Mostrar mensagens com a etiqueta plantas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta plantas. Mostrar todas as mensagens

sábado, fevereiro 22, 2014

Last Christmas I gave you my heart...


... e passados dois meses fazes-me isto. 

Eu bem sei que é difícil aceitares o facto de eu ter dois amores e o outro estar num móvel com maior visibilidade, mas não havia necessidade de te despedires desta forma. Tentarei demover-te dessas ideias suicidas deixando-te um pouco à janela a apanhar os raios de sol deste sábado luminoso, na esperança que reconsideres essa tua despedida embrutecida. 

My gardening problems #562... Hunf!

quarta-feira, maio 01, 2013

Pedro, o Agricultor

Que as minhas façanhas no mundo da agricultura e da floricultura não eram famosas, já todos sabíamos. Na verdade, sempre que resolvo aventurar-me nos seus caminhos sinuosos, parto do princípio que não vai durar muito, apesar da constante esperança de que desta vez correrá melhor. Pois. Um belo dia resolvi plantar tulipas de Amesterdão, a esperança não era a maior deste mundo, mas os bolbos pareciam cebolas e se as cebolas crescem alegremente na minha cozinha mesmo sem terra, as tulipas teriam algumas hipóteses também. E apesar da confusão da Primavera que ainda não se decidiu se chegou ou não, os bolbos germinaram. Houve alguma apreensão para descobrir as cores das flores, já que havia comprado 5 exemplares, supostamente todos de cores diferentes. No cartucho dizia que podiam nascer brancas, amarelas, pretas, vermelhas, raiadas, sei lá, toda uma palete digna de arco-íris. Duas brancas e uma amarela foi o resultado, mas pelos vistos as outras duas, que dei aos meus pais, vieram de branco também. Lindeza, tanta pureza junta, mas eu estava à espera de algo mais folclórico e senti-me enganado pelo senhor do mercado de Waterloo, que estou a pensar voltar lá para reclamar. Isso e comer um bolo daqueles que eles fazem tão bem em Amesterdão que nos deixam com a cabeça à roda de tão "bons" que são. Ainda assim eu sou uma pessoa que recebe os seus rebentos de braços abertos e consegui tirar esta fotografia onde os meus três exemplares estavam lindos e maravilhosos. Quando digo "consegui tirar", não é por haver perninhas que as façam correr pela casa o que tornaria difícil apanhá-las as três juntas. A dificuldade que falo é em ter três flores vivas ao mesmo tempo. Isto porque no dia seguinte, uma delas começou a falecer. E em menos de uma semana, o resultado era o da fotografia seguinte. Vou aproveitar para justificar este fim com as mudanças bruscas de estação, elas ficaram confusas, pensaram que já era Outono de novo e então fizeram o que tinham a fazer. Isto não tem absolutamente nada a ver com o excesso de água que lhes dei, nadinha.




Já a buganvília, apesar de não ter crescido 1 cm que seja de um ano para o outro, ao menos resolveu florescer como era suposto. Ainda só tem um raminho chei'da flores, mas em breve estará maravilhosa na janela da Sé, isto se eu não me lembrar de lhe deitar adubo ou alguma coisa que a faça falecer também. É um caso de sobrevivência com sucesso.



Sei que não devemos ter preferidos, mas por agora a minha pimpineleira é o ex-libris cá de casa. Começou a germinar junto das abóboras, das cebolas e das batatas e resolvi dar-lhe terra a ver o que acontecia. E o milagre deu-se. E agora tenho na minha cozinha uma planta com ADN de Santana que me faz sorrir sempre que a vejo, pois faz-me lembrar a Avó Cristina e o seu quintal de onde veio a pimpinela. E só ficarei contente quando começar a dar frutos. 





terça-feira, fevereiro 19, 2013

Primeiros Dias de Primavera

É oficial, apesar de hoje ser 19 de Fevereiro, a Primavera chegou à Sé! Aquilo que até hoje parecia impossível está a acontecer. As flores e plantas desta casa estão a ganhar um vigor que ninguém acreditaria. Geração espontânea, perguntam vocês. Eu respondo, NÃO, com uma exclamação! Muito amor e dedicação, isso sim. Quer dizer, um dia alguma planta iria singrar nesta casa, após as tentativas goradas de ter palmeirinhas, manjericos e manjericão. 

Eis a "Fénix". Baptizei-a assim porque nem ela sabe quantas vezes já faleceu e voltou à vida. Neste momento está em franca recuperação e até ganhou um novo lugar na casa, junto à janela. O desafio será tentar que não fique com as folhas todas amarelas e morra pela 264ª vez, já que este era o local da falecida palmeirinha que padeceu durante alguns meses, mesmo depois da intervenção cirúrgica da Rute num dia em que veio cá a casa jantar.


A menta. A única erva aromática que ainda sobrevive, já que o manjericão e uma outra que não me lembro do nome (temos sempre preferidos, quer queiram, quer não). Também já caminhou diversas vezes pelo túnel da morte, mas consegui que ela visse a luz em todas elas. Deita-se um bocadinho de água de vez em quando e ouvimos os seus desabafos e é tudo o que ela precisa. Com sorte, na próxima estação terá folhas aceitáveis para que se possa fazer alguma coisa com elas. Para já, está uma espevitada.


As minhas tulipas de Amesterdão! Estão a grelar. É um milagre eu conseguir fazer estes bolbos germinarem. Tenho 4 no mesmo vaso, mas só vejo duas por agora. Não faço ideia das cores que vão sair, mas vou amá-las da forma que elas quiserem ser. Desde que não se armem em parvas e queiram ser cravos. Isso é que não.


A buganvília mirrada que resolvi plantar num vaso e pendurá-la no varandim estava sem folhas e flores há muito tempo. Pensei que nunca mais seria feliz nestas condições, mas reparei ao início da semana que estava a dar flor e folhas novamente! Estou radiante! A ver se este verão está toda florida como deve de ser.



E nesta alegre rebaldaria plantal, até as cebolas, as batatas e as pimpinelas se manifestaram. Já trepam coisas e tudo. Já não servem para comer, mas à falta de animais de estimação, servem para fazer companhia. Se as abóboras e os limões grelassem, seria um fungagá, mas para o bem de todos, ainda bem que não. 

E o instagram torna tudo tão mais bonito!

domingo, março 21, 2010

Os seres vivos da Madalena


Ora bem, façamos as contas dos seres vivos que moram na casa da Madalena:

1 - Rúben
2 - A minha pessoa
3 - Um aloé vera
4 - Uma planta do Porto Santo
5 - Uma lata de trevos de 4 folhas
6 - Um bicho que faz buracos na parede
7 - Milhares de bichinhos brancos nos móveis
8 - Uma osga chamada Olinda
9 - Fungos de várias cores e feitios
10 - Os peixes

Feitas as contas, vamos agora tentar descobrir quais são os que estão a mais. Têm 30 segundos para analisar bem. Já está? Óptimo.

Não começo a minha análise pelo Rúben, pois esse até paga renda e tem direito a cá estar.

O aloé que eu comprei há uns meses com tanto carinho, na intenção de tentar descobrir se é possível existir vida para além do ser humano dentro desta casa, veio provar que sim, é possível. Porém, penso que sofre de nanismo. Só lhe vi crescer uma folha que tem agora uns 7 cm e começa agora a despontar uma outra. É muito atrasadinho o Aloé. E pior é que durante este Inverno que JÁ TERMINOU, resolveu criar bolor no belo vaso, devia sentir-se muito sozinho.

A planta do Porto Santo, essa sim, a primeira planta a entrar em casa e não o Aloé como eu disse em cima. Quer dizer, a primeira depois do manjerico dos Santos Populares que morreu, acredito eu, pelo sal na terra que os vendedores põem propositadamente para secar a planta. Não me lembrava dele, mas agora também é tarde para eu emendar o que escrevi em cima. Voltando à planta do Porto Santo, uma daquelas que com folhas rechonchudas que guarda muita água, não era à partida um grande desafio. Mal precisava regá-la para garantir a sua sobrevivência. Pequeno problema, quer-me parecer que, apesar de eu mal a regar, ela afogou-se na própria água o que é uma forma terrível de morrer aos poucos, apodrecendo de baixo para cima. Ainda tem uns raminhos mas penso que o destino está traçado. Aproveitei e amputei uns ramos que pareciam ainda vivos e espetei-os no cântaro do Aloé, é a última tentativa de salvar a recordação do Porto Santo e dar um amigo novo ao Aloé que agora vai perder os fungos com a chegada do Verão.

Os trevos de 4 folhas, há um mês atrás estavam a germinar e eu contava-os um a um. Agora murcharam todos, não percebi se por excesso de água ou por falta dela. Para todos os efeitos, já não sou supersticioso.

Um destes dias descobri um buraquinho no parapeito da janela. De perto, vi a cabeça de um bicho com corninhos que aos poucos, trazia para fora do buraco umas coisas pretas que não percebi se eram as necessidades do bicho ou a madeira que ele resolveu roer. Enfrentei o bicho e acho que se intimidou, mas só até o dia seguinte quando ele fez outro buraco ao lado do outro. Esperemos que seja apenas um e que não esteja a constituir família.

Já os bichinhos brancos nos móveis que mais pareciam caspa, apareceram do nada e numa hora que mais me apetecia era deitar os móveis fora. Tive de bater à porta da frente para pedir à Deolinda um insecticida e pelo andar da coisa, parece que serviu. Eles morreram e só tive de limpar os cadáveres. Até ver.

A osga Olinda ainda não apareceu este ano, mas aposto que está a hibernar algures nas telhas das águas furtadas, à espera de sol e de apanhar as janelas abertas para voltar a entrar cá em casa à noite com aquela pele asquerosa. Ainda estou para perceber como é que aqueles Varanos de Komodo trepam até o 4º andar de um edifício. Bem que podiam, ficar nos andares abaixo. Já me imagino a apanhar sol no telhado e de repente a apanhar a Olinda ao meu lado de óculos de sol a curtir o calorzinho. E claro, imagino-me a aterrar na Rua da Madalena, porque certamente que o meu primeiro instinto será atirar-me.

Os fungos e bolores, ainda andam pelas paredes e por vezes nos casacos ou objectos que raramente são mexidos, mas eles sabem que a luta deles está a chegar ao fim, agora que vai chegar o sol e o calor.

Os peixes, que são os seres vivos cá de casa que menos aborrecem, continuam a nadar na sua bola, às vezes com água limpa, outras vezes nem por isso. Também passam a vida a defecar, os bichos. Ainda não têm nome, mas também não os quis baptizar antes de chegarem ao 3ºmês de sobrevivência nesta casa, porque a julgar pelas plantas, o jeitinho não é muito.