ano e continuamos a sermos "nós" como sempre fomos. O riso a bandeiras despregadas, as piadas, as conversas, as trocas de ideias em silêncio e as nossas danças faziam-me falta.


"... e sentir que somos dois, mas que juntos somos mais"

quarta-feira, junho 04, 2008

Trincadela Nocturna


Enquanto trabalho na mamografia do costume, dou por mim a pensar nos festivais de verão que talvez possa ir e naqueles que falharei certamente. Penso também nas praias da costa alentejana que gostava de conhecer. Vem-me à mente el dolce fare niente que as férias proporcionam a um gajo, sendo que a imagem de um bar em cima da praia com palmeiras, redes e boa música (Bebel Gilberto parece-me bem) ao entardecer não me deixa raciocinar enquanto escrevo sobre o auto-conceito. Penso também na minha ida ao Porto Santo e no meu reencontro com a Rafa durante o qual ela me vai contar todas as suas aventuras por essa Europa fora, deixando-me com água na boca e com mais vontade do que nunca de emigrar em busca de um enriquecimento pessoal e cultural. Em vários momentos ocorrem-me loucuras de verões anteriores e a minha imaginação perde-se por caminhos sem fim, acabando inundados na minha própria saliva.



E pronto, agora vou comer, até porque já são 2.40h da manhã e um gajo não se alimenta do ar. Nem de artigos em PDF.

terça-feira, julho 10, 2007

Rafaela



Da mesma forma que nos conhecemos nos despedimos. Um “até já” transbordante de uma saudade que aperta mesmo antes da partida. Fazer um balanço do tempo que estivemos juntos seria colocar um ponto numa frase que se quer com muitas vírgulas, que sabemos, terá muitas vírgulas. Portanto brindemos ao momento, ao amor que goteja incessantemente e que inunda as nossas almas que se dizem gémeas. Quando um olhar é suficiente para desvendar toda uma série de pensamentos e emoções, é porque somos demasiado previsíveis ou demasiado parecidos um com o outro. Sei que nem sempre estou lá quando precisas de mim, talvez por pura ingenuidade, talvez por insensatez. Não somos perfeitos e no entanto encontramos nos nossos defeitos e feitios a nossa própria e única “perfeição” que tanto me orgulho de a ter construído contigo. Mas mais pessoas merecem a tua força, a tua energia, a tua alma, o teu riso e espero que os distribuas por todos os lugares por onde passares, e sei que são muitos os sítios, as pessoas e os “Pedros” que te aguardam por esse mundo fora.
Vais-me fazer falta fisicamente, no entanto, tal como tenho escrito no telemóvel “You will be always on my mind, heart and soul”.

E como dizia a Katie:

“In many years they may forget
This love of ours
Or that we met
They may not know how much you meant to me”