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segunda-feira, maio 04, 2009

Sobre a gripe da vara


Foi hoje notícia no "Público" a convenção da empresa de seguros para a qual trabalho temporariamente. E porquê a notícia? É que está a decorrer no México e amanhã chegam a Portugal as 100 pessoas que até lá se deslocaram para umas férias que me fazem espumar as entranhas de tanta inveja contida. O que aconteceu foi que "alguém", supostamente da empresa, relatou ao Jornal a sua preocupação com o contacto com os colegas nos próximos dias, e ainda por cima, porque alguns deles lidam directamente com o público. Sabe-se no entanto, que todos os 100 se encontram de perfeita saúde. Pois bem, sendo que o nome da empresa foi mencionado e posto em causa, se eu fosse chefe dessa "pessoa" e descobrisse quem foi o delator, iria recorrer a alguma técnica de tortura chinesa por ter exposto o nome da empresa de uma forma tão pública. E depois fechava-o com as 100 pessoas numa sauna durante 1 hora, com toda a gente a tossir e a tocar nele(a).

O melhor foi mesmo ligar a televisão às 20h05 e assistir a essa mesma notícia no telejornal a anunciar que os viajantes vão estar mais uma semana de "férias" derivado que há alguém cheio de medo que um viruzinho se intrometa na sua vida.


Depois das vacas loucas, das aves engripadas, seria normal os invejosos dos porcos também aparecerem com uma maleita comparável às outras. Agora, não estarão todos a exagerar um pouquinho? Digo eu, que me auto-diagnostiquei como sendo vítima de dispnéia psicogénica.

E queria avisar essa pessoa que se está com medo de precisar de tomar Antigrippine durante uns dias, ao menos não vai ter de dormir no mesmo quarto de hotel com uma dessas 100 pessoas já na próxima semana em Braga. Portanto já sabem, caso este blogue se torne uma autêntica pocilga com toda a chafurdice associada e eu ficar a guinchar como um porco quando vai para a faca por alturas do Natal, foi porque me pegaram o bicho veraneante de praias que eu nunca fui.

Hunf!

segunda-feira, junho 12, 2006

Um dia vai-se todos morreri !




Haverá melhor forma de se morrer ? E idade para morrer ? Infelizmente muitas vezes ao relembrar as pessoas que já cá não estão, uma das primeiras coisas que nos ocorre é "ah, aquele maldito cancro..." ou "aquele acidente foi horrível..." ou mesmo "ele já não tinha qualidade de vida, já nem tinha autonomia...". É automático. Falamos de alguém que morreu e logo as nossas redes sinápticas tratam de ir até à caixa negra os últimos momentos da pessoa em vida o que faz com que ela seja recordada em primeira instância pelas razões mais mórbidas possíveis. É triste que muitos anos de uma vida sejam condensados aos últimos suspiros, mas é-nos inevitável pensar dessa forma. Lá o "Dino", passou de herói do público juvenil a decepção e desconsolo ao se saber que foram detectadas substâncias ilícitas quando se deu o acidente. Passou de actor divertido e talentoso a drogado num fósforo. Como se tudo o resto deixasse de ter importância...
Já ninguém morre de velhice, isso entrou em desuso. Já há justificações para todos os óbitos, um vírus, um cancro, um problema cardio-vascular... Sei é que não quero ser recordado como o rapaz/homem com um tumor do tamanho de uma bola de ténis, com as artérias entupidas, viciado em drogas ou no álcool, aquele que caíu dum 3º andar, que morreu afogado, que levou uma dentada fatal de um tubarão, que contraíu o vírus da sida, que levou um tiro em cheio no músculo cardíaco, que morreu atropelado ou num acidente em cadeia numa auto-estrada em que eu tive a culpa. Quero ser recordado por aquilo que fui, não como deixei de ser.
Não temo a morte porque sei que é inevitável. Portanto a ideia é mesmo ir aproveitando enquanto se pode !
Esta é mais uma das minhas divagações meias despropositadas, mas não deixa de ser um assunto que me ocorre por vezes. E como escrevo aqui tudo o que me apetece, pronto, deu nisto.