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quinta-feira, maio 02, 2013

"Um Dia Deixo De Roer As Unhas" - Dia 3

Passaram 3 dias desde a minha resolução de final de mês de Abril e achei por bem ir escrevendo o que se passa na ponta dos meus dedos. Não que isso seja digno de registo, mas a alternativa seria escrever sobre o Big Brother Vip e entre os dois, optei por falar sobre as minhas unhas. E até porque a partir do momento em que resolvo escrever aqui esta minha decisão, tenho sobre mim os olhares atentos dos meus 4 leitores - a minha mãe, o meu irmão, a Ana Miguel e a Ana Bacalhau (amanhã explico melhor esta última) - o que coloca em mim uma pressão imensa, principalmente porque terei a Julianinha a testemunhar dentro de algumas semanas o sucesso ou insucesso desta empreitada. 
Apesar de já ter tentado em tempos os famosos vernizes com sabor amargo e não ter resultado, decidi voltar a tentar. A farmacêutica sensibilizou-se com este meu projecto, até porque ela sofre da mesma maldição das unhas roídas, tanto, que hoje me perguntou como estava a correr, na vã esperança que eu esteja a ter mais sucesso do que ela. Avisei-a logo que não criasse muita expectativa porque eu já havia experimentado e isso não me tinha impedido de levar os dedinhos à boca. Ao que ela me respondeu atirando para cima do balcão o "Ecrinal", que segundo ela, ia mudar a minha vida. Mas não a dela. Eu desconfiei e paguei os 13 euros e tal com o maior desdém que consegui esboçar.
Pois, o que é um facto é que ainda não roí uma unha que fosse. No entanto, já levei os dedinhos sujos à boca, mas o Ecrinal fez questão de mostrar que estava a desempenhar bem o seu papel. É que aquela porcaria sabe MESMO MAL. Julgo até que o sabor já se sente mesmo antes de tocar em qualquer parte da minha boca. E o pior é que basta tocar ao de leve no lábio para que sintamos o sabor amargo sempre que se passa a língua nos lábios. Mas o dia todo, como se eu tivesse pincelado os lábios todos com aquela porcaria. Ou como se eu tivesse abocanhado o frasquinho da coisa como faço com a Nutella.

Portanto, o balanço destes três dias é bastante positivo, só não é espectacular porque tudo o que como continua a saber ao maldito verniz. Até daqui a 3 dias.






segunda-feira, abril 29, 2013

Um Dia Deixo De Roer As Unhas


Esta imagem serei eu daqui a 1 mês. Tirando a parte de eu não ter sobrancelhas arqueadas como as do rapaz, o que vai acontecer será o acto (é com "C" mesmo) de pegar numa tesoura e... cortar as unhas!
Tudo normal para quem não me conheça. Cortar as unhas é, geralmente, algo banal ao comum dos mortais. Mas não para este menino. Este menino que vos escreve tem a indecência de assumir que não usa uma tesoura destas nas unhinhas para aí desde a 2ª classe, altura em que se lembra de ter começado a levar os dedos à boca. Não sei até hoje o que me levou a começar tal prática, mas depois de muita reflexão, chego à abrangente conclusão de que sou simplesmente um nervosinho dos nervos. Roía as unhas sempre que tinha um teste, sempre que o Porto ou o Nacional jogavam, quando dava um filme cheio de suspense ou qualquer outra coisa que me obrigasse a um período de espera. Há quem fume, há quem cantarole e há quem goste de levar germes à boca. Eu sou desses últimos. Podia até ficar-me pelas unhas, mas não, eu ambicionava mais. E por isso, à falta de unha, haviam peles em seu redor que por alguma razão devo ter achado que eram inestéticas. Ou saborosas. E lá ia eu com os dentinhos numa sede insaciável de unha. Escrevendo isto até parece mal. Provavelmente faltava-me escrever sobre o assunto para me aperceber do quão nojento é. 
Já usei verniz a ver se deixava de roer, mas habituei-me ao sabor e pior do que roer as unhas, é fazê-lo tendo noção disso, e ao menos o verniz permitia avisar-me desse acto irreflectido. Serviu durante 2 dias. Cheguei a esfregar pimenta, mas depressa me habituei e até gostava. Mas bastava lavar as mãos - por alguma razão, não tenho nojo de roer as unhas porcas, mas tenho nojo de ter as mãos por lavar - para deixar de nutrir qualquer efeito. 
Uma vez, por causa de uma entrevista de trabalho, consegui o máximo de tempo que me lembro - cerca de 3 semanas -  sem as roer. Estavam maravilhosas e acho que entrei na sala de entrevista com as mãos viradas para a frente para que todos tivessem a certeza que não seria por esse meu hábito que iria ser despachado. 

Isto, não sendo uma resolução de novo ano, é uma resolução de 29 de Abril de 2013. Daqui a um mês, se não me "esquecer",  apresento os resultados. Estava até a pensar em pintar as unhas, tipo uma de cada cor. Seria um furor no trabalho.

foto: corbis.com