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sábado, novembro 22, 2014

Dia 16 - Terceiro dia de Paraíso, Goa

Terceiro dia em Palolem e a rotina começa a instalar-se. O pequeno-amoço sobre a praia e a Rebeca a tentar obrigar-me a ir à loja dela pela 83ª vez. Se tivesse sido mais simpática talvez tivesse ido comprar qualquer coisa, mas mesmo pela manhã a Rebeca tinha um humor tramado. Fica para a próxima. Fiquei um pouco apoquentado porque senti que a raiva no seu olhar cada vez que eu lhe repondia "Later, later" era capaz de derrubar a cabana feita de madeira e palha, sem ser preciso soprar como o outro. 



Hoje decidimos passear de barco para ver os golfinhos. Eram vários e estão todos os dias ali na baía, um pouco exibidos. Não que precisássemos do barco, vemo-los mesmo sentadinhos na praia, mas o passeio também incluía uma passagem pela Honeymoon Island e pela  Butterfly Island. Desembarcámos na Butterfly Island e passámos lá um bocadinho.








Final de tarde, mais um passeio com a maré vazia que deixa a praia ampla e cheia de caranguejos em alvoroço. Os pescadores chegam do dia de trabalho e pedem ajuda para empurrar os barcos para cima. Um dos pescadores tinha uma t-shirt do Messi e outro uma do Cristiano Ronaldo, provavelmente a única forma de vermos essas duas camisolas a colaborar para o mesmo objectivo. As vacas em Palolem também fazem praia, tiram selfies e dão umas marradinhas de aborrecimento por não conseguir uma boa fotografia à primeira. Na falta de macacos nesta praia, resolvi fazer as minhas próprias macacadas. Depois de uma aula de yoga que me fez lembrar que já não tenho idade para certas coisas, um pino para me lesionar o punho direito, mazela que trago até hoje, passados 10 dias. Mas já está melhor, mãe. Cor do dia: lagosta.

















domingo, outubro 21, 2007

Pérola do "Atalântico"

"A Madeira é uma ilha PORTUGUESA do arquipélago da Madeira e não dos Açores. Ok ?"


É verdade, apesar dos mais distraídos nem sempre darem conta disso. É considerada a pérola do Atlântico, uma ilha pitoresca repleta de flores e florestas carregadas de vegetação luxuriante onde predominam as lianas, muito utilizadas pelos nativos para o seu deslocamento diário. Para os menos hábeis existem as carroças puxadas por bois que permitem o transporte das presas quando saem para a caça, presas estas que são importantes fontes de alimento e de peles que protegem das temperaturas gélidas dos rigorosos Invernos com temperaturas a rondar os 22ºC.
Apesar de 60% da população ainda viver em cavernas delicadamente decoradas com pinturas rupestres, começam a aparecer os primeiros prédios espalhados pela ilha construídos a partir de material argiloso sabiamente misturado com terra. O estilo de vida descontraído dos indígenas fascina os estrangeiros que se deslocam até à formosa ilha para se deliciarem a observar as rotinas diárias dos acolhedores madeirenses. As crianças têm por hábito brincar nas florestas onde convivem com alegres alces, bisontes e simpáticos pandas até o anoitecer, altura em que as mães fazem soar os seus tambores para avisar que está na hora de retornarem a suas casas. Já de noite reunem-se todos à volta de aconchegantes fogueiras onde procedem ao ritual da janta e das cantorias que tanto enchem a alma dos madeirenses de alegria.
Em alturas de maior calor, no Verão, existe sempre a possibilidade de atravessar a Travessa a pé quando a maré está baixa e alcançar o Porto Santo, uma ilha igualmente desenvolvida apesar de não existirem cavernas nem prédios, recorrendo assim a tendas montadas com ossos e peles dos alces e dos bisontes que povoam as florestas da Madeira.

P.S.: Pessoas do continente, não experimentem sequer reproduzir o idioma desta bela ilha, soará sempre a açoriano.