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quinta-feira, outubro 16, 2014

Os Gatos Não Têm Vertigens


Tenho um prazer imenso em muita coisa que fazemos por cá, sou um adepto ferveroso de música, cinema e cultura que exponencia a nossa portugalidade. Não é por ser nacionalista, é mesmo por sentir que existe uma parte de mim nas canções, nos filmes, na arte, é como se descrevessem a minha história através de imagens e palavras. "Os Gatos Não Têm Vertigens" é, para mim, um óptimo exemplo de como somos bons, realmente bons. Não vai ganhar nenhum Oscar certamente, mas isso pouco me importa. Eu dava um à Maria do Céu Guerra e um Grammy à Ana Moura. 
É um filme para quem, como eu, ama Lisboa e a sua vista sobre o Tejo e os telhados com gatos destemidos.


segunda-feira, março 03, 2014

And The Oscar Goes To...


PEDRO!

E o ano de 2013 tem muitas razões para confirmar-me como um dos principais merecedores de tal galardão.












sexta-feira, agosto 02, 2013

La Cage Dorée


Já passou um ano desde a minha última ida ao cinema. Não que eu não goste, mas porque é algo que eu sou incapaz de fazer. Passo a explicar: herdei do Avô Zeca e da Julianinha a incapacidade de me manter acordado mais de 5 minutos sempre que me sento num sofá. Mas ontem foi diferente. Estava bastante entusiasmado com "A Gaiola Dourada" pelas mais variadas razões. É um filme passado em Paris, aquela cidade pela qual me apaixonei, perdoem-me o cliché, no ano passado quando a visitei pela primeira e até agora, única vez. É filme sobre portugueses e com portugueses. É um filme que apela aos sentimentos que nos são familiares, às nossas raízes, ao fado, à saudade. Não tendo a dimensão internacional do emigrante português em França, consigo rever-me um pouco nessa mescla de sentimentos, afinal de contas, estou fisicamente distante da terra que me viu nascer e daqueles que me são queridos. Eram mais do que ingredientes necessários para me fazer querer estar no primeiro dia de exibição do filme. E assim foi.
E apesar da expectativa já ser elevada à priori, o filme conseguiu surpreender-me ainda mais do que aquilo que eu esperava. A fotografia está maravilhosa, os cenários estão soberbos, os planos geniais. Quem preste atenção aos pormenores vai conseguir encontrar a portugalidade a cada cena que passa. Desde o jornal "A Bola", a cerveja Sagres, um retrado da Amália sobre a cama, o assento com bolinhas de madeira no banco do carro, entre muitos outros. 
Quem vê o filme pensa que não podiam ter sido escolhidos melhores atores para as personagens. Parece que foi escrito de propósito para eles - Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Maria Vieira são provavelmente os nomes mais conhecidos, mas há espaço para todos brilharem. 
Entre a nostalgia, a emoção e a gargalhada sincera, saí do cinema com um sorriso e uma leveza de espírito. E agora até decidimos que se vai falar francês no Principado da Sé! 

Je suis enchanté! 




sábado, novembro 01, 2008

Silent Movie

Tentara ver o filme, mas acabava sempre por adormecer. A ideia de uma cama, um chocolate quente e umas bolachas durante a sessão era mais tentadora no pensamento, pois na realidade, o enredo acabava sempre por se desenrolar durante o leve sono que o inundava, terminando com finais muito pouco prováveis e normalmente, com outras personagens. No dia seguinte tentava novamente, perseverante, rebobinando toda a fita para que nenhum pormenor ficasse perdido. Ao final de alguns dias já sabia de trás para a frente como agiam e pensavam as personagens todas, mas apenas naqueles 15 minutos. Todos os dias repetiam as mesmas frases, sem se enganarem. Quando tentou com companhia, não melhorou muito. Por vezes não adormecia, mas o filme passava a ser apenas barulho de fundo, nem se apercebendo quando o mesmo terminava. Apesar de apreciar essas circunstâncias de total alheamento do filme, durante o qual as horas corriam tão depressa como se de segundos se tratassem, o filme continuava com final incerto.

"Hoje" conseguiu ver um filme com companhia, e não adormeceu, nem se abstraíu. E o final foi sendo fatidicamente feliz.