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quarta-feira, novembro 12, 2014

Dia 13 - Dia de viagem


O dia de hoje começou em Varanasi, passou por Mumbai e terminou em Goa. Foi um dia gasto em viagens. Uma hora de táxi até o aeroporto de Varanasi, um vôo de 2h35, depois 5h de espera no aeroporto de Mumbai, mais 50 min de avião até Goa e para terminar, 1h30 de taxi até o sítio onde vamos ficar em Goa, a sul. Chegámos já perto das 2h da madrugada.

Qual a aventura do dia? O Pedro quase ter sabotado a sua própria viagem, pois resolveu largar em lugar incerto no aeroporto de Mumbai o seu passaporte. Felizmente alguém encontrou e resolveu devolver e assim a viagem continuou. Já em Jaipur, antes de sairmos de lá resolvi ir à casa de banho da recepção do hotel e aí apercebi-me que a minha bolsa com todos os documentos e dinheiro estava lá pendurada no mesmo sítio que a tinha deixado uma hora antes. Aposto que é esta pulseira do templo dos macacos de Jaipur que supostamente dá boa sorte que me está a abençoar esta jornada.

O que interessa é que estou em Goa, numa cabana em cima da praia e amanhã vou torrar ao sol o dia todo e finalmente descansar um pouco desta viagem insana.

quinta-feira, novembro 06, 2014

Adeus Nepal!


Hoje foi a despedida do Nepal, próximo destino, Varanasi, Índia! 

Apesar do vôo ser ao início da tarde, já não deu para aproveitar nada de Kathmandu, primeiro porque às 11h tínhamos de apanhar o taxi para o aeroporto, segundo porque tínhamos connosco 45 rupias nepalesas disponíveis para gastar, ou seja, 37 cêntimos na nossa moeda. O aeroporto de Kathmandu não é propriamente o maior ou o mais moderno do mundo, a fila para entrarmos no aeroporto começava na rua, isto porque toda a gente que entra no aeroporto tem de passar por uma revista e as bolsas pelo raio-X (revista número 1). Ainda na fila leio um papel que diz que não é permitido ter na nossa posse notas de 1000 ou 500 rupias indianas. O que já sabíamos de antemão era que não podíamos viajar com mais de 5000 rupias, isto das notas de 500 e 1000 era uma novidade. Pois bem, aqui o menino achou por em levantar 10000 rupias indianas ainda em Delhi, não fosse haver algum problema ao levantar dinheiro no Nepal e assim não ficávamos sem nada. Esses 10000, para além de ser o dobro do permitido era todo em notas de 1000 e 500. É aqui que começa a minha aventura. Não tinha grande vontade de perder aquele dinheiro, mas também não tinha especial prazer em ficar retido em Kathmandu por estar a transportar dinheiro escondido de forma ilegal. Dividi o dinheiro, metade dentro da bolsa que levo à cintura escondida nas calças, a outra metade num espaço algures dentro de uma das bolsas. Começava bem para mim, que fico nervoso só de imaginar que o alarme vai disparar quando eu saio de lojas de roupa mesmo quando não compro nada. Primeira revista, passou tudo, não abriram bolsas e não apalparam a bolsa de cintura. 
Check-in feito, menos uma mala, vamos para a porta de embarque. Antes das portas de embarque, nova fila interminável, mais revista e raio-X. Fui à casa de banho trocar o lugar do dinheiro. Uma parte foi para dentro do guia da Índia, protegido entre a capa dura e a primeira folha do guia, e pensei, olha que se lixe se lhes der para folhear o guia e aquilo cair, eu faço um ar de surpresa por não saber que não podia levar dinheiro indiano e pronto, ficava sem ele. A outra metade é que seria mais difícil justificar, enfiei dentro do pacote de lenços. Chega a minha vez, revista número 2 feita! "Ufa", pensei eu. Erradamente. Depois de preencher papelada do departamento de emigração, terceira revista, desta vez apenas a parte do apalpanço, muito somos apalpados por aqui. Respirei fundo porque já estávamos a entrar no autocarro para o avião. E à nossa espera estava staff preparadinho para revistar as bolsas e apalpar-nos uma última vez. Como alguém à minha frente levava um guia que foi folheado, não fiz mais nada e enfiei 5000 rupias na cuecas. Depois de tanta revista passada com sucesso não ia desistir! E foi assim que embarquei, com um rolo de notas nas cuecas. Depois admirem-se que aparecem coliformes no dinheiro. 

Basicamente senti-me a Sara Norte, mas com dinheiro. 

Vamos sair agora do avião, se me revistarem uma quinta vez eu bato em alguém. 

Bem me avisou o horóscopo da revista do avião. 



quinta-feira, agosto 07, 2014

A Caminho do Paraíso


Dentro de uma hora estarei a descolar em direcção ao Porto Santo. O sítio onde os dias correm devagar, onde não se olha para o relógio, onde não há horários para cumprir. O sítio onde o mar é transparente, calmo e apaziguador. O sítio onde os problemas não existem e a maior preocupação é saber o que vai ser o jantar do dia seguinte. O sítio onde a família se reúne e partilha momentos, mergulhos, cervejas e copos de vinho debaixo das árvores da Vila Palmeira. 

Sim, estou a regressar a casa.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Relativamente àquele post intitulado "Ready, Set, Go"


Bem... Por onde começar...

Sendo que aqui o diabético não ia ao ilhéu desde dia 7 de Fevereiro de 2008, derivado dos preços exorbitantes das viagens por alturas do Natal, esperei por uma altura cujos preços combinassem melhor com a minha rota algibeira. Ainda assim, para alguém que trabalha 6 dias por semana e que tem apenas o Domingo para descansar de uma directa, tornava-se um pouco complicado arranjar um espaço na agenda. Pois bem, teria de faltar ao trabalho. Permissão concedida (apesar de ser póstuma à compra do bilhete) e já estava pronto para abalar. Ou quase.
Rúben Borreicho, de férias da faculdade, acompanhar-me-ia no regresso à ilha. Agora passo a contar-vos a nossa odisseia até à Pérola do Atlântico.

1 - Pedro e Rúben dirigem-se ao aeroporto com as mochilas mais cheias de todos os tempos, derivado que compraram uma passagem sem mala de porão para ficar mais barato.

2 - Fazem o check-in nas calmas, seguido de uma sessão de raio-X onde Rúben é investigado de cima abaixo pelas autoridades devido ao alarme que soou aquando da sua passagem pela porta.

3 - Pedro vê-se obrigado a abrir a bolsa por acharem que estava na posse de um objecto não identificado, quando no final de contas, eram apenas moedas.

4 - Pedro e Rúben olham para o computador do raio-X e vêem uma pistola dentro de uma bolsa, mas afinal era apenas a brincalhona da senhora. Slap!

(para abreviar, "P" significa Pedro e "R" significa Rúben)

5 - P e R sentam-se comodamente no avião da Easy-Jet que os ia levar. R do lado da janela, para poder assistir mais de perto a toda a aventura.

6 - Os sinhores da Easy-Jet demonstram todas as regras de segurança a seguir em caso de acidente. P ficou surpreendido como a Eay-Jet contrata pessoas tão feias e as veste com roupas laranja que ferem as normas do bom gosto e a visão dos passageiros. P e R descobrem que existe um escorrega de emergência e ficaram momentaneamente entusiasmados com a sua utilização, apesar de acharem que a água do Atlântico ainda está muito fria nesta altura do ano.

7 - Já perto do arquipélago, P quase que se atira da janela ao ver o Porto Santo a chamar por si.

8 - P explica a R que todas as ovelhinhas no mar são por causa das baleias, mas R não parece cair na esparrela.

9 - Enquanto passavam por um poço e ar, P alerta R para se preparar para as famosas aterragens no aeroporto do Funchal.

10 - O avião desce e já próximo da pista, onde nos era permitido ver as pessoas dentro das suas casas a fazer coisas, este resolve cair num poço de ar e volta a empinar o bico para os céus.

11 - Avisam os passageiros que é uma situação normal e que vamos tentar aterra de novo.

12 - P e R acham imensa piada e começam a brincar "Ahaha, daqui a pouco ainda vomitamos com a turbulência, ahahah" e resolvem abrir os sacos para o enjôo. R não consegue abrir o seu derivado que está colado com pastilha elástica. Com P sucede o mesmo e ambos desmancham-se a rir desalmadamente, como se fossem patetas alegres, porém, prestes a borrarem as calças com o nervoso.

13 - O avião tenta aterrar novamente, mas de repente o comandante lembra-se que ainda tínhamos mais paisagem para ver e levou-nos até perto das Desertas, só para ver se avistávamos algum lobo marinho. Passámos ainda ao largo do Funchal, proporcionando uma vista aérea de partes da ilha nunca antes vistas pelos passageiros.

14 - R abre uma revista numa página com um Senhor parecido com Jesus e coloca na janela para abençoar o vôo.

15 - P pensa seriamente se quer aquilo para a sua vida, passando-lhe pela cabeça a possibilidade de enveredar pelos comboios.

16 - O comandante diz-nos que vamos aterrar no Porto Santo e P, ao contrário de todos os outros passageiros, rejubila com a perspectiva de aterrar na ilha dourada e lá permanecer, tipo bónus por ter voado com a Easy-Jet.

17 - Entretanto a menina do lado encolhia-se quanto mais podia na sua cadeira.

18 - Aterrámos no Porto Santo e sente-se o avião todo a expirar de alívio.

19 - P ansiava pela notícia de um hotel com tudo pago, mas avisam que se alguém quisesse ficar lá, teria de pagar tudo do seu bolso.

20 - Avisam-nos que vamos voltar para Lisboa e algumas pessoas desistem e preferem ficar por sua conta.

21 - R tira uma fotografia pela janela (já que não deixaram ninguém sair) para poder dizer que já esteve no PXO.

22 - Na Madeira, a surpresa da Helena de esperar por P e R vai por água abaixo.

23 - Às pessoas cheias de fome e prestes a voltar a Lisboa, é-lhes servido um copo de água, tendo de pagar se quisessem comer algo mais.

24 - P contorce-se de fome, mas aguenta só para não dar dinheiro àqueles "unhas de fome".

25 - Os passageiros rogam pragas à companhia ao saberem que estão aviões a aterrar na Madeira e juram nunca mais voar naqueles aviões.

26 - P e R tentam dormir até a aterragem em Lisboa.

27 - Chegados ao aeroporto da Portela, P e R preparam-se para reclamar quanto mais podem.

28 - Antes que pudéssemos dizer qualquer coisa, jogam-nos para debaixo dos narizes uma folha que dá acesso a hotel para a noite e transporte. Aproveitando a onda de simpatia, pedem para alterar a passagem de regresso para o avião da tarde em vez do da manhã, ao que a senhora acede prontamente. Acabaram de poupar uns trocos com isso.

29 - No hotel, mataram o bicho da fome no restaurante, jantar patrocinado pela Easy-Jet e usufruiram do Hotel como se tivessem vindo passar férias a Lisboa.

30 - Acordaram cedo, foram para o aeroporto, R teve de tirar o cinto novamente e P de abrir a mochila com as suas moedas suscpectíveis de causar um atentado.

31 - O avião levantou vôo já com P ferrado junto à janela e aterrou suavemente no aeroporto do Funchal.

FIM.


PS: Posts deste tamanho causam-me sarna.