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domingo, setembro 28, 2014

Galerias Romanas da Rua da Prata


Terminou hoje o 3º dia em que se podia visitar as galerias romanas da Rua da Prata, apesar de já lá ter ido há dois anos não consegui resistir, até porque o primeiro dia calhava na minha folga e eu podia controlar a fila através da janela da minha casa nova. Assim sendo, lá fui eu com a Letícia, que pode agora riscar um item na sua lista de coisas a fazer. 
Se há período da história que mais me entusiasma, é o romano. Sempre me fascinou, e ter vivido na Sé, mesmo ao lado do teatro romano e das ruínas da igreja da Sé fazia-me sentir epecial, parte da história. Adorava a possibilidade de estar a viver exactamente por cima de ruínas cheias de histórias para contar e agora na Rua da Prata tenho mesmo a certeza absoluta que vivo sobre um pedaço de história que esteve escondido por tantos anos debaixo dos pés de Lisboa. Aos 10 anos quando se falava destas coisas nas aulas de história na escola nunca pensaria em dizer isto uns anos depois, mas sinto uma espécie de magia misteriosa, intrigante por tudo o que é da época romana e a disciplina que eu tanto odiava na altura é hoje completamente fascinante para mim. Tenho quase a certeza que fui romano noutra vida. Aliás, na terceira fotografia estou a reencarnar Cláudio, o imperador romano da altura, numa pose de "Eu, Cláudio", mas em giro, nada de confundir com outros Cláudios.























sexta-feira, abril 11, 2014

Galerias Romanas da Rua da Prata


ATENÇÃO, durante os dias 11, 12 e 13 de Abril pode-se visitar as galerias romanas na Rua da Prata! Ou da Rua da Conceição, na verdade a entrada é no meio dessa rua. Costumam estar abertas apenas 3 dias por ano no mês de Setembro mas abriram esta excepção para celebrar o dia internacional dos Monumentos e Sítios. Esta parte dos "sítios" parece um pouco vago, porque qualquer lugar é um sítio, mas estou apenas a transcrever o que li aqui
Em 2012 tive o privilégio de as visitar após 4h de espera na fila, e é importante referir que cheguei lá quase 1h antes do horário de abertura, portanto se alguém estiver interessado em ir lá amanhã ou no Domingo é bom que se prepare para uma madrugada. Levem um baralho de cartas para a fila e até é uma manhã bem passada sentadinhos na calçada portuguesa a jogar à bisca. A visita dura uns 10/12 minutos, mas para quem, como eu, se interessa  e se deslumbra com a história do nosso país e com a magia e mistério que estas ruínas encerram, vale bem a pena. Ao pensar de que a Baixa de Lisboa no tempo dos romanos não era mais do que um terreno pantanoso e que eles tiveram a brilhante ideia de criar estas estruturas para poder construir uma cidade por cima delas é simplesmente genial. E o facto delas sobreviverem até os dias de hoje e continuarem a servir para a função para a qual foram construidas é motivo para envergonhar muito engenheiro dos dias de hoje. 
A primeira fotografia não é minha, mas as de baixo são, a qualidade é extremamente duvidosa mas foi o que se arranjou. É possível que metam a pata na poça ou que levem com água na cabeça, mas faz parte da experiência.

Adorei e recomendo vivamente!




domingo, setembro 26, 2010

Ruínas da Rua da Prata

Morar na Baixa de Lisboa é morar no meio da história e de certa forma fazer parte dela. Não tendo ainda a certeza se um dia virão turistas de todo o mundo visitar a casa onde moro e reviver o meu percurso, as minhas aventuras e as minhas conquistas, fica para já todo o protagonismo para as ruínas romanas da Rua da Prata. Abertas apenas 3 dias por ano, e já sabendo a data de antemão, acabei por não conseguir visitá-las o que me obriga a esperar mais 362 dias até nova oportunidade. Tudo bem que as filas até a Praça da Figueira não ajudaram muito, mas também esqueci-me de escrever na agenda (posso culpar um colega de trabalho por me ter roubado a caneta?) e o Pedro sem agenda é o mesmo que o Tom sem o Jerry, o Mickey sem a Minnie e o Calvin sem o Hobbes. Não existem. Entretanto é bom que as ruínas não caiam no próximo ano. Agora com licença que tenho um jogo de futebol para assistir no estádio de Alvalade e o Nacional precisa de mim.