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quarta-feira, dezembro 25, 2013

Tenho um Avô cheio de humor

Aparentemente, trata-se de um belo presépio tipicamente madeirense, construído pela Avó Juliana. Mas ao aproximar percebemos que o Avô Zeca também participou, dando um toque final que deve ter deixado a Avó de cabelos no ar. Deu ao menino uma prenda repetida: ouro. Tenho uma família demasiado divertida. 
Ufa!






quarta-feira, maio 01, 2013

Pedro, o Agricultor

Que as minhas façanhas no mundo da agricultura e da floricultura não eram famosas, já todos sabíamos. Na verdade, sempre que resolvo aventurar-me nos seus caminhos sinuosos, parto do princípio que não vai durar muito, apesar da constante esperança de que desta vez correrá melhor. Pois. Um belo dia resolvi plantar tulipas de Amesterdão, a esperança não era a maior deste mundo, mas os bolbos pareciam cebolas e se as cebolas crescem alegremente na minha cozinha mesmo sem terra, as tulipas teriam algumas hipóteses também. E apesar da confusão da Primavera que ainda não se decidiu se chegou ou não, os bolbos germinaram. Houve alguma apreensão para descobrir as cores das flores, já que havia comprado 5 exemplares, supostamente todos de cores diferentes. No cartucho dizia que podiam nascer brancas, amarelas, pretas, vermelhas, raiadas, sei lá, toda uma palete digna de arco-íris. Duas brancas e uma amarela foi o resultado, mas pelos vistos as outras duas, que dei aos meus pais, vieram de branco também. Lindeza, tanta pureza junta, mas eu estava à espera de algo mais folclórico e senti-me enganado pelo senhor do mercado de Waterloo, que estou a pensar voltar lá para reclamar. Isso e comer um bolo daqueles que eles fazem tão bem em Amesterdão que nos deixam com a cabeça à roda de tão "bons" que são. Ainda assim eu sou uma pessoa que recebe os seus rebentos de braços abertos e consegui tirar esta fotografia onde os meus três exemplares estavam lindos e maravilhosos. Quando digo "consegui tirar", não é por haver perninhas que as façam correr pela casa o que tornaria difícil apanhá-las as três juntas. A dificuldade que falo é em ter três flores vivas ao mesmo tempo. Isto porque no dia seguinte, uma delas começou a falecer. E em menos de uma semana, o resultado era o da fotografia seguinte. Vou aproveitar para justificar este fim com as mudanças bruscas de estação, elas ficaram confusas, pensaram que já era Outono de novo e então fizeram o que tinham a fazer. Isto não tem absolutamente nada a ver com o excesso de água que lhes dei, nadinha.




Já a buganvília, apesar de não ter crescido 1 cm que seja de um ano para o outro, ao menos resolveu florescer como era suposto. Ainda só tem um raminho chei'da flores, mas em breve estará maravilhosa na janela da Sé, isto se eu não me lembrar de lhe deitar adubo ou alguma coisa que a faça falecer também. É um caso de sobrevivência com sucesso.



Sei que não devemos ter preferidos, mas por agora a minha pimpineleira é o ex-libris cá de casa. Começou a germinar junto das abóboras, das cebolas e das batatas e resolvi dar-lhe terra a ver o que acontecia. E o milagre deu-se. E agora tenho na minha cozinha uma planta com ADN de Santana que me faz sorrir sempre que a vejo, pois faz-me lembrar a Avó Cristina e o seu quintal de onde veio a pimpinela. E só ficarei contente quando começar a dar frutos. 





quinta-feira, dezembro 13, 2012

Avó Cristina


Desde o Verão aguardei um telefonema da partida já anunciada, sempre na esperança de não o receber até o Natal. A reunião da família acabou por acontecer precocemente, a meros 15 dias das celebrações natalícias. Mas foi como tudo deveria ser. Houve tempo para todos se prepararem, foi previsível e sereno. Mas não foi, nem nunca será fácil. Na qualidade de Mãe, esposa, avó, tia e amiga, ninguém lhe conseguia apontar um defeito ou uma qualidade menos boa e foi isso que todos se lembraram nos últimos momentos. 
Estando longe da família todo o ano, deixo a ilha sempre com aquele receio de quando voltar as coisas não estarem como as deixei, de alguém já cá não estar como antes. Por isso, tento sempre guardar na memória as últimas imagens daqueles que, pela ordem natural das coisas, poderão já cá não estar no meu regresso. E recordo-me com clareza de ter estado sentado na beira da cama e da Avó saber que estava doente mas de não saber com o quê exactamente e de falar que devia ter o mesmo que a Tia Matilde e que uma prima que eu não conhecia. Sem nunca mencionar a palavra, ela sabia o que tinha, apesar de querer acreditar que não era e que tudo ia melhorar, como tanto lhe diziam. E ela despediu-se de mim desejando uma boa viagem de regresso a Lisboa. E eu secretamente, desejei que não fosse aquela a última frase que ela me dizia. 

Não gosto da ideia de não voltar a comer o pão quente que ela própria amassava e que em criança me deixava fazer bonecos com a massa, nem da canja que eu repetia 3 vezes todos os Natais por achar que mais ninguém a fazia tão bem. Foi no Natal de 2008, o único Natal que não passei com a minha família, que me apercebi, num telefonema seu na véspera de Natal, que eu não poderia passar mais nenhum Natal longe dos meus. Foi aí que percebi a força da união da família e que tive dificuldade em conter as lágrimas que não queria que ela percebesse. 

Era com imenso orgulho que dizia a toda a gente que tinha o privilégio de ter os meus 4 avós e agora não tenho mais. Mas continuo a considerar-me um sortudo, não apenas por ter tido a Avó Cristina na minha vida, mas por ter uma família unida e que se ama, independentemente das formas de manifestação de cada um.

E não quero saber se foi o coração ou se foi o cancro que te traiu. 
Estarás sempre no meu coração.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Visita de Médico

Bastou o sorriso estampado na cara ao me verem chegar de surpresa para já ter valido a pena. Continuam iguais a sempre. Tomei um chá, não que me apetecesse realmente, mas que acabou por parecer o melhor chá de limão alguma vez tomado. Para eles bastou saber que eu estava bem e que gosto do que faço. A prima está uma mulherzinha e recebeu-me com um abraço de saudade.

Fez-me bem.