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quinta-feira, janeiro 01, 2015

Top + cá de casa, 2014

Nós últimos 12 meses não me posso queixar de não ter aproveitado os concertos que aconteceram à minha volta. Repeti concertos de anos anteriores e assisti a tantos outros pela primeira vez, riscado-os da "Bucket List" mas ansiando por poder vê-los mais uma, duas ou três vezes.

  1. A irrepreensível Luísa Sobral no São Luiz que tanto me enche o coração;
  2. A Beyoncé que rebenta com a concorrência só por aparecer no palco, uma das mais maravilhosas e completas artistas dos últimos anos;
  3. O inconfundível Caetano Veloso, aquela voz que acompanhou toda a minha vida veio ao Coliseu espalhar charme e uma alegria contagiante;
  4. Os Silence Four na MEO arena, num concerto emotivo onde cantei todas as músicas que o meu cérebro tratou de não se esquecer com o passar dos anos;
  5.  O António Zambujo convidou a Luísa Sobral, o Miguel Araújo e a Ana Moura para um concerto memorável em frente à Câmara Municipal de Lisboa;
  6. Os Arcade Fire superaram completamente as minhas expectativas, dando um concerto electrizante no Rock in Rio;
  7. O Justin Timberlake, um clássico da minha adolescência que exigia a minha presença, foi muito bom, mas fiquei longe e ainda hoje choro lágrimas de sangue por isso;
  8. Os Massive Attack ao vivo eram uma realidade desconhecida para mim, foi bom, mas fica no final da lista este ano;
  9. Oh Land no Meco foi absolutamente genial! Muito, muito, muito bom!
  10. Gisela João, vi-a tantas vezes este ano aqui e acolá e ainda assim consegue deixar-me de queixo caído cada vez que a vejo. Quando um artista vive as emoções à flor da pele como ela faz, tudo é tão mais bonito e arrepiante.
  11. A Ana Bacalhau no Caixa Alfama, infelizmente só tive direito a meia dúzia de músicas porque havia muita coisa para ser vista ao mesmo tempo em palcos diferentes;
  12. Com a Kátia Guerreiro, aconteceu o mesmo, tive de andar a pular palcos e só pude assistir à primeira parte do seu concerto no Caixa Alfama;
  13. Ana Moura e António Zambujo, uma parceria que resulta lindamente, com valor acrescentado por ter conseguido assisti-lo com os meus pais e avós;
  14. Carminho, a fadista da nova vaga que me faltava na lista, fiquei maravilhado com ela, o fado está muito bem entregue à minha geração;
  15. Lady Gaga, um dos concertos que eu mais ansiava e que acabei assistindo em Londres no 02 Arena, foi um concerto monstruoso, se já era fã, fiquei ainda mais com tudo o que vi;
  16. Terminei a odisseia com os Deolinda no Casino de Lisboa, posso vê-los 1000 vezes e sairei sempre dos seus concertos com um sorriso de orelha a orelha e com a alma revitalizada. Ninguém me tira da cabeça que eles cantam a minha vida.

Em relação ao meu top 25 do iTunes, este ano tenho 5 cromos repetidos (Deolinda, Luísa Sobral, Gisela João e Arcade Fire), muita Lady Gaga que foi o meu vício de final de ano e uma Sia com uma música e um vídeo que ouvi e vi em modo repeat.


1 - "Chandelier" - Sia

216 reproduções


2 - "Renaissance Girls" - Oh Land

137 reproduções



3 - "Home" - Phillip Phillips

122 reproduções



4 - "Coração Radiante" - Clarice Falcão

119 reproduções



5 - "Sambinha Bom" - Mallu Magalhães

110 reproduções



6 - "Not With Haste" - Mumford and Sons

104 reproduções



7 - "Ho Hey" - The Lumineers

102 reproduções



8 - "Venus" - Lady Gaga

98 reproduções



9 - "Les Tulipes de Mon Jardin" - The Gift

96 reproduções



10 - "Gypsy" - Lady Gaga

94 reproduções



11 - "Don't You Wanna Share the Guilt" - Kate Nash

90 reproduções



12 - "Do What You Want" - Lady Gaga e Christina Aguilera

90 reproduções



13 - "A Visita" - Silva

79 reproduções



14 - "Birthday" - Katy Perry

77 reproduções



15 - "Antigamente" - Gisela João

76 reproduções



16 - "O Meu Coração" - Anaquim e Ana Bacalhau

75 reproduções



17 - "Donatella" - Lady Gaga

74 reproduções



18 - "Happy" - Pharrel Williams

74 reproduções



19 - "G.U.Y." - Lady Gaga

69 reproduções



20 - "Musiquinha" - Deolinda

68 reproduções



21 - "Afterlife" - Arcade Fire

66 reproduções



22 - "MANiCURE" - Lady Gaga

66 reproduções



23 - "Hello Stranger" - Luísa Sobral 

66 reproduções



24 - "Algo Novo" - Deolinda

64 reproduções



25 - "Can't Remeber to Forget You" - Shakira e Rihanna

62 reproduções



segunda-feira, outubro 27, 2014

PES Vai a Concertos X - Lady Gaga


Há poucos concertos que me torço por não ter visto e a Lady Gaga era um deles. Não podendo assistir ao seu concerto em Lisboa, tive a brilhante ideia de, sei lá, por mera coincidência da vida, pesquisar se ela estaria por Londres nestes dias que por cá ando. E como sou uma pessoa com sorte, cá estava ela à minha espera na 02 Arena. Estreei-me em concertos na espactacular cidade de Londres, por onde passam todas as tournées mais importantes do mundo. 
Quando apareceu o fenómeno Lady Gaga eu criei uma espécie de aversão à miúda, irritava-me solenemente, mas quando saiu o seu segundo álbum conquistou-me de uma maneira arrasadora. Percebi que ela era muito mais do que alguém que queria chamar a atenção, ela é realmente boa naquilo que faz. Gosto de tudo nela. E em concerto ela é simplesmente maravilhosa. Quem ainda não o fez, que compre já bilhete para vê-la em Lisboa dia 10 de Novembro. Vale cada cêntimo. É um espectáculo soberbo! E já agora vistam-se a preceito. Ontem os "Little Monsters" fizeram jus ao fenómeno Gaga e não deixaram os créditos por mãos alheias. Estive quase a pedir emprestadas umas luzinhas de Natal que um grupo ao meu lado envergava orgulhosamente. Fiquei tão perto do palco que nem quis acreditar, em Lisboa toda a gente estaria a puxar cabelos e a empurrar para ficar na fila da frente, aqui em Londres o público é muito mais respeitador, porém vibram muito menos do que nós portugueses. Podemos ser uns desordeiros mas vivemos as coisas com mais intensidade. 
Foi tão bom que até lhe desculpo ter cantado apenas um nadinha do "The Edge of Glory" e se ter esquecido do "Marry The Night". Foi seguramente dos melhores concertos que já vi na vida e vou querer repetir de certezinha absoluta.

"Bad Romance"



A selfie que ela insistiu em tirar.


"Bang, Bang, I shot you down"




"Alejandro"


"Mary Jane Holland"


"Born This Way"



"Dope"



"You and I"



"Art Pop"



"G.U.Y."


"Venus"


"Papparazi"




terça-feira, setembro 23, 2014

PES Vai a Concertos IX - Caixa Alfama




Pelo segundo ano consecutivo fui ao Caixa Alfama, o que me dá 100% no que toca à assiduidade neste festival. No ano passado com Sofisabel, neste ano com pais e avós. O cartaz foi bem bom, mas a meu ver a distribuição dos artistas pelos palcos não foi a melhor, não sei porque não se lembraram de me vir perguntar, eu tenho sempre soluções para estas coisas. Os meus concertos favoritos eram quase todos no 1º dia, em palcos diferentes, praticamente à mesma hora. Nunca a expressão "maratona do fado" fez tanto sentido, já que assisti às primeiras 4 músicas da Kátia Guerreiro no palco Caixa, depois corri para o concerto da Ana Bacalhau para mais umas 4 ou 5 músicas e não satisfeito tentei apanhar o final da Gisela João num palco que demorei séculos a encontrar porque o mapa parecia ter sido feito à mão para uma caça ao tesouro manhosa. A Cuca Roseta teve de ser preterida, nada contra, mas apesar de ser Espírito Santo, ainda não sou omnipresente. Depois, já com a frequência cardíaca recuperada rebolei até ao palco Caixa novamente onde apanhei o final do Ricardo Ribeiro, que a julgar pela sua barriga também rebolaria comigo certamente, e o concerto mais aguardado da noite, Ana Moura e António Zambujo. No dia seguinte, com o cartaz cheio de nomes desconhecidos para mim, fiquei-me pela Carminho. 
A ter de escolher o melhor de todos, o que é difícil fazer, talvez escolhesse a Gisela João porque para além de eu venerar a sua voz, a sua energia, a sua irreverência e a sua genuinidade, ela tinha uma pequena orquestra maravilhosa a tocar com ela num espaço mágico o que tornou tudo tão mais especial. Deu até para tirar uma espécie de fotografia com o Norberto e a Gisela desfocadíssima ao fundo, mas ao menos o meu pai já pode dizer que tem uma selfie com uma artista apesar de não a conseguirmos identificar na fotografia, as pessoas vão ter de acreditar. A Ana Moura e o Zambujo nunca desiludem e juntos são irressistíveis e apetece levá-los para casa e pô-los na sala de estar a cantar a tarde toda. A Carminho foi a surpresa do festival, já que nunca a tinha ouvido e talvez por não ir com uma expectativa muito elevada me tivesse surpreendido tanto. Ela foi divinal! Também a quero lá em casa aos fins-de-semana quando a Ana e o António estiverem de folga. Já a Ana Bacalhau, que deve começar a pensar que a persigo para todo o lado, o que até nem é mentira, safa-se muito bem nestas lides e até me escreveu no instagram, o que me deixou de sorriso na cara, porém, e contra a minha natureza, não fui capaz de lhe falar quando no dia seguinte a encontrei e ao José Pedro Leitão no concerto da Carminho, mesmo que a Laura me tivesse praticamente empurrado na dua direcção. Enfim, idiota.

Para o ano há mais, esperemos!








sexta-feira, agosto 01, 2014

PES Vai a Concertos IX - Gisela João


Em 2007 estreei-me nas "Músicas do Mundo" de Sines. Desde então falhei apenas um ano. Com esta, foi a 7ª edição na qual marquei presença. Nunca vou ver alguma banda em concreto, costumo dizer que vou lá apenas existir. E quem já lá foi sabe mais ou menos do que eu estou a falar. Existir apenas é bom.
O cartaz é grego para mim, tirando os artistas portugueses que são convidados, não conheço ninguém. Este ano convidaram a Gisela João. Já a tinha visto 2 vezes e meia antes (aquela música única cantada no Rossio não conta como concerto), nada de muito novo para mim. Porém, continuo a gostar como se fosse sempre a primeira vez. E existe uma explicação muito simples para eu gostar tanto dela. Eu gosto de fado, comecei a gostar devagarinho até chegar ao momento em que sinto que ele já faz parte do meu ADN, da minha vida, da minha história, do meu país. Não gostava muito em miúdo porque não entendia a portugalidade, a profundidade e o sentimento que ele envolvia. Julgava que o fado era música de velhos e velhas com guitarras e xailes, enfadonhos daqui até à lua. Mas uma pessoa cresce em muitos sentidos e felizmente hoje sou um adepto ferveroso da nossa música.
A Gisela não é a primeira fadista a trazer uma brisa fresca no mundo do fado, lembro-me de já ter assistido ao nascimento de fadistas da minha idade e até mais novos que têm levado a que a nossa música não se cinja à faixa etária dos nosso avós. Mas a Gisela é muito especial. A Gisela é irreverente, quem a visse fora de palco pensaria que ela seria a vocalista de uma banda pop ou rock, mas quando ela solta a voz percebe-se que "não é fadista quem quer, mas sim quem nasceu fadista". Ela pode cantar no Lux com o Nicolas Jaar, pode reinventar António Variações, ela pode fazer o que quiser. A miúda gira e fixe que usa ténis e vestidos que estamos pouco habituados a ver nos palcos de fado tem uma alma inegável de fadista e uma das melhores vozes que já ouvi. Ela tem o dom de me prender às suas canções mesmo que eu as esteja a ouvir pela primeira vez graças à intensidade na actuação. Ela sente o que canta de uma forma simplesmente arrepiante. Ouvi alguém comentar num dos seus concertos que ela fazia caretas enquanto cantava, eu vejo isso como a mais bonita manifestação de emoções que a música transporta em si. Diz-se que as coisas que fazemos na vida apenas serão bem feitas se pusermos tudo de nós nelas. E a Gisela sabe isso muito bem. E isso é tudo. Já está no meu Olimpo.

quarta-feira, julho 23, 2014

PES vai a Concertos VIII - Oh Land


Apesar de ter acesso aos 3 dias de Super Bock Super Rock, apenas consegui comparecer no 1º e no 3º. No segundo dia o Eddie Vedder teve de lidar com a minha ausência. Nessa noite estive a dar uma da Amy Winehouse num restaurante de Alfarim e o Mister teve de me desconvocar, nem para o banco fui chamado. Ouvi dizer que choveu e encharcado já eu estava. 
Mas avançando para o que interessa, o terceiro dia foi unicamente para aproveitar o concerto de Oh Land, conhecendo apenas o álbum homónimo, corria o risco de não conhecer muitas das músicas do concerto. Começa a ser um padrão, ir para concertos de artistas que conheço pouca coisa. 
Deixa cá ver uma palavra para descrever o que achei dos Oh Land... hum... ah já sei: FABULOSO!
Começou com o "Wolf & I" e terminou com "Sun of a Gun" e "White Nights". Pelo meio algumas que conhecia, mas a maioria nem por isso. Mas isso não interessou para nada, o concerto foi electrizante do princípio ao fim. A Nanna Øland Fabricius (tive de ir à Wikipedia procurar o seu verdadeiro nome) fez-me lembrar uma mistura entre Lykke Li, Feist e Florence Welsch, o que resulta numa perfeição divina. A sua voz, a sua presença e a sua aura obrigaram-me a manter o olhar vidrado no palco, sem grandes artifícios ou manobras de diversão. Foi tão bom, tão bom, tão bom que passados quatro dias continuo envolvido na magia do concerto e estou constantemente a ouvir e a pesquisar mais sobre Oh Land. Parecem exageradas as palavras, eu sei, mas eu estive lá e foi o que senti, pronto.

E esta, que eu não conhecia antes do concerto, é o meu mais recente vício: repeat, repeat, repeat.


terça-feira, julho 22, 2014

PES vai a Concertos VII - Massive Attack


Mais um ano, mais um Super Bock. Contando com este, foi a minha 6ª vez, não tantas como a vinda dos Massive Attack a Portugal: 15. Seria portanto de esperar que eu já os tivesse visto. Pois, não, nunca os tinha visto. Apanhei-os no Sudoeste 2010 mas apenas os ouvi à distância, são coisas que acontecem nos festivais, não dá para ver tudo derivado das cenas. Não sendo a minha banda preferida de todos os tempos, até porque não os conheço maravilhosamente bem, tinha uma curiosidade contida. Adoro os clássicos, "Teardrop", "Silent Spring", "Unfinished Simpathy", o resto vou ouvindo quando calha no aleatório do iTunes. Resumindo e baralhando, foi um concerto bastante interessante, primeiro porque não fazia ideia de quem compunha a banda, se passasse por eles na rua não os reconheceria certamente. Depois porque em termos de espectáculo são bastante competentes, porém, não me encheram as medidas como aconteceu com os fabulosos Arcade Fire há menos de dois meses no Rock no Rio, uma banda que também fui ver um bocado à descoberta. Foi simpático, mas não fui à lua e vim. Mas aposto que virão cá para o ano novamente e talvez lhes dê mais uma hipótese. Talvez à terceira seja de vez.