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sábado, dezembro 15, 2012

Amsterdam - day 4

Continuo agora a minha saga europeia, mesmo que com mais de uma semana de atraso. Gostaria de ter escrito tudo no próprio dia mas não tive oportunidade, ou porque não tinha forma de o fazer, ou porque estava muito cansado e só queria jogar-me para a cama. Mas pelo menos agora posso publicar fotografias para ilustrar "La Vida Loca" do Peter pelas Amsterdões, Berlins e Paris da vida. É que eu sou daquelas pessoas que se não tiver fotografias com legendas, vai, em pouco tempo, acabar por se esquecer de tudo o que foi feito. Há quem chame memória de peixe, há quem ache que eu sou simplesmente desligado. 

O meu último dia completo em Amsterdão foi o dia de partida do Alexandre, mas também o dia em que a Catarina me veio visitar. Aproveitámos o facto dela viver ali tão perto da fronteira entre a Alemanha e a Holanda e ainda não ter visitado a cidade para matar dois coelhos de uma só cajadada. Apesar de eu ser incapaz de matar coelhos, para que fique bem claro. Já sem muito para fazer nesta cidade, decidi que o melhor seria levar a Catarina a passear simplesmente pela cidade, começando pelo Vondelpark que eu também ainda não conhecia. Lá tivemos de tirar mais umas fotografias no "I AMSTERDAM" porque a menina também tinha direito. Eu olhei para a letra "I" mas de soslaio, porque no dia anterior tinha-a trepado e fugido sem um beijo de despedida. Já o Vondelpark, parece-me muito bem, porém, é Inverno. As árvores não têm folhas, não há flores e o sol é tímido. Tenho uma certa mania de fazer viagens no Inverno e depois as fotografias não têm nada a ver com as dos guias turísticos ou as do Google que eu pesquisei. E além do mais estou pálido e encapotado até o nariz. Mas é o que se arranja. Cor de lula também pode ser bonito nalgumas culturas, gosto de pensar dessa forma. Ainda assim é um passeio imensamente agradável, o parque está cheio de pessoas a passear cães que eu e a Catarina tentávamos agarrar e levar para casa, até o momento em que calhou cocó. Aproveitámos para ser turistas de um país distante para subirmos para uma instalação do género "casa na árvore", com umas pontes suspensas e fingirmos ser crianças. Aliás, metade das nossas fotografias são aí. A outra metade é a tentar tirar fotografias em pose da Catarina.
O nosso passeio foi um misto de matar saudades de falar pelos cotovelos (a Catarina morde-me os calcanhares neste parâmetro) e de pensar no que íamos comer a seguir. Levei a Catarina às lojas dos queijos onde já me deviam conhecer por todos os dias entrar lá com um ar de surpresa e curiosidade como se fosse a primeira vez, quando eles já deviam saber que eu só ia lá para comer à borla todos os queijos, como fiz nos dias anteriores. Entrámos em lojas de gomas e não saímos de mãos a abanar. Fomos a supermercados, sim, falei no plural, porque acordei na Catarina a vontade de comer Milka, mas não procurávamos um Milka qualquer, tinha de ser logo uma barra de 300 gramas. Não encontrámos, mas empaturrámo-nos de outras porcarias semelhantes. Mas as calorias fora do nosso país não contam. 
Passámos por todos os lugares que um turista de um dia podia ver, à excepção dos museus, o que vai obrigar a Catarina a ter de ir lá mais uma vez, que chatice. E encontrámos até o Waterloo Market que o Tiago me tinha falado e que não sabia bem onde era, onde comprei uns bolbos de tulipa que estão destinados a morrer nas minhas mãos. E onde encontrei um cd português à venda que sou incapaz de pronunciar o nome, mas que vou publicar mais abaixo. 

Em jeito de conclusão, Amsterdão parece-me uma cidade muito bonita para se visitar e mesmo para viver, tem uma pinta descomunal. Mas não é a minha cidade preferida. Voltando lá, terá de ser com alguém que conheça a cidade melhor do que eu para poder fazer um pouco da vida de quem viva ou já tenha vivido lá. 


A tal Oude Kerk, a igreja mais antiga de Amsterdão, muito gira por fora, mortiça por dentro. 


Rui e Alexandre, obrigado por me salvarem de ter 4 dias que sozinho, seriam uma seca desmesurada. 


Posso dizer que andei de bicicleta em Amsterdão, porém, à pendura, o que também é difícil, ok? Isto porque não tinha a destreza de me sentar com ambas as pernas para o mesmo lado. Fica para uma próxima.


Porque as pessoas também são cultas, fomos ver o Van Gogh ao Hermitage.


Os 6 euros mais mal gastos da história dos muffins. Não sentimos um pintelho das maravilhas que tanto apregoam. 


Pedro a apreciar e intepretar arte no Museu de Arte Moderna.


Apanhado em flagrante, porém, sem as calças na mão como o Zambujo.


Isto aconteceu porque o Alexandre permitiu, a culpa não foi minha. Mas eles tinham uma cascata de chocolate líquido... 


O momento em que eu tentava sacar o cão para dentro da mochila, mas ele assustou-se, esperneou e calhou cocó, como se pode apreciar na fotografia abaixo. 



Pensei deixar a Catarina para ali presa, mas depois pensei que se isso acontecesse não teria ninguém para me tirar fotografias. 


Pedro apanhado de surpresa. 


Catarina Velosa, não é digna de catálogo, mas foi do menos mau que se arranjou para mostrar ao mundo, portanto não te queixes.


A Catarina no seu "Breakfast at Tiffany's". Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii... 
Isto porque ninguém nos conhecia por lá.


Mais uma vez, a culpa não foi minha, foi da Catarina. O meu saco nem é o mais cheio. Eu é que gosto de pintar as unhas, ok? 


Esta nem era uma das lojas onde eu costumava entrar para comer queijo à borla, porque nessas lojas eu guardava a máquina para poder ter ambas as mãos livres e assim conseguir agarrar em mais amostras grátis ao mesmo tempo.

Eu podia viver numa daquelas casas mega espectaculares, apesar de algumas estarem de lado.


Olha, peço desculpa a fotografia estar de lado, mas já tentei e não consigo "desvirá-las", portanto Catarina, serás uma Candy Freak de lado.


E foi isto que eu encontrei no mercado de Waterloo. 


Adeus Amsterdão, olá Berlim!

quinta-feira, novembro 29, 2012

Amsterdam - day 3

Hoje o dia era para comecar novamente na loja da Apple, mas decidi visitar antes a Oude Kerk, a igreja mais antiga da cidade. Pela primeira vez fui brindado com uma simpatia muito acima do esperado, nao apenas comigo mas com todas as pessoas a minha frente na fila, o senhor da bilheteira fez-me mudar um pouco a imagem que fiquei dos nativos. Nos dias anteriores tinha tido experiencias muito desagradeveizinhas com uma senhora no aeroporto e outra no supermercado, as melhores personificacoes da Carol Beer do Little Britain que alguma vez vi. No entanto, para alem dos euros gastos no "queque" do dia anterior, este foi o dinheiro mais estupido que gastei em Amsterdao. Qualquer igreja de bairro em Lisboa bate esta aos pontos.
Hoje foi dia de museus. Queria ver ainda o Rijksmuseum e o Alexandre queria ver o Stedelijk. Nao sem antes tirarmos a fotografia da praxe nas letras do "I AMSTERDAM". Queria ter baixado as calcas e ter posto o rabo no buraco da letra A para ser diferente mas acabei apenas por tirar uma fotografia a praticar o coito com a letra I. Gostei muito de ambos os museus e recomendo. Estou com um problema em identificar os autores de alguns quadros, mas quando publicar fotografias aqui tentarei escrever um titulo assim "Quadros de Monet, Renoir, Manet, Degas, Delacroix e Rembrandt" e depois jogo tudo e voces dois que leem este blogue, tentam brincar ao jogo de identificar a quem pertence cada quadro. Boa? Va, Degas eh facil, tem, sempre bailarinas e cenas do genero.
No resto do dia acho que percorremos todas as ruas da cidade e ainda repetimos algumas porque ja nao sabiamos o que fazer. Claro que o simples facto de passear pelos canais ja parece um bom programa, mas ja estavamos sem ideias para fazer coisas. A viagem perfeita a Amsterdao penso que seria ir ter com alguem que viva la para podermos passear mas tambem viver a cidade como um habitante de la. Portanto, 4 dias aqui, para mim, ja eh demais. E ainda falta o quarto.

Amsterdam - day 2

O Alexandre pifou o telemovel por causa de um "acidente" com um copo de vodka que foi pontapeado e tivemos de comecar o dia logo na loja da Apple. Fiquei surpreendido com a minha capacidade de orientar-me logo ao segundo dia, fui ter a Leidsplein (terei escrito bem? Haviam de me ouvir pronunciar isto, pareco que vou escarrar um gafanhoto) num instante, e a partir dai voltei a ter o meu Ambrosio a conduzir a bicicleta enquanto eu me limitava a tentar nao entalar as nadegas nos ferros da bicicleta. Nao eh a sensacao mais agradavel, mas serviu para passear sem me cansar (muito). Por alguma razao, sobrevivemos. Descobri que nesse dia a Cat Power ia cantar algures e tive pena que o Tiago nao estivesse aqui para viver isso, mas rapidamente soubemos que ela tinha cancelado.
Fomos ao Museu Hermitage onde esta a coleccao do Van Gogh, era a exposicao pela qual mais ansiava e nao desiludiu. Fiquei foi a espera de encontrar a "Starry Night" mas deve estar noutro pais qualquer, preciso pesquisar na internet. Descobri tambem que ele pintava amendoeiras e lembrei-me que calhava bem uma amendoa amarga mas estes apetites dao sempre quando nao da para satisfaze-los. Fui mega rebelde e tirei fotografias a socapa com o telemovel no museu. Agora tenho montes de fotografias desenquadradas ou com reflexos estupidos. Mas valeu pela rebeldia da coisa. Se bem que havia pessoas a tirar fotografias bem a vontade e que ficaram bem melhores que as minhas concerteza.
Foi o dia de nos despedirmos do Rui, metemo-lo no comboio e eu e o Alexandre fomos comer space cakes. Quer dizer, fomos comer um queque de chocolate que custava 6 euros. E depois, em vez de irmos reclamar ao senhor a inutilidade daquele bolo, fomos dormir uma hora para poder aguentar ate o jantar. A idade ja nao perdoa, eu nao era assim. Ao jantar, por uma questao de dinheiros e apetites por comida de plastico, decidimos ir ao Burguer King. Havia dezenas pela cidade mas nos resolvemos demorar amis de meia hora para encontrar um. Ja referi que as ruas parecem todas iguais?
Com fast-food no bucho, fomos ainda a um bar mas dessa vez nao encontrei nenhuma senhora de meia idade que me enchesse o ego e entao fomos dormir para o hostel mega espectacular e foi assim o dia.
 
Ponto.

terça-feira, novembro 27, 2012

Amsterdam, day 1

Pois bem. Comecou a minha viagem pelas Holandas. Nao percebo um chavelho da lingua e esta um frio dos diabos. Logo no eroporto fiz dois amigos, um casal escoces la pelos 60 anos que me ajudaram a descobrir a linha do comboio. A diferenca para eles, è que estavam mais entusiasmados com a viagem e era ja a terceira vez que eles vinham aqui. Achei na minha cabeca que o entusiasmo era para chegar a uma coffee shop. Ou por causa do tempo magnifico, ja que ao contrario da Escocia, aqui nao chovia. Sei que o senhor estava contentissimo a falar sobre o cruzeiro que fez que passou pela Madeira e sobre, adivinhem la, o Cristiano Ronaldo. Quem diria. Ao entrar no comboio senta-se ao meu lado um rapaz que ouviu a conversa toda. Era colombiano, a viver no Saldanha em Lisboa e era dj um bar do Bairro Alto. Nao me falou do Cristy, mas viemos o caminho todo a falar do Falcao, do James Rodriguez e do Jackson Martinez. Obviamente, os melhores jogadores do mundo para ele. E eu so me lembrava da Gloria do Modern Family, va-se la saber porque. O rapaz estava tao entusiasmados como o casal escoces bonacheirao atras de nos, mas da parte dele percebi logo que essa alegria era motivada pelas duas coisas que qualquer pessoa associa a Amsterdao. Que alias, ele ja deve estar habituado la na Colombia, um regresso as raizes, portanto.
O meu hostel... ai, ai... enfim... è triste ser pobre mas o que me vale è que eu nao me importo. Fica logo no centro, numa rua com muito movimento e que, segundo o telemovel, a localizacao mais proxima chama-se Red Light District. Nao faco ideia do que seja. Peguei no mapa e calcorreei a cidade por umas horas ate enviar mensagem ao Rui que estava por estas bandas com um amigo, o Alexandre. Gostei da cidade, è mooooooito castica, com as fachadas lindas de morrer e as casa do res do chao sem janelas, ou seja, em qualquer rua temos um Big Brother numa casa de qualquer habitante normal. Fez-me um bocadod de confusao e de inveja, ate porque as casas sao LINDAS de morrer por dentro, esta gente è de facto dotada de muito bom gosto. Nalgumas janelas inclusivamente vi raparigas em roupa interior que acidentalmente se esqueceram de fechar as cortinas. Acho eu, quer dizer, algumas acenavam as pessoas da rua, se calhar era gente conhecida. Apercebi-me que ha urinois nas ruas mas achei por bem fazer o meu xixi num centro comercial, mas quando me apercebi que era preciso por uma moeda para entrar acho que nao resisti e soltei uma pinguinha. Gosto de dar estes detalhes. Ha muitas lojas a vender coisas de couro, ja percebi que è um material muito apreciado nesta cidade. Isso e lojas com cogumelos, eles sao pelos fungos. Gostei de ver os canais, as pontes e os patos e cisnes e quase fui atropelado 27 vezes, por bicicletas, eletricos e motociclistas. Algumas casas estao de lado. Pensei que estivesse a precisar trocar as lentes ou que tinha comido algum cogumelo fora do prazo, mas afinal as casas estao mesmo de lado. Sao uns rebeldes.
Precisei dormir 1 hora antes do jantar porque ja nao tenho idade para estas coisas. Festejei o aniversario do Alexandre e descobri que ele seria o meu colega e quarto e de passeatas nos 2 dias seguintes.
Para o dia 1 foi mais ou menos isso e eu estou a gastar um dinheirao para escrever isto no computador do bar irlandes do qual o meu hostel faz parte portanto ja chega. Esta a dar Lana del Rey e eu estou a gostar.

Agora adeus, beijos e abracos!