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quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Conversas Numa Noite de Verão


"Nessa inebriante noite de verão onde te encontrei embriagado, e sei que não apenas pelo álcool, sorvi tudo o que me disseste com uma atenção e avidez que não costumo oferecer a pessoas que não conheço bem. Ouvi-te, descobri-te, descobriste-me. Senti-me invadido pelas tuas certezas acerca de mim, ousadas, certeiras. Como se me tivesses conhecido desde sempre, esbanjaste palavras pouco vãs, fazendo-me sentir demasiado previsível. Mais do que eu julgava ser. Mas além disso, sinto-te atento, observador e muito sábio, não inventaste o que disseste, leste em mim o que passa despercebido a muitas pessoas. Talvez por isso te tenha revelado os meus sonhos de "histórias de encantar" onde tudo se desenrola em cenários idílicos e termina, fatidicamente, muito bem. Opuseste-te a isso, talvez tenhas detectado em mim algumas reticências em relação ao que eu dizia, como se eu o dissesse apenas para tentar me convencer disso. Mas não, era mesmo a minha faceta mais frágil, pura e sincera a falar com alguém que nem conhecia assim tão bem. Gosto de acreditar que, como me dizias uns tempos depois, há sempre um raio de luz, uma esperançazinha escondida.

Quero-te bem, tanto ou mais me desejas bem.

Aguardo novas conversas entre copos, danças e risos sinceros. Faz-me bem a tua magia, sabes?"

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Só porque eu sou uma pessoa muito suscinta


Agora que o rapaz anda muito ocupado a celebrar a vida comendo chocolates, indo a festas, a jantares, ao cinema, passeando pelas belas ruas de uma Lisboa iluminada pela proximidade do Natal, pintando paredes de cores improváveis, lavando loiças alheias, falando com Laura Maria sem desviar o olhar, arf, arf, arf… esperem, deixem-me descansar. Pronto, continuando a descrever o meu árduo dia-a-dia, onde é que eu ia? Ah, ando ainda ocupado a ir a pastelarias, a pensar na decoração do quarto mais divertido de todos os tempos (mas só quando começar a dormir lá), contando a minha vida em espanhol, francês e inglês, pensando nos filmes da Disney que precisam ser vistos neste Natal, fazendo camas (derivado que o último a levantar-se fazelias), telefonando a pessoas do ilhéu de modo a estar mais próximo dos meus, servindo imperiais e preparando kaipiroskas, entre mais algumas tarefas muito desgastantes que me fazem ficam sem tempo para ir ao ginásio (o que me leva a crer que os 6 kg ganhos em Lisboa são apenas resultado de um processo hipertrófico dos meus adipócitos).

Enfim, quis escrever este post para dizer apenas que deixei o meu cadeado no Holmes Place durante mais de uma semana a trancar um cacifo e que ninguém o arrombou. E que foi muito corajoso da minha parte tentar abri-lo sem ter a certeza se se tratava do meu cadeado, isto em frente de 6 pessoas, correndo o risco de que eles pensassem que eu estava a arrombar cacifos alheios e me quisessem espancar.

E o mais fantástico de tudo é o facto de eu possuir este dom inigualável de engonhar até mais não até chegar ao cerne do assunto sobre o qual pretendia escrever. O Pedro a falar pode ser, metaforicamente falando, como querer ir de Lisboa ao Porto apanhando a auto-estrada para Barcelona, passando depois pelo Mónaco para dizer “Olá” à Stephanie e dando um pulo até Milão, só para comer uma pizza. Aí então, resolvia ir para o Porto, mas por estradas secundárias, que eu não sou menino de pressas.

E consegui encher chouriços durante 31 linhas!

Bravo, Pedro, bravo!