
"Nessa inebriante noite de verão onde te encontrei embriagado, e sei que não apenas pelo álcool, sorvi tudo o que me disseste com uma atenção e avidez que não costumo oferecer a pessoas que não conheço bem. Ouvi-te, descobri-te, descobriste-me. Senti-me invadido pelas tuas certezas acerca de mim, ousadas, certeiras. Como se me tivesses conhecido desde sempre, esbanjaste palavras pouco vãs, fazendo-me sentir demasiado previsível. Mais do que eu julgava ser. Mas além disso, sinto-te atento, observador e muito sábio, não inventaste o que disseste, leste em mim o que passa despercebido a muitas pessoas. Talvez por isso te tenha revelado os meus sonhos de "histórias de encantar" onde tudo se desenrola em cenários idílicos e termina, fatidicamente, muito bem. Opuseste-te a isso, talvez tenhas detectado em mim algumas reticências em relação ao que eu dizia, como se eu o dissesse apenas para tentar me convencer disso. Mas não, era mesmo a minha faceta mais frágil, pura e sincera a falar com alguém que nem conhecia assim tão bem. Gosto de acreditar que, como me dizias uns tempos depois, há sempre um raio de luz, uma esperançazinha escondida.
Quero-te bem, tanto ou mais me desejas bem.
Aguardo novas conversas entre copos, danças e risos sinceros. Faz-me bem a tua magia, sabes?"
Quero-te bem, tanto ou mais me desejas bem.
Aguardo novas conversas entre copos, danças e risos sinceros. Faz-me bem a tua magia, sabes?"
