Mostrar mensagens com a etiqueta reclamação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta reclamação. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Pessoas Azedas


Hoje tenho um desabafo e não é por algo que tenha acontecido hoje ou ontem, mas sim nos últimos meses da minha vida:

Estou cansado de pessoas azedas. 

E estou rodeado delas - no trabalho, nos grupos de amigos e conhecidos, nas redes sociais, nos cafés e restaurantes. A insatisfação e o mau humor tornaram-se mais virais que a gripe no inverno e o azedume tornou-se a epidemia da década. A reclamação gratuita tornou-se o prato da casa por todos acharem que merecem ser tratados de forma muito superior àquela que são tratados. Porque acham que o café está demasiado cheio, porque querem ser atendidos primeiro do que todos os outros, porque não lhes responderam no tom que acham conveniente. Sou a favor de se reclamar quando existem efectivamente razões para isso mas não consigo deixar de sentir vergonha alheia quando estou nalgum sítio com alguma pessoa conhecida e esta começa a reclamar com um empregado numa loja, um condutor ou peão na estrada ou até com outro amigo que esteja connosco, por algum motivo que eu considero descabido. Sim, é verdade que cada um atribui a importância que deseja a cada circunstância, mas o que me preocupa é a falta de leveza, de compreensão, de diálogo e muitas vezes, de educação. 
A agressão deixou de ser física.
Todos vivemos tempos de crise, os impostos aumentam, os ordenados diminuem, os negócios fecham, os amigos emigram em busca de um futuro melhor e é normal existir uma nuvem negra sobre as nossas cabeças, mas sinceramente, para mim já bastam as nuvens negras reais deste inverno chuvoso. Ainda me lembro da primeira coisa que aprendi na Universidade, dita por uma professora quase da minha idade, de que quanto mais aprendermos, mais perceberemos que não sabemos nada, de que não existem verdades absolutas e que o que está certo hoje amanhã pode estar errado. Se calhar levei isso demasiado a sério e hoje consigo aceitar melhor a mutabilidade das coisas à minha volta, e por esse motivo não consigo compreender nem lidar bem com "tomadores" de decisões irrevogáveis e detentores de todas as certezas do mundo. 
Cansei-me de "grumpy cats" que vêem o mundo a cinzento e que acordam a pensar sobre o que irão reclamar primeiro, de velhos do Restelo que antevêem finais trágicos para qualquer decisão que o vizinho da frente tome em prol da sua felicidade, de burros velhos que teimam em não aprender línguas, de destruidores de sonhos.

Isto é uma emergência.

O meu conselho: 
  • aprendam a parar de vez em quando para cheirar as rosas. 
  • encorajem aquele amigo ou familiar que está na dúvida se dá um passo em frente ou se fica no mesmo sítio.
  • aprendam a usar mais o reforço positivo nas vossas intervenções, sejam elas numa conversa de café ou a comentar publicações na internet, tornar-vos-á pessoas mais bonitas.
  • aprendam a ver o copo meio cheio, não precisam conformar-se com a mediania, mas é importante ter a humildade de aceitar que podemos não atingir tudo aquilo que desejaríamos na vida.
  • abracem as pessoas que gostam e oiçam-nas com real atenção.
  • aprendam a respirar - breathe in, breathe out, breathe in, breathe out, é fácil.
  • brinquem mais em vez de reclamar "só porque sim". E mesmo que tenham razão para reclamar, será que valerá mesmo a pena?


Ontem disseram-me que nunca me tinham visto chateado e que não faziam ideia de como seria eu aborrecido com a vida. Respondi-lhe que também me chateio algumas vezes, simplesmente não gosto de gastar energia com pequenices mundanas e talvez por isso nunca me tenham ouvido reclamar de alguma coisa concreta ou gritar palavrões aos sete ventos. E sim, eu também reclamo de muita coisa mas vida tem-me dado demasiadas dicas para aproveitá-la da melhor forma possível, tirando partido das pequenas coisas e dos momentos soltos que vou tendo aqui e ali. Tenho duas formas de olhar para as coisas que me acontecem na vida: por um lado, consigo esgrimir argumentos reais que façam a minha vida parecer um imenso caos, uma tragédia grega, um inferno incessante. Por outro, também consigo relatar acontecimentos e momentos que me fazem pensar que sou a pessoa mais feliz e sortuda à face da terra. É tudo uma questão de perspectiva, e eu prefiro claramente a segunda. 

quinta-feira, maio 30, 2013

"O Insatisfeito Cliente 57" - A RESPOSTA

"Caro Pedro Andrade, 
 
No seguimento do seu contacto, que mereceu a nossa melhor atenção, apresentamos o nosso mais sincero pedido de desculpas pelos inconvenientes que terão resultado das situações que nos descreveu, relativas aos contactos que manteve com os nossos serviços em loja.

A sua disponibilidade para nos reportar o sucedido, permitir-nos-á planear a nossa atuação futura tendo por principal objetivo a total satisfação dos nossos clientes, para a qual a opinião e sugestões expressas na sua comunicação constituem um importante e imprescindível contributo. 

Para qualquer esclarecimento adicional visite-nos na área de cliente em ptcliente.pt e em tmn.pt. 
 Ficamos, como sempre, à sua disposição. 

 Graciela Carvalhal 
Serviço ao Cliente"




E eu que estava a contar com um telemóvel topo de gama em forma de desculpa e foi-me calhar esta resposta formatada que eles fazem copy/paste para me calar. Talvez por isso me tenham cobrado uma taxa de 35 cêntimos quando finalmente consegui carregar o telemóvel. Tipo, ou te calas ou continuamos a taxar-te por nos teres enviado duas páginas de história da Carochinha. 
Já agora, ainda impossibilitado de utilizar o multibanco, aproveitei a ida à Loja do Cidadão onde precisei dirigir-me ao balcão das finanças para tirar também uma senha para carregar o telemóvel com dinheiro. Curiosamente, tirei o 63 e o atendimento ia no 60, ou seja, a mesma diferença de ontem. Também curioso era o número de funcionários: quatro. E ainda mais curioso, foi ter demorado 40 minutos, confirmados pela hora da senha, a chegar ao meu número. Quase, quase, quase me senti culpado por ter acusado os tristes do Chiado pela falta de celeridade, deve ser algo que aprendem (ou talvez seja mesmo defeito de fabrico) na formação. Ao menos estava a dar o Big Brother em direto no canal do MEO. E foi esse o auge da minha visita à Loja do Cidadão, ver o Francisco Macau a enfardar marsmallows, o Kapinha deitado no chão a brincar com o cão e a Carla Baía com cara de enjoada, o que é compreensível com tanta pasmaceira. Felizmente já não existe a tanga tigrese do Zézé senão teria de me auto-flagelar, jogando-me contra o dispensador das senhas.

quarta-feira, maio 29, 2013

O Insatisfeito Cliente 57



Boa noite,

Venho por este meio reportar uma situação que aconteceu hoje numa loja vossa, mais concretamente, no Chiado em Lisboa. Tendo em conta que a minha história não foi bem compreendida pelos funcionários da loja, explicarei tudo direitinho por escrito.
Dirigi-me à vossa loja para efetuar um simples carregamento do telemóvel, um ato pouco comum, já que costumo faze-lo sempre através do multibanco, mas na impossibilidade de o fazer, optei pela loja. Tirei uma senha e calhou-me o número 57 e a contagem ia no 54. Aguardei um pouco, já que tinha apenas duas pessoas à minha frente para além da que já estava a ser atendida. No entanto o atendimento parecia estar a demorar – estavam 4 funcionários na loja – e cerca de 10 minutos depois, decidi abandonar a loja para tratar de outros assuntos, deixando o “cliente 54” ainda a ser atendido. Fui tratar da minha vida e cerca de 25 minutos depois, e acredite, eu tenho muita noção do tempo, voltei à loja, mas entretanto tinha deitado a senha 57 no lixo já que acreditava que o meu número já tivesse passado. Enganei-me, afinal ia no número 55. Podia queixar-me desde já da velocidade de atendimento, mas assumi que os clientes anteriores a mim tivessem problemas muito complicados para resolver. Tendo deitado a senha 57 num caixote do lixo à entrada dos Armazéns do Chiado, decidi esperar pela minha vez sem tirar nova senha, afinal de contas, a não ser que o dispensador de senhas estivesse avariado, não deveria aparecer mais alguém com o mesmo número. Como o atendimento parecia estar encravado no 55, aproveitei a até fui deitar o euromilhões. Quando voltei dessa minha empreitada que durou cerca de 5 minutos, o número 55 ainda aparecia no visor, mas felizmente não demorou a passar para o 56 e como não apareceu ninguém, passaram para o 57. Dirigi-me ao balcão e a vossa funcionária pediu-me a senha, ao que expliquei a situação descrita anteriormente de forma resumida, nunca pensando que a ausência de senha fosse causar qualquer tipo de constrangimento. Mas foi-me recusado o atendimento. Eu continuava a julgar que essa situação seria facilmente ultrapassável referindo que como ela devia ter percebido, mais ninguém se aproximou do balcão quando o número 57 finalmente piscou no ecrã. E o atendimento continuou a ser recusado sempre com o argumento de que sem senha não me iria atender. Voltei a explicar a história da senha que minutos antes tinha deitado no lixo, por julgar que já tivesse passado a minha vez mas a funcionária manteve-se irredutível. Perguntei-lhe se não acreditava que eu tinha tirado a senha 57 mas não obtive resposta afirmativa nem negativa, apenas o argumento de que há pessoas que passam à frente de outras fingindo ter os números de pessoas que entretanto desistiam da espera (pelos vistos a espera é algo comum na loja, até a vossa funcionária o assumiu). Depreendo portanto que não acreditou na minha história e que eu era provavelmente mais uma dessas pessoas que ficam à coca da senha perdida para passarem à frente das outras pessoas. Perguntei-lhe uma terceira vez se não me podia atender e recusou novamente, pedindo para tirar nova senha. Expliquei que se tinham demorado mais de meia hora para avançar com 3 números, isso obrigar-me-ia a esperar no mínimo mais meia hora e que sendo o meu pedido algo tão simples e rápido como um carregamento, provavelmente já estariam a atender o cliente 58, 59 ou na loucura, o 60 se tivesse agilizado uma situação que era extremamente simples desde o início. Tive de pedir para falar com algum responsável e até esse processo conseguiu ser demorado, não sei o que se passa no back-office, mas por momentos a minha imaginação levou-me a pensar nas escadarias infinitas da estação de metro do Chiado – mas vá, ironias à parte, presumo que a funcionária estivesse a explicar a situação ao rapaz responsável. Chegou o responsável e a funcionária pôde chamar o número 58. A segunda conversa foi exatamente a mesma, expliquei a mesma história e o rapaz esgrimiu os mesmos argumentos que a sua colega. Esta conversa demorou um pouco mais porque dei por mim a repetir segunda e terceira vez as mesmas coisas, incrédulo por não estar a acreditar que não me iriam mesmo atender. À pergunta “Você está a duvidar que eu tinha a senha número 57?”, também não me respondeu nem que sim, nem que não. Uma forma politicamente correta de dizer que não. Talvez não ajudasse eu ter uma sweat do “Sponge Bob” vestida, mas quero acreditar que o tratamento não varia em função da roupa que as pessoas trazem vestidas, apesar de ser uma boa experiência a fazer um dia destes em que eu tenha IMENSO tempo livre para me dar ao trabalho. Expliquei ainda que eu lido diariamente no meu trabalho com clientes que quando me procuram, esperam ser atendidos com a maior simpatia, eficiência e eficácia – qualquer um deles falhou convosco. Talvez vos atribuísse a eficácia, se me tivessem resolvido o simples problema de carregamento do telemóvel, mas a única coisa que vos gabo é a conformidade de discurso, apesar de ridiculamente inflexível.

Afinal de contas eu só queria dar dinheiro à empresa que vos paga o ordenado. Sou vosso cliente fiel há mais de 13 anos e nos últimos anos o meu grau de satisfação tem vindo a decrescer e hoje atingiu o fundo do poço. Ainda estou boquiaberto com a inflexibilidade e falta de tato dos vossos funcionários que aliás, não tinham identificação na lapela, no meu local de trabalho isso impedir-me-ia de cumprir com as minhas funções, no vosso não, pelos vistos.

Resumindo, voltei para casa sem o telemóvel carregado e por essa razão, não posso contactar os meus clientes – com sorte, talvez eles não se lembrem de escrever no livro amarelo a queixar-se da minha falta de falta de profissionalismo. Espero ao menos que acreditem na história com que me irei desculpar, já que os vossos funcionários não acreditaram na que lhes contei.

Já agora, quando abandonei a loja, o cliente 58 ainda não tinha sido despachado. Até nos departamentos das Finanças e nas Lojas do Cidadão conseguem resolver problemas com maior celeridade e, espante-se, cordialidade. E lembre-se daquela vez, que já aconteceu concerteza, em que nalgum desses sítios burocráticos ou até num simples supermercado, deixou passar a sua senha e foi atendida na mesma sem precisar tirar novo número, com um sorriso na cara. Mandem os funcionários ao meu supermercado, se quiserem dou-vos a morada. A senhora da peixaria teria muito para lhes ensinar.

Com os melhores cumprimentos,
O insatisfeito “Cliente 57”,


Pedro Andrade


O seu pedido foi enviado com sucesso. Estimamos responder-lhe nos próximos 3 dias. Obrigado.

segunda-feira, setembro 22, 2008

1ª Reclamação dos Vizinhos


Laura Maria arrisca-se a ser primeira residente expulsa do Big Brother "Seven Rivers". Isto de Laura chegar a casa a horas indecentes cheia de vitalidade e vontade de fazer o amor vai ter de parar. Depois de violar quase todas as pessoas da casa ainda passou a noite a rir estridentemente, acabando as frases com o (já) famoso "TÁ-SE BEM".





É oficial, Laura is getting CRAZY!