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quarta-feira, abril 09, 2014

Contado Ninguém Acredita


Hoje encontrei a Deolinda, minha antiga vizinha na Madalena. Perguntei-lhe como estava e ela respondeu-me:

"Contado ninguém acredita..."

E eu:

"...quando eu vou na procissão, não há moça mais bonita"

Felizmente esta resposta foi só na minha cabeça. 
Tinha caído da escada e foi parar ao hospital. E eu acreditei, porque ela me contou.

(a coitada da Deolinda ainda deve estar encharcada de tanta Deolinda que eu ouvia naquela casa e foi mais forte do que ela)

terça-feira, dezembro 31, 2013

Top + cá de casa 2013

Num ano em que o meu rico iPod perdeu a vida e tive de comprar um "novo" no OLX, a minha diversidade musical não foi a maior. A culpa é do "Mundo Pequenino" e do "There's a Flower in my Bedroom", que sozinhos açambarcaram 13 dos 25 lugares das mais ouvidas, ocupando inclusivamente os primeiros cinco lugares. Não tenho culpa de gostar MUITO do que se fez em Portugal este ano. Ao analisar os concertos que fui este ano, percebo que foi tudo "Made In Portugal": 

  • Deolinda (3 vezes) 
  • Luísa Sobral (2 vezes)
  • Carlos do Carmo
  • António Zambujo
  • David Fonseca
  • Ana Moura (2 vezes)
  • Gisela João (2 vezes)
  • Ana Bacalhau a solo
  • Cuca Roseta
  • Raquel Tavares
  • Cristina Branco 
  • Tributo a Joni Mitchell
Eh pá, agora que concluo isso reforço ainda mais, a música portuguesa é boa que dói! Finalmente consegui ir a um concerto do Carlos do Carmo, aos anos que esperava essa oportunidade. Lamento apenas ter assistido ao concerto de um ângulo meio complicado, mas hei-de ter mais alguma chance de o ouvir, até porque faltou-lhe o "Estrela da Tarde" e ainda não o perdoei por isso. A Gisela João foi a revelação do ano sem dúvida, conheci-a no Festival de Fado em Alfama onde também pude ver pela primeira vez o António Zambujo e a sua lambreta que eu tanto idolatro. Os Deolinda, esses nem vale a pena comentar, vi-os três vezes, duas delas em dias seguidos nos Coliseus de Lisboa e Porto, com direito a dois dedos de conversa a convite da Ana Bacalhau. O Coliseu do David Fonseca também foi maravilhoso! A Lúísa Sobral, se juntar as colaborações com o David Fonseca e o tributo à Joni Mitchel, vi-a 4 vezes e o São Luiz espera-me já em Fevereiro. Foi um ano bom demais para a música portuguesa.
Mas vá, num ano em que perdoei um pouco a música pop que se faz nos últimos tempos, o meu top 25 é o seguinte:

1º - "Musiquinha", Deolinda
(249 reproduções)


2º - "I Remember You", Luísa Sobral
(177 reproduções)


3º - "Seja Agora", Deolinda
(175 reproduções)


4º - "Algo Novo", Deolinda
(146 reproduções)


5º - "Hello Stranger", Luísa Sobral
(146 reproduções)


6º - "Sweet Nothing", Calvin Harris feat. Florence Welch
(144 reproduções)


7º - "I Was In Paris Today", Luísa Sobral
(127 reproduções)


8º - "Kiss You", One Direction
(127 reproduções)


9º - "Antigamente", Gisela João
(116 reproduções)


10º - "Capitão Gancho", Clarice Falcão
(109 reproduções)


11º - "Quem Tenha Pressa", Deolinda
(98 reproduções)


12º - "I'll Be Waiting", Luísa Sobral
(91 reproduções)


13º - "One Day", Asaf Avidan
(89 reproduções)


14º - "She Walked Down The Aisle", Luísa Sobral feat. Jamie Cullum
(89 reproduções)


15º - "Mom Says", Luísa Sobral
(88 reproduções)


16º - "Concordância", Deolinda
(85 reproduções)


17º - "Blood", The Middle East
(84 reproduções)


18º - "Doidos", Deolinda
(81 reproduções)


19º - "Um Só", Clarice Falcão
(80 reproduções)


20º - "The Party", Regina Spektor
(80 reproduções)


21º - "Oitavo Andar", Clarice Falcão
(75 reproduções)


22º - "One Way Or Another", One Direction
(75 reproduções)


23º - "Semáforo da João XXI", Deolinda
(72 reproduções)


24º - "I Knew You Were Trouble", Taylor Swift
(71 reproduções)


25º - "Spectrum", Florence + The Machine
(70 reproduções)



Menções honrosas para "I Love It" da Icona Pop, "Top Of The World" dos Imagine Dragons, "Pois Foi", "Gente Torta" e "Fiscal do Fado" dos Deolinda e "De Todos os Loucos" da Clarice Falcão. 
And that's all folks!

 

terça-feira, abril 30, 2013

Fazem-se coisas tão bonitas no nosso país

Lembro-me de escrever na primeira publicação deste blogue, que este mês faz 7 anos, acerca de imprevisibilidade da vida, da incerteza do amanhã e do quão maravilhoso isso era. O não adivinhar o dia seguinte, o olhar para o dia novo como uma página em branco e do que é verdade hoje amanhã poder ser uma farsa. Confesso que este pensamento tem caminhado comigo nos últimos tempos pelos mais variados motivos, mas hoje não queria entrar em devaneios filosóficos para não embrulhar mais os meus já poucos neurónios. Na verdade apenas escrevo porque me apercebi que nestes 7 anos algo mudou na minha vida - o meu gosto musical. Sempre me considerei eclético, tanto comprava os discos da Britney Spears e das Spice Girls para ouvir no discman, como ouvia Bach e Chopin para estudar, cds que os meus pais tinham no meio de tantos outros. Ainda me lembro do primeiro cd que comprei. Estava no 5º ano e lá em casa havia apenas uma aparelhagem para ler cds, era do meu irmão, que rebelde como só ele, era pioneiro nas tecnologias lá de casa - leitor de cds, telemóvel, eu sei lá, ele desbravou um ousado caminho. Antes, ele já tinha comprado um rádio com leitor de cassetes, daqueles compridos que com aquelas pilhas gordas dava para levar ao ombro para a praia. Felizmente para todos nós, isso não aconteceu. 
Ao tentar recordar-me das minhas primeiras memórias musicais, consigo lembrar-me de um gira-discos onde ouvia vezes sem fim o "Fungagá da Bicharada", um disco com o Júlio Isidro na capa (não me lembro se era ele que cantava), e que graças à Wikipedia, sei que foi um programa televisivo entre 1974 e 1976. Espero que esse vinil ainda exista lá em casa, aqui só encontrei esta imagem de fraca qualidade do Júlio Isidro vestido à domador de leões, uma capa épica.


Já em cassetes, tínhamos a "Turma do Balão Mágico" - memorável! Sabia as músicas de cor e salteado. Nunca vi o programa, nem sei se passava na televisão portuguesa, de qualquer modo só tínhamos RTP Madeira na altura a preto e branco. Hoje temos internet que permite ver, pela primeira vez e com décadas de atraso, o vídeo do "Super Fantástico" - surpresa, era a cores!  


Contudo, na minha cabeça ninguém me tira a ideia de que as músicas infantis da minha infância eram bem melhores que as de hoje em dia, não desfazendo o Panda, a Xana Toc-Toc e agora a sensual Professora , Cabeleireira, Bombeira e Polícia Sónia Araújo. 
Ainda falando de cassetes, as músicas em inglês que tenho memória são duas - "Hotel California" dos Eagles e "Let It Be" dos Beatles. Não percebia patavina do que eles diziam mas sei que durante anos a fio cantava "Léripi" em vez de "Let It Be". Quem não tem cão...

Quando finalmente o meu rico irmão (ele tinha sempre dinheiro para cenas) comprou uma aparelhagem com leitor de cds, tinha de ouvir o que ele tinha - assim de repente, um disco com o nome "Dance Mania", o unplugged dos Nirvana, "Conquest of Paradise" dos Vangelis, Madredeus, enfim, ele sempre foi eclético como eu. Eu, gradualmente, fui ganhando terreno para poder ouvir os cds dele quando me apetecesse, até que chegou o dia em que comprei o meu primeiro cd, com o meu próprio dinheiro. Foi o álbum homónimo das Spice Girls. É verdade. E como eu dançava aquilo, em casa, na escola, enfim, teria panos para mangas, esse assunto. Ai, ai... Aliás, toda a minha evolução musical daria um bom sketch humorístico. 

Hoje, aos 27 anos, sou um apaixonado pela música portuguesa. Se antes olhava para o "Made In Portugal" com desdém e apenas ligava ao "Top +", hoje tenho pena que não haja mais esse programa. Porque decerto estaria recheado de bandas e artistas que eu venero. Aqui tenho a playlist das 35 músicas que mais ouvi em 2013,  sim, eu sei que há pessoas que já não têm paciência para aturar a minha adoração pelos Deolinda e pela Luísa Sobral, mas é mais forte do que eu. E apesar da hegemonia deles nesta lista de 35 músicas, tenho ainda David Fonseca, Ultraleve, Cristina Branco e Amália Rodrigues. Mas também podiam estar o António Zambujo, a Ana Moura, a Maria João, o Carlos do Carmo, o Rodrigo Leão, os The Gift, o Sérgio Godinho, a Lúcia Moniz, a Márcia.
Bem, faz-se tanta coisa linda no nosso país.

E por essa razão, tenho lugar na 3ª fila do Coliseu de Lisboa para os Deolinda na sexta-feira... e para a 6ª fila no dia seguinte no Coliseu do Porto. E se eles me convidassem a fazer parte da tournée deles, ia fazia já as malas e corria o mundo com eles. 





segunda-feira, março 25, 2013

Os trevos de 4 folhas são um embuste, só para que se saiba


Na passada segunda-feira inundei-me de uma boa disposição, cheia de fogo de artifícios, confetis e serpentinas. Decidi que a semana ia ser fabulosa, até porque ia começar com o lançamento do álbum dos Deolinda e porque tinha encontrado estes sete trevos de 4 folhas. Não havia maneira de falhar, tinha um para cada dia da semana. Vamos lá a contas:

Tive com a minha velha amiga amigdalite e tive de me encher de medicação para não ficar como a do ano passado em que fiquei uma semana em casa a cuspir sangue e a comer canja porque era a única coisa que me passava pela garganta;

A minha mota deu o berro a meio do túnel do Campo Pequeno, o que me obrigou a andar com ela pela  mão nesse mesmo túnel correndo o risco de ser passado a ferro por um carro mais distraído. Ainda assim eu liguei para o reboque, aguentei a TPM da senhora do stand e fui a pé para casa a pé a pensar nas flores e nos passarinhos como se a Primavera tivesse um poder curativo qualquer. O arranjo, 260 euros. Que depois de discutido passou a 150 - adoro chico-espertices.

Fiquei sem transporte durante uns dias e decidi ficar em casa quietinho a ver se a amigdalite não piorava o que parecia lindamente, umas folgas "forçadas". Mas depois acontece o triste fado do trabalhar independente - não trabalha, não ganha. 

Na sexta-feira ainda tive de viver o drama do desaparecimento do Alfred que resolveu conhecer o fabuloso mundo dos telhados da Rua do Carrião pela primeira (e aposto, última) vez. Claro que o bicho voltou, foi apenas um devaneio por ter jantado camarões e amêijoas. Não se pode mimar estes gatos de hoje.

O Euromilhões, não o vi. Nem uma migalha para os pombos.

Portanto, vou pegar fogo aos trevos e voltar ao trabalho.
Mas vá, a semana foi até muito bem disposta e não vou tenho grandes razões para me queixar. Há-que ser justo.


PS: Estive na primeira fila da FNAC para ver os Deolinda, foram obviamente fabulosos e lembravam-se do estrondoso concerto de Ourique há 3 anos e isso é que fez a minha semana. 

quinta-feira, março 21, 2013

Mundo Pequenino


Pronto, já passaram 3 dias e estou portanto em condições de dar a minha opinião acerca do "Mundo Pequenino" dos Deolinda. Tudo bem que eu sou suspeito, mas por gostar demasiado deles, a minha opinião também se torna mais crítica. Há sempre o receio que apareça um álbum que não faça jus aos anteriores, tal é a expectativa que coloco nesta banda. Pois bem, aquilo que os tornou conhecidos no "Canção ao Lado" e no "Dois Selos e Um Carimbo" não é perdido neste terceiro disco. Continuam fiéis a si próprios, com características que os distinguem de tudo o resto. Não é pop, não é fado, não é música ligeira nem brejeira mas sim uma miscelânea de influências, sonoridades e emoções que aproximam a música das nossas vidas. É uma música que identifica uma geração, uma espécie de Sérgio Godinho dos nossos tempos, com a qual nos podemos identificar, canção após canção. 
Eles não cantam mais do que as nossas vidas - cantam aqueles momentos em que secretamente desejamos o mal dos outros. Cantam aqueles amores destinados a ser vividos na clandestinidade. Cantam sobre as borboletas com que ficamos perante o sorriso da pessoa que gostamos. Cantam sobre a inércia que nos assola e as desculpas que inventamos para justificar a nossa inoperância. Cantam sobre a burocracia e falta de celeridade. Cantam sobre o sentimento egoísta de desejar que os melros cantem apenas na nossa gaiola. Cantam sobre as manias de grandeza e pela necessidade de parecermos melhor que o vizinho. Cantam sobre marinheiros de água doce que fazem mas não acontecem. Cantam sobre as nossas dúvidas em relação ao amor, ao país, ao futuro. Cantam sobre nós e somente isso. 
E cantam em português. Não que eu seja fundamentalista em relação aos cantores portugueses cantarem na sua língua materna, não o sou e posso disparar excelentes exemplos assim de repente - David Fonseca, Luísa Sobral, The Gift, Lúcia Moniz, e por aí fora - mas nada se equipara à emoção de uma canção bem feita na nossa língua. As letras continuam a ser maravilhosamente elaboradas pelo Pedro da Silva Martins que se tem revelado um poço de fertilidade musical inesgotável, transbordado-o para outras paragens - a Cristina Branco, a Ana Moura, o António Zambujo e NÓS agradecemos. A Ana Bacalhau, com a sua voz grande, inteira e em que nada exagera ou exclui, põe quanto é naquilo que faz (perdoem-me a fácil mas perfeita comparação Pessoana), obrigando-nos de livre e espontânea vontade a ouvir as suas histórias até o fim. A atitude, a personalidade, a energia são incomparáveis. Juntam-se ainda o Luís José Martins e o José Pedro Leitão para compor o quarteto maravilha e estamos perante uma banda, aos meus olhos, mítica. 
Já tive o prazer de os ver nas mais variadas ocasiões e de os conhecer a todos numa dessas em particular - na festa do porco preto em Ourique em 2009. Pode não ter sido a oportunidade mais requintada de todos os tempos, mas ao conseguir ficar na fila da frente e após ter cantado as músicas todas de uma ponta à outra com um grupo de pessoas que até hoje lembra esse dia com saudade, fomos convidados pela Ana Bacalhau, ainda em cima do palco, a ir ter com eles aos bastidores e assim o fizemos. Um privilégio. 

O "Mundo Pequenino" é maravilhoso e vou ouvi-lo ao vivo já no Sábado na FNAC do Chiado. A contar as horas. 

segunda-feira, março 18, 2013

Segunda-Feira


Por algum motivo que desconheço, as segundas-feiras sempre foram dos meus dias preferidos. Se a segunda-feira fosse uma estação era a Primavera. Representa um recomeço, um novo ar, uma página em branco. Hoje é segunda e sinto-me leve. 
Sai hoje o "Mundo Pequenino" dos Deolinda e estou a contar os minutos para levantá-lo. Chegou hoje à Sé a encomenda de Páscoa da Julianinha e sabe tão bem receber correspondência da mãe, ainda para mais recheada daquilo que dá nome a este blogue. As flores estão a desabrochar. Está um dia maravilhoso, ando de t-shirt na rua e faltam 5 dias para a chegada oficial das andorinhas. 

Hoje vivo com a sensação de ser o primeiro dia do resto da minha vida. 
E é mesmo.


quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Estamos em Crise

Estamos em crise.

Desculpem-me a novidade assim de repente, mas estamos mesmo em crise. E por hoje, vou tentar não falar do dinheiro que tenho na conta.
Estamos a viver uma crise de valores. Não é preciso ir muito longe ao longo das gerações, basta ir à dos nossos pais, aqueles que andam por volta dos 50's e 60's anos para perceber a reviravolta que isto deu. Não quero cair na desculpa gasta de que "antes é que era" e com isso desculpar a actual geração dos 20's. Algo está mal e urge apurar responsabilidades. Por esse motivo, apontamos o dedo uns aos outros, porque é sempre mais fácil atribuir as culpas ao vizinho do lado, sacudindo o pó do nosso capote imaculado. 
Vivemos uma crise de educação e não me refiro aos jovens que dizem em programas de televisão que África é um país da América do Sul. Nunca o nosso povo foi tão letrado e qualificado e ao mesmo tempo, nunca os profissionais da educação foram tão criticados e espezinhados. Serei o único a ver a ironia da coisa? Mas não é isso que mais me preocupa. O problema é muito para além da educação escolar. O "Por favor" foi trocado por um franzir de testa e um retorcer dos lábios. O "Obrigado", quando existente, passou a ser uma formalidade mecanizada, desprovida de qualquer tipo de conteúdo, uma palavra vazia, porque por vezes, "tem de ser" utilizada. O "Desculpe" tirou férias, hoje somos todos pessoas maravilhosas que não cometem erros e que possuem o dom da razão. Somos pessoas exigentes e com pouco tempo. Queremos tudo para ontem e não admitimos que nos questionem porque estudámos e temos um bocado de papel timbrado que nos custou umas dezenas de euros e que diz ao mundo que somos formados nalguma porcariazinha para esfregar na cara uns dos outros. Deixámos de cumprir horários e o atraso já é assumido mesmo antes da hora marcada. Os compromissos deixaram de ser cumpridos e quase ninguém termina o que começou.
Estamos também em crise de afectos. Já ninguém abraça ninguém como se realmente sentissem. O calor sincero do abraço foi trocado pela palmadinha nas costas e o beijo já nem é com os lábios, é com a bochecha, porque somos pessoas que merecem recebe-los. Dá-los é para os outros. Deixámo-nos ficar debaixo de uma nuvem negra onde o nosso umbigo tem sempre menos cotão que o do outro e a nossa cabeça, de tão inchada, deixou de passar nas ombreiras das portas. Assim, ficamos fechados em casa, quietinhos, à espera que dêem pela nossa falta, porque somos anjos preciosos que estão sentados no sofá com a televisão ligada, à espera que nos batam à porta com um trabalho maravilhoso ajustado às nossas capacidades ultra-especiais, com um amor que vimos um dia nos filmes, com um sonho que sonhámos, mas que queremos que chegue numa encomenda do correio.

"Se é para acontecer, pois que seja agora"



segunda-feira, dezembro 31, 2012

Top + cá de casa

Este ano o meu iPod continuo o meu mais fiel amigo, mesmo após ter caído da mota em andamento e tendo sobrevivido a um carro que quase, quase lhe passou por cima. Foi de férias ao Porto Santo e passeou comigo por Amesterdão, Berlim e Paris. Foi carregado muitas, muitas vezes, e no final do ano, o meu itunes apresenta o seguinte top 25, que vão das 143 até às 307 reproduções, não apenas do último ano, mas dos últimos dois anos e meio. No dia 1 de Janeiro de 2013 vou voltar a pôr tudo no zero e reescrever uma nova história. Até porque nós somos a música que ouvimos, e o Pedro de 2012 foi diferente do de 2011 e 2010. O Pedro de 2012 decidiu que a Luísa Sobral, os Deolinda, a Regina Spektor, os Florence+The Machine e os Noah&The Whale são os melhores de todo o sempre. 
Seja isso bom ou não, foi diferente. E eu espero que o de 2012 tenha mais dinheiro no banco para comprar os discos novos da Luísa, dos Deolinda que estão para sair e da Ana Moura, do Zambujo e do David Fonseca que ainda não tenho. E ir aos Coliseus vê-los. Nunca a música portuguesa esteve tão boa. 

1º - "Firework", Katy Perry
(307 reproduções)


2º - "Dog Days Are Over", Florence + The Machine
(282 reproduções)


3º - "Teenage Dream", Katy Perry
(259 reproduções)


4º - "Um Contra o Outro", Deolinda
(243 reproduções)


5º - "The Edge Of Glory", Lady Gaga
(228 reproduções)


6º - "Xico", Luísa Sobral
(225 reproduções)


7º - "Lambreta", António Zambujo
(224 reproduções)


8º - "Daydreamer", Adele
(202 reproduções)


9º - "Us", Regina Spektor
(202 reproduções)


10º - "Love Of An Orchestra", Noah & The Whale
(200 reproduções)


11º - "You And Me", Zee Avi
(192 reproduções)


12º - "Eet", Regina Spektor
(187 reproduções)


13º - "Saiu Para a Rua", Luísa Sobral
(182 reproduções)


14º - "Kiss With A Fist", Florence+The Machine
(181 reproduções)


15º - "Call Me Maybe", Carly Rae Jepsen
(178 reproduções)


16º - "Judas", Lady Gaga
(177 reproduções)


17º - "Flagrante", António Zambujo
(175 reproduções)


18º - "I Would Love To", Luísa Sobral
(174 reproduções)


19º - "Rolling In The Deep"
(169 reproduções)


20º - "Não Tenho Mais Razões", Deolinda
(165 reproduções)


21º - "Howl", Florence+The Machine
(152 reproduções)


22º - "Telephone", Lady Gaga e Beyoncé
(152 reproduções)


23º - "You Won't Take Long", Luísa Sobral
(152 reproduções)


24º - "Birds", Kate Nash
(149 reproduções)


25º - "Wide Awake", Katy Perry
(143 reproduções)


(ali mesmo a entrar no top ficaram "O Fado Não É Mau" e "Patinho De Borracha" dos Deolinda e "It Shall Pass" do David e da Luísa, mas não quis manipular e pronto, ficou assim. E o "Oversize", "Mr, & Mrs. Brown", "O Engraxador" e o "Passou Por Mim e Sorriu". Arf!)