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sábado, junho 12, 2010

Manjerico de Alfama


Sofia, Luís Oroche e PES foram jantar a Alfama um destes dias. Percorremos as ruas sem rumo até encontrarmos um boteco qualquer onde comer coisas que não sardinhas. Demos com um pequeno largo com mesas e cadeiras meias de lado, debaixo das tradicionais decorações dos Santos. Ouvimos até a exaustão a música da Marcha de Alfama que ensaiava ali nas redondezas e tive de impedir a Sofia de saltar para cima da mesa e começar a bailar de uma forma sensual. Luís enrolava charros que mais tarde viria a partilhar secretamente com a senhora do Bairro que nos atendeu e que não tinha os dentes todos. A mesma que tentou sacar informação da minha vida para depois me impingir a filha dela, que tinha a minha idade e era solteira, mas que provavelmente também não tinha os dentes todos. Comemos um belo de um caldo verde que mais parecia esparregado mastigado e ficámos moito felizes, nomeadamente o Luís que até queria comer o meu e o da Sofia. PES comprou um manjerico, quer dizer, a Sofia comprou e o PES ficou a dever o dinheiro, na esperança de que este aguente mais de 15 dias, já que no ano passado o homólogo faleceu precocemente. A frase do dito cujo parece feita por encomenda e deixa antever a feschta de amanhã pelas ruelas antigas de uma Lisboa que eu adoro um pouco mais que ontem.


E de falar em Santos Populares, fica a fantástica música dos Deolinda!



sexta-feira, novembro 07, 2008

Nova casa Big Brother

Agora que a saga Big Brother Seven Rivers está prestes a terminar, apesar de mais nenhum residente ter sido expulso, foi colocada a questão "Onde irão morar Pedro e Lola?", agora que decidiram juntar os trapinhos numa casa onde poderão dormir em quartos separados. O povo foi chamado às urnas e o resultado não engana: querem ver-nos a morar na Amadora! No entanto, curiosamente, e sem saber do voto de Lola Maria, tanto eu como ela votámos no mesmo sítio e pelos vistos, a nossa opção não foi do agrado de mais nenhum votante. E entãooooooo, a nossa futura casa será em... SANTOS! A um passinho dos bares de Santos e a outro do Adamastor, ou seja, pertinho do Bairro Alto. E um novo Big Brother será criado, mas para já ficamo-nos apenas pelos planos. Porque ainda temos de decidir como fica tudo em Seven Rivers, nomeadamente com os vizinhos, que esta noite brindaram-nos com a visita da polícia. A nossa juventude e alegria inebriante esbarram com o poço de doenças funestas e má disposição crónica dos senhores nossos vizinhos, sendo até que a dama do andar de cima trouxe à baila o assunto da Assembleia madeirense, revelando uma agradável xenofobia pelo dito "povo superior". Estamos proibidos de conversar, andar, piscar os olhos e fazer a digestão, não vá o senhor da cave (2 andares abaixo) com tampões nos ouvidos, ficar incomodado com os sons do nosso suco gástrico. Para a próxima já tenho resposta: "Desculpe, é que ontem à noite fizemos uma orgia os 6 cá de casa e o pessoal endoideceu e soltou um ou outro suspiro".


VIVA LA VIDA e endorfinas aos vizinhos!


sábado, junho 09, 2007

Cavalo à Solta

Minha laranja amarga e doce
meu poema
feito de gomos de saudade
minha pena
pesada e leve
secreta e pura
minha passagem para o breve breve
instante da loucura.
Minha ousadia
meu galope
minha rédea
meu potro doido
minha chama
minha réstia
de luz intensa
de voz aberta
minha denúncia do que pensa
do que sente a gente certa.
Em ti respiro
em ti eu provo
por ti consigo
esta força que de novo
em ti persigo
em ti percorro
cavalo à solta
pela margem do teu corpo.
Minha alegria
minha amargura
minha coragem de correr contra a ternura.
Por isso digo
canção castigo
amêndoa travo corpo alma amante amigo
por isso canto
por isso digo
alpendre casa cama arca do meu trigo.
Meu desafio
minha aventura
minha coragem de correr contra a ternura.


José Carlos Ary dos Santos