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sexta-feira, janeiro 22, 2010

Indian Summer




Entre muitas coisas que gostaria de pedir, se pudesse, neste exacto momento, escolher apenas uma, seria um Verão no meio deste Inverno cinzento, frio e chuvoso. Já não me lembro de como é bom ficar jogado ao sol, não precisa ser na praia, pode ser num café qualquer ou mesmo num banco de jardim, a apanhar aquele calorzinho e aquela luz que deixa todas as coisas com cores mais bonitas. Isto para não falar na alteração no humor das pessoas, os pensamentos mais positivos, as pessoas a rir mais, as roupas mais leves, os dias maiores e aqueles finais de tarde tardios com belos pores-do-sol...
Vá, tenho mas é de parar de sonhar e aceitar que pelo menos 5 meses do ano estão destinados aos pinguins. Teria bom remédio, podia emigrar para algum país africano como as aves (não os pinguins), mas provavelmente apanharia um cancro de pele antes dos 30 e isso seria uma chatice já que estou a contar que me apareça apenas quando estiver a entrar nos 40's. Entretanto tenho de me entreter com o frio, arranjar uma forma de aquecer os pés e ir combatendo, dia sim, dia não, o bolor que se espalha pelas paredes tão depressa como o Usain Bolt percorre os 100 metros.

Detesto estes dias infindáveis em que preciso derreter a manteiga no microondas para conseguir barrá-la no pão. Isto ao som de alguma música melancólica que apele à depressão, que vem sempre a calhar nestes momentos de obscuridade. Quando é que chegam os dias em que eu a esta hora, 16h39, em vez de eu estar a ir ligar as luzes de casa para poder ver alguma coisa, estou a sair de casa para ir para a praia?

sexta-feira, maio 29, 2009

Lisboa, 29 de Maio de 2009

São 3h32 da madrugada.

Está um calor daqueles que não se pode estar dentro de casa.

O calor de um último andar, adensado pela altura do ano e pela respiração quente dentro de uma sala fechada.

Um banho de água fria.

A subtracção de roupas.

Sumo com gelo.

E mesmo assim o corpo reclama.

Quero praia, praia, praia. Mar, mar, mar.


Não estou preparado para um Verão na grande cidade.

sábado, dezembro 13, 2008

Sweet December





Estamos em Dezembro e, mais uma vez, chove. Em Dezembros passados andávamos de camisas de mangas arregaçadas e éramos pássaros que mudávamos de poiso à procura de ninhos já construídos, porque na verdade pouco tempo sobrava para que nos pudessemos preocupar com o nosso próprio. Dormíamos onde calhava e com sorte, conseguimos encontrar algumas camas, que apesar de alheias, nos proporcionaram abrigo temporário nas noites quentes. Nas noites menos quentes, tentámos a todo custo alumiar lareiras ou aquecedores e sempre que pudemos, encostámos corpos com o intuito de acertar as batidas cardíacas. Já há algum tempo que os Dezembros condensavam o calor que devia ter pertencido aos restantes 11 meses do ano, e eu pouco me importava, nunca exigi uma distribuição equitativa, pois em todos eles usava t-shirt sem medos de gripes ou constipações. Talvez por ser o mês do Natal, o significado da palavra “amar” adquiria novos contornos e lembrávamo-nos, mais do que em outra altura qualquer do ano, que o tempo para amar é agora.

If I had no more time
No more time left to be here
Would you cherish what we had?
Was it everything that you were looking for?



Corações nómadas, assim os definimos, tendo apenas como certeza absoluta, os vôos fugitivos para outras estações. Distintas. Sempre distintas. Por isso tentámos sorver todos os minutos que escorregavam avidamente na ampulheta implacável do tempo.

(Não deveria ser sempre assim?)


I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed



Este Dezembro estava decidido a montar o meu próprio ninho, de modo a que na estação seguinte não precisasse ocupar sorrateiramente outros que não me pertencessem. Um ninho onde não precisasse de aquecedores ou lareiras, um ninho onde pudesse acordar e sentir que, fosse Inverno ou Verão, o calor dos corpos com sangue pululante fizesse esquecer os valores absurdos dos termómetros.


When I wake up in the morning
You're beside me
I'm so thankful that I found
Everything that I’ve been looking for



A Alicia diz de forma sentida “love me like you’ll never see me again” porque sabe perfeitamente que andam a voar por aí muitas aves passageiras, trocando de morada constantemente, tomando os endereços como abrigos garantidos e descurando do verdadeiro sentido da palavra “Amar”. Como se pudesse existir uma definição para tal.

How many really know what love is?
Millions never will…

Não vou tomar por garantido nenhum poiso de Inverno, mas vou procurar mantê-lo, cuidá-lo, remendá-lo se for caso disso. E dessa forma mantê-lo quente e confortável nas Primaveras, Verões e Outonos que se sigam. Sem chuvas tropicais, ventos ciclónicos ou outros fenómenos metereológicos devastadores. Por isso hoje, tal como ontem, volto a fortalecer a minha/nossa casa. Porque a casa de um homem é onde ele se sente feliz.

I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed




(foto de Birgid Allig)

terça-feira, outubro 07, 2008

Dia dos Bonecos da Natalie

Hum... em Lisboa por estas alturas veste-se a roupa que costumo utilizar em Santana, lá no Pico das Pedras, quando precisamos acender a lareira. Porque será que faz tanta confusão aos continentais dizermos que utilizamos t-shirts à noite em Dezembro? E que vamos à praia no Inverno?

Quero é uma ilha tropical. E uma praia, a PRAIA! Areia, palmeiras, água quente, conchas, sol e peles morenas. E areia.


Natalie Dee
nataliedee.com