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quinta-feira, outubro 16, 2014

Os Gatos Não Têm Vertigens


Tenho um prazer imenso em muita coisa que fazemos por cá, sou um adepto ferveroso de música, cinema e cultura que exponencia a nossa portugalidade. Não é por ser nacionalista, é mesmo por sentir que existe uma parte de mim nas canções, nos filmes, na arte, é como se descrevessem a minha história através de imagens e palavras. "Os Gatos Não Têm Vertigens" é, para mim, um óptimo exemplo de como somos bons, realmente bons. Não vai ganhar nenhum Oscar certamente, mas isso pouco me importa. Eu dava um à Maria do Céu Guerra e um Grammy à Ana Moura. 
É um filme para quem, como eu, ama Lisboa e a sua vista sobre o Tejo e os telhados com gatos destemidos.


segunda-feira, março 03, 2014

Oscars 2014


Eu JURO que adorava acompanhar mais o cinema que se faz hoje em dia mas tenho várias razões para não o fazer e aqui ficam as duas principais:


  1. Os bilhetes de cinema estão caríssimos e a carteira não permite grandes despesas;
  2. Desde que haja uma cadeira ou um sofá confortável, eu adormeço em menos de 5 minutos.


Tudo bem, gastar uns trocos de vez em quando para ver um bom filme, uma pessoa até consegue gerir a situação, mas o pior é mesmo conseguir manter-me acordado. Pode ser o melhor filme de todos os tempos, se o meu rabinho estiver bem acomodado e a minha cabeça encostada (às vezes nem precisa), podem até estar a esventrar pessoas à catanada ou a fazer a maior orgia do mundo que para mim vai soar sempre à música do Vitinho a dizer que está na hora da caminha. Sou por esse motivo, a pior pessoa com quem alguém poderá ir ao cinema. Ou então preparem-me antes um café do tamanho dos do Starbucks para eu conseguir manter as pálpebras recolhidas.

Em relação aos filmes que estavam nomeados para os Oscars deste ano, não vi nem um. Uma proeza, hein? Na verdade a única hipótese de eu conhecer algum filme, seria se a "Gaiola Dourada" estivesse por lá, o único filme que consegui ver no ano transacto. De qualquer modo, segui os preparativos para a grande noite e até consegui acompanhar a passadeira vermelha muito graças às redes sociais. A entrega dos prémio, tá quieto, já estava no meu sétimo sono. Mas dei por mim  a ligar o computador às 6h da manhã para ver a lista dos vencedores antes de ir trabalhar com uma ansiedade que nem percebi bem, já que para mim não traria nada de novo, já que como disse antes, não vi nenhum dos filmes. Mas agora tenho um plano que passa por assistir a uma quantidade imensa de filmes que passaram pelos Oscars, tenham ganho ou não, pois estou com uma curiosidade aguçadíssima.
E claro, não pude ficar indiferente à melhor selfie de todos os tempos que anda a percorrer o mundo de forma viral. Jamais conseguirão juntar tanto talento daquela forma tão divertida e espontânea. Não vi, mas aposto que a Elle Degeneres arrasou, aliás, não consigo imaginar outra forma possível daquela mulher apresentar esta cerimónia. 

Fiquei com tanta pena de não ter uma opinião formada anterior à cerimónia, que prometi a mim mesmo que para o ano estaria dentro de todos os filmes para poder fazer as minhas apostas. 

"May the coffee be with me"


sábado, janeiro 04, 2014

E agora, 15 boas razões para ter um bebé e ir mais ao cinema em 2014

Quando eu ainda me deliciava com os filmes que um rapaz anónimo fez com o seu cão, lembrei-me que já tinha visto algo parecido, mas desta vez com uma criança. Procurei e eis que encontrei, a Lilly e o Leon e o seu filho Orson que após as mudança da Nova Zelândia para a Austrália, decidiram fazer estas brincadeirinhas com a montanha de caixotes que utilizaram nessas mudanças. Agora além de um cão, quero um bebé e dezenas de caixotes. Já começa a parecer uma trabalheira este 2014.

"Alien"


"The Life Aquatic with Steve Zissou"


"Star Wars"


"Cast Away"


"Apollo 13"


"Die Hard"


"The Good, the Bad and the Ugly"


"The Dark Knight"


"Home Alone"


"Jurassic Park"


"The Temple of Doom"


"Terminator 2: Judgment Day"


"Jaws"


"Back to the Future"


"Weekend at Bernie's"


Fonte: Cardboard Box Office

sexta-feira, janeiro 03, 2014

7 Boas razões para eu ter um cão e ir mais ao cinema em 2014

"A Primeira Noite"


"Brokeback Mountain"


"Dirty Dancing"


"O Diário da Nossa Paixão"


"Parabéns a Você"


"Homem Aranha"


"Titanic"


sexta-feira, agosto 02, 2013

La Cage Dorée


Já passou um ano desde a minha última ida ao cinema. Não que eu não goste, mas porque é algo que eu sou incapaz de fazer. Passo a explicar: herdei do Avô Zeca e da Julianinha a incapacidade de me manter acordado mais de 5 minutos sempre que me sento num sofá. Mas ontem foi diferente. Estava bastante entusiasmado com "A Gaiola Dourada" pelas mais variadas razões. É um filme passado em Paris, aquela cidade pela qual me apaixonei, perdoem-me o cliché, no ano passado quando a visitei pela primeira e até agora, única vez. É filme sobre portugueses e com portugueses. É um filme que apela aos sentimentos que nos são familiares, às nossas raízes, ao fado, à saudade. Não tendo a dimensão internacional do emigrante português em França, consigo rever-me um pouco nessa mescla de sentimentos, afinal de contas, estou fisicamente distante da terra que me viu nascer e daqueles que me são queridos. Eram mais do que ingredientes necessários para me fazer querer estar no primeiro dia de exibição do filme. E assim foi.
E apesar da expectativa já ser elevada à priori, o filme conseguiu surpreender-me ainda mais do que aquilo que eu esperava. A fotografia está maravilhosa, os cenários estão soberbos, os planos geniais. Quem preste atenção aos pormenores vai conseguir encontrar a portugalidade a cada cena que passa. Desde o jornal "A Bola", a cerveja Sagres, um retrado da Amália sobre a cama, o assento com bolinhas de madeira no banco do carro, entre muitos outros. 
Quem vê o filme pensa que não podiam ter sido escolhidos melhores atores para as personagens. Parece que foi escrito de propósito para eles - Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Maria Vieira são provavelmente os nomes mais conhecidos, mas há espaço para todos brilharem. 
Entre a nostalgia, a emoção e a gargalhada sincera, saí do cinema com um sorriso e uma leveza de espírito. E agora até decidimos que se vai falar francês no Principado da Sé! 

Je suis enchanté! 




quarta-feira, janeiro 19, 2011

"I Had a Dream" e não gostei nada dele.


Nada estraga mais uma tranquila noite de sono do que uma ou mais sessões de sonhos. Aquele momento em que o nosso conspurcado subconsciente resolve passar curtas metragens com cenas que era suposto terem sido evacuadas pela sanita abaixo. Lembro-me de ter estudado que o sonho é uma manifestação, um escape de pensamentos e aflições que nem sempre julgamos ter na nossa cabeça, no risco de se transformarem em traumas caso não sejam libertados. Tudo bem, se é para evitar o meu internamento antecipado no Júlio de Matos, aplaudo de pé todas as sessões de cinema que acontecem na minha almofada, mas ultimamente o meu subconscy (é o nome carinhoso que dou ao coiso, já que tenho de viver com ele, prefiro tratá-lo com afectos) tem produzido mais filmes que a indústria de Bollywood e pior, sem actrizes que pareçam a Jasmin do Aladino. Numa altura em que se fala de crise no mundo cinamatográfico, que não se fazem mais filmes de encher as medidas da roupa da Simara, aposto que eu e o meu subconscy conseguíamos dar a reviravolta que o cinema precisa. Burton, Spielberg, Woddy, Eastwood, prestem atenção à riqueza das informações que vos vou fornecer. E olhem que eu nem sempre estou assim tão bem-disposto:

Imaginem, estou dentro de um castelo no meio do mar à procura de um tesouro de piratas, tipo Fort Boyard, quando me apercebo que tinha sido atraído para lá por uma serpente do tamanho de um elefante que me persegue pelos corredores sibilando só para me assustar porque no fundo só gosta de tofu. De repente tropeço e entro num tudo de esgoto gigantesco e fico subitamente vestido com as roupas do Super Mário e tiro do bolso um cogumelo verde com olhos para comer como se fosse uma barra de cereais. Oiço ao longe o barulho da água a correr nos tubos, primeiro vejo um pequeno fio, mas percebo que está prestes a aparecer uma avalanche de lama para me afogar. Eis que começo a conversar com uma ratazana que por lá passava que me disse que não valia a pena correr porque o despertador estava avariado e ele tinha queijo para o pequeno-almoço e não estava disposta a partilhá-lo. Faz-se luz e percebo que afinal estava dentro de uma instalação de arte junto a um parque onde a minha amiga da 1ª classe está a passear os nossos filhos gémeos com tentáculos azuis com os quais apanham esquilos e os esmagam como nozes. Entretanto descubro que moro numa casa na árvore mas que ao entrar nela transforma-se logo num grande apartamento T3 com espaços amplos e jardins e piscinas interiores e exteriores e surpresa, também existe uma praia e um campo verde cheio de flores amarelas e roxas. Uma espécie de mistura entre Pequenos Póneis e Pequenas Sereias, mas em pior. Na cozinha encontro a minha mãe a preparar uma sopa de feijões mágicos que ela sabe bem que eu não gosto, mas acaba por me obrigar a trepar o feijoeiro que entretanto brota do meu prato para eu ir buscar o véu da noiva que está a vestir-se no meu quarto enquanto o noivo anónimo está a jogar golfe no campo de golfe que apareceu vindo sei lá de onde. Puxo os meus suspensórios e digo, com um olhar reprovador, ao meu vizinho que isto de andar a ler revistas cor-de-rosa tem de parar senão vou ter de chamar a polícia e ele sabe bem que desde que andou no tráfico de M&M's que está em prisão domiciliária e não convém meter-se em mais sarilhos. Isto tudo enquanto continuo a trepar o feijoeiro que entretanto se transforma numa plataforma de mergulho e eu visto o meu fato-de-banho e preparo-me para saltar, com piruetas, para o mar que está 100 metros abaixo de mim. Vejo pessoas a aplaudir e a gritar por mim e enquanto vou nos meus triplos mortais encarpados vejo na multidão o Harry Potter, mas em sádico, que resolve transformar o mar numa piscina de jibóias. Eu bem tento gritar em queda livre mas fico mudo e ninguém me consegue acudir.


(Mas agora que penso bem, se calhar não estarei a inovar e que isto mais parece o "Scary Movie XVI")


Depois acordo antes de cair no meio dos répteis e tomo a decisão de nunca mais dormir.
Ou de nunca mais comer bolachas de chocolate do Tiago às escondidas antes de o fazer.




Man at tree shaped home
IMAGEM:
© KittenChops/Corbis