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quinta-feira, fevereiro 20, 2014

Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi - Os Bastidores

Não sou a melhor pessoa do mundo para comentar os Jogos Olímpicos  de Inverno porque no máximo consigo enumerar 3 modalidades e o mais perto que tive de praticar uma delas foi quando deslizei numa rampinha de gelo no Pico do Areeiro com um saco do lixo debaixo do rabo e nem sei que nome dar a isso. Ai, espera, uma vez também dei um trambolhão a patinar no gelo em Viena, isso conta, não conta? Vá, foram uns três, tenho de ser honesto (foram dez). Pronto, tive de ir buscar o disco externo para ver as fotografias que remontam a 2007, quando eu ainda tinha cara de miúdo, porém, não tão giro como hoje em dia. 


Pronto, ia começar a falar dos Jogos Olímpicos, comecei a desconversar e invariavelmente, acabei a falar de mim. Ainda bem que aqui ninguém me pede para calar, logo agora que até estou a cantar aqui em casa. 
O que interessa é que vi um vídeo sobre os bastidores dos Jogos Olímpicos de Sochi - ainda bem que estou a escrever e não a falar porque não sei como se pronuncia o nome da cidade - e subitamente fiquei interessado em informar-me mais sobre o evento. Não é por nada, fiquei foi impressionadíssimo com a organização minuciosa e o cuidado em manter os atletas plenamente satisfeitos. Arf! 



domingo, outubro 23, 2011

500 Days Of Summer


É oficial, o Verão já rumou para outras paragens e despediu-se, como deve de ser, no fim-de-semana. Assim fica tudo arrumadinho no sítio certo. 

Chegou a altura do frio e da chuva, dos casacos quentes, dos cachecóis, dos chás e dos finais de tarde sentados no sofá a ver um filme debaixo de uma manta. O mais provável será não conseguir ver filme algum e adormecer no meio das almofadas antes de sequer saber o nome das personagens, mas isso também faz parte. 

Tenho andado arreliado com os invernos desta cidade e é com certa cautela que recebo este que já está a enfiar as malas pela porta dentro. É preciso certificar-me que este limpa os pés no tapete antes de entrar e que não alaga qualquer divisão da minha casa. 

Venha daí, mas com o devido respeitinho. 

Estou aqui de braços abertos e com bolachinhas e cházinho quente para a recepção. A banda sonora está bem escolhida e algo me diz que desta vez, vamos ficar os melhores amigos sazonais do mundo.


Freezing Boy in Cap and Scarf

                                                                                                            © Randy Faris/Corbis

sexta-feira, janeiro 07, 2011

O Inverno do Meu Descontentamento


Há alguns anos que o início de um ano novo coincide com grandes mudanças na minha vida. Não, não sou de tomar decisões de ano novo, já fui anteriormente, hoje considero que mudanças para a minha vida deviam ter acontecido ontem e não amanhã. Neste momento aborrecem-me as pessoas que dizem que amanhã começam uma dieta, que amanhã se tornam mais organizadas, que amanhã dão banho ao cão malcheiroso.
Não queria que o meu primeiro texto de 2011 no blogue fosse sobre desejos ou sobre uma retrospectiva do ano que passou, mas não pude deixar de me lembrar que há um ano atrás estava num ponto crucial da minha vida. Acabava de me despedir de um trabalho para o qual nunca fora realmente contratado e que me tirava anos de vida a cada hora. Não fazia a mais pálida ideia do que ia fazer, só sabia que aquilo não era concerteza. Ganhava miseravelmente e nem para ir uma vez por mês ao cinema sobrava dinheiro. Tinha uma vida social quase reduzida a pó e uma relação perto da ruína, talvez por causa das circunstâncias enunciadas, talvez por causa das expectativas desmesuradas (?) que eu colocava, talvez por causa do Inverno rigoroso que parecia realmente nunca mais terminar. Foi sem dúvida alguma, a pior fase que me lembro de ter passado, nem sempre bem apoiado, nem sempre rodeado das melhores pessoas. Mas como diz o outro "But in the end, it's only with yourself". Foi um ano duro mas felizmente existe um limite físico no calendário que o deu por terminado, bem regado com amêndoa amarga.
Hoje, com um trabalho que adoro mas que exige muito de mim, sinto que me voltaram a cortar as pernas. Desculpas? A crise. A puta da crise que serve de justificação a mundo e meio para cortar em tudo o que puder. A diferença em relação ao ano passado? A força mental que me faltava. E se calhar uma melhor capacidade de filtração e uma ou outra boa influência.
É oficial, estou aborrecido, mas não abatido.


P.S: Perdoem-me a falta de etiqueta aquando da palavra "puta" escarrapachada ali algures no meio da diarreia mental que acabei de redigir.

Images.com (RM)
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Tangled Line Between Mouth and Ear with Question Mark

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Indian Summer




Entre muitas coisas que gostaria de pedir, se pudesse, neste exacto momento, escolher apenas uma, seria um Verão no meio deste Inverno cinzento, frio e chuvoso. Já não me lembro de como é bom ficar jogado ao sol, não precisa ser na praia, pode ser num café qualquer ou mesmo num banco de jardim, a apanhar aquele calorzinho e aquela luz que deixa todas as coisas com cores mais bonitas. Isto para não falar na alteração no humor das pessoas, os pensamentos mais positivos, as pessoas a rir mais, as roupas mais leves, os dias maiores e aqueles finais de tarde tardios com belos pores-do-sol...
Vá, tenho mas é de parar de sonhar e aceitar que pelo menos 5 meses do ano estão destinados aos pinguins. Teria bom remédio, podia emigrar para algum país africano como as aves (não os pinguins), mas provavelmente apanharia um cancro de pele antes dos 30 e isso seria uma chatice já que estou a contar que me apareça apenas quando estiver a entrar nos 40's. Entretanto tenho de me entreter com o frio, arranjar uma forma de aquecer os pés e ir combatendo, dia sim, dia não, o bolor que se espalha pelas paredes tão depressa como o Usain Bolt percorre os 100 metros.

Detesto estes dias infindáveis em que preciso derreter a manteiga no microondas para conseguir barrá-la no pão. Isto ao som de alguma música melancólica que apele à depressão, que vem sempre a calhar nestes momentos de obscuridade. Quando é que chegam os dias em que eu a esta hora, 16h39, em vez de eu estar a ir ligar as luzes de casa para poder ver alguma coisa, estou a sair de casa para ir para a praia?

sábado, dezembro 13, 2008

Sweet December





Estamos em Dezembro e, mais uma vez, chove. Em Dezembros passados andávamos de camisas de mangas arregaçadas e éramos pássaros que mudávamos de poiso à procura de ninhos já construídos, porque na verdade pouco tempo sobrava para que nos pudessemos preocupar com o nosso próprio. Dormíamos onde calhava e com sorte, conseguimos encontrar algumas camas, que apesar de alheias, nos proporcionaram abrigo temporário nas noites quentes. Nas noites menos quentes, tentámos a todo custo alumiar lareiras ou aquecedores e sempre que pudemos, encostámos corpos com o intuito de acertar as batidas cardíacas. Já há algum tempo que os Dezembros condensavam o calor que devia ter pertencido aos restantes 11 meses do ano, e eu pouco me importava, nunca exigi uma distribuição equitativa, pois em todos eles usava t-shirt sem medos de gripes ou constipações. Talvez por ser o mês do Natal, o significado da palavra “amar” adquiria novos contornos e lembrávamo-nos, mais do que em outra altura qualquer do ano, que o tempo para amar é agora.

If I had no more time
No more time left to be here
Would you cherish what we had?
Was it everything that you were looking for?



Corações nómadas, assim os definimos, tendo apenas como certeza absoluta, os vôos fugitivos para outras estações. Distintas. Sempre distintas. Por isso tentámos sorver todos os minutos que escorregavam avidamente na ampulheta implacável do tempo.

(Não deveria ser sempre assim?)


I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed



Este Dezembro estava decidido a montar o meu próprio ninho, de modo a que na estação seguinte não precisasse ocupar sorrateiramente outros que não me pertencessem. Um ninho onde não precisasse de aquecedores ou lareiras, um ninho onde pudesse acordar e sentir que, fosse Inverno ou Verão, o calor dos corpos com sangue pululante fizesse esquecer os valores absurdos dos termómetros.


When I wake up in the morning
You're beside me
I'm so thankful that I found
Everything that I’ve been looking for



A Alicia diz de forma sentida “love me like you’ll never see me again” porque sabe perfeitamente que andam a voar por aí muitas aves passageiras, trocando de morada constantemente, tomando os endereços como abrigos garantidos e descurando do verdadeiro sentido da palavra “Amar”. Como se pudesse existir uma definição para tal.

How many really know what love is?
Millions never will…

Não vou tomar por garantido nenhum poiso de Inverno, mas vou procurar mantê-lo, cuidá-lo, remendá-lo se for caso disso. E dessa forma mantê-lo quente e confortável nas Primaveras, Verões e Outonos que se sigam. Sem chuvas tropicais, ventos ciclónicos ou outros fenómenos metereológicos devastadores. Por isso hoje, tal como ontem, volto a fortalecer a minha/nossa casa. Porque a casa de um homem é onde ele se sente feliz.

I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed




(foto de Birgid Allig)

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

13 de Fevereiro


"If we had no winter, the spring would not be
so pleasant: if we did not sometimes taste
adversity, prosperity would not be so welcome"

Anne Bradstreet



Winter Landscape, 1586
Lucas I van Valckenborch
Kunsthistorisches Museum, Vienna

sábado, fevereiro 09, 2008

9 de Fevereiro


"Painting is the aesthetic side of the object
but it has never been original, has never
been its goal"

Kazimir Malevich


Winter Landscape, c. 1930
Kazimir Malevich
Museum Ludwig, Cologne

sábado, janeiro 26, 2008

26 de Janeiro


"If all the year were playing holidays,
To sport would be as tedious as to work"

William Shakespeare


Winter Scene with Figures on Ice, 1600-05
Pieter Brueghel the Younger
The Pushkin Museum of Fine Arts, Moscow