Hoje temos vacas roxas da Suíça, Pirâmides perfeitas do Sr. Ambrósio e animais marinhos da Bélgica. Temos também Ovos cheios de surpresas, chocolates para depois das 20h e até discussões a propósito do último Mon Cheri. Amanhã temos diabetes.
Está tão perto e eu tão pouco preparado. Ainda não conheço as músicas todas, muito menos as coreografias. Estou a falhar este ano.
De qualquer modo, ficam aí com a música portuguesa, para quem não conhece. Além da nossa eterna candidata à vitória, aposto na Turquia e/ou Noruega este ano. Até ao momento, porque ainda tenho algumas dezenas de músicas para decorar as letras até terça-feira, dia da primeira meia-final.
Estamos próximos de mais um destes eventos que colam Portugal ao ecrã, nem que seja para rir um bocado, já que anda tudo macambúzio com a tal da recessão, a maldita da senhora. Neste espectáculo cómico-musical, teremos 12 canções à procura de um lugar ao sol ou à chuva (de tomates) na próxima edição do Festival da Eurovisão, a decorrer em Moscovo, isto porque no ano passado resolveram dar a vitória ao Diba Milan Coiso com o patinador.
Dita a regra que o povo é quem mais ordena, portanto meus caros amigos e pessoas mais ou menos, é assim: sendo que vocês são leitores deste blog, faz-me crer que são pessoas com um extremo bom gosto. O que acontece é que neste momento estão 24 músicas a votos na net para depois serem seleccionadas 12 que irão passar na televisão (felizmente apenas na televisão portuguesa) no final de Fevereiro. E eu, que sou um rapaz muito informado, já ouvi um bocado de todas elas e posso afirmar com convicção: existe apenas UMA música digna desse título.
Pois bem, temos por exemplo, uma Nucha que eu não sabia que ainda era viva. Temos uma Romana que muito se esforça, é verdade, mas que não vai lá assim. Temos diversos representantes de "Ídolos" e "Operações Triunfos", como não poderia deixar de ser. Temos um Armando Gama com uma música que tem cheiro a um sarcófago com 4000 anos acabadinho de ser aberto. Temos um Jackpot a cantar um rap com versos como o seguinte: "por isso quando comprares o meu cd, esconde senão o papá ainda se zanga". Façamos silêncio e olhemos para os céus por uns momentos, de olhos fechados. Pronto, continuando. Temos umas Tahiti que prometem mexer muitos tutus por essa Europa fora. Temos uma imitação do Mickael Carreira, mas sem o nome de família. Enfim.
Agora por favor, oremos todos para que não ganhe nenhuma das (muitas) músicas com travos a música, deixa-me ver como posso denominá-la sem ferir susceptibilidades... PIMBA!
Pois bem, a meu ver estamos condenados a uma inevitabilidade que é a de sermos representados pela Luciana Abreu, que não se deu por satisfeita com a presença em 2005, tinha agora de mostrar à Europa as suas mais recentes aquisições, a Lucy e a Ana. Pois bem, esta arrisca-se seriamente a ser a canção vencedora. Se ela vestir umas roupitas decotadas e arranjar uns bailarinos e uma coreografia com muitos saltos, cambalhotas, cores, fitas e outras coisas espectaculares, e tendo em conta que quase ninguém percebe a língua portuguesa, talvez até consigamos alcançar um bom resultado. E quem sabe a nossa Luciana Obama (ouçam a música e perceberão o porquê do apelido) até consegue mover todo um povo como fez o outro nas Américas.
Mas, "há sempre um mas", a minha música predilecta (e a de várias pessoas com igual bom gosto), é a de um grupo chamado "Flor de Lis" com "Todas as Ruas do Amor". Não teço mais comentários, deixo-vos aqui a versão que aparece no Youtube.
E como não quero que vos falte nada, deixo um outro vídeo, este com um bocadinho de todas as músicas a votos no site da RTP .
E eu ainda não me conformo por ter a cara das Tayti esparramada no meu blog, mas vou tentar superar isso juntamente com o x-acto que tenho aqui na secretária.