sábado, dezembro 18, 2010

Lista de Presentes de Natal

Querido Pai/Mãe/Irmão/Colega de casa/Primos/Tios/Avós/Amigos Natal,


este ano tenho sido muito torturado pelas coisas e pelo telhado da minha casa e por essa razão concluí que mereço as prendas que te vou pedir. Com jeitinho até te deixo os preços para não levares dinheiro a menos quando resolveres ir ao Colombo a 6 dias do Natal. Não vá o diabo tecê-las (e ninguém gosta do diabo nestas alturas), aconselho a se despacharem antes que esgote!



Olha é assim: estou FARTO de telemóveis Touch que deixam de funcionar constantemente. Quero voltar ao teclado normal, até porque tenho dedos de monstro das bolachas e motricidade fina não é comigo. Quando clico na letra "R" gosto que apareça o "R" e não a letra do lado. Quero também voltar aos Nokias derivado que nunca me deram problemas no passado.


Viagens:

Abaixo aparecem imagens de Paris, Nova Iorque e Singapura mas deixo em aberto a possibilidade de me oferecerem viagens para outros destinos. Grécia, Itália, Austrália, Nova Zelândia, Croácia, Indonésia são outros exemplos igualmente viáveis. Singapura era só mesmo por causa do Rui Silva que vai para lá, mas pensando melhor, ali à volta tem a Malásia, Filipinas, Tailândia e essas coisas que parecem ter praias melhores, portanto deixo em aberto. Surpreendam-me!



Concertos:
Vá, sempre tenho alguns presentes mais acessíveis. Depois de um ano mega preenchido com festivais e concertos muito bons, nada como começar o ano com Joanna Newsom no CCB, Deolinda no Coliseu e Katy Perry no Campo Pequeno. Estão livres para oferecer bilhetes para qualquer um deles, mas para a plateia que eu gosto é de pular. Principalmente quando a Joanna Newsom começa a tocar a harpa.


E quem perdeu o iPod, quem foi??? Pois, não sei se perdido ou roubado, sei é que se alguém ficou com ele, ficou com um aparelho que só funcionava quando lhe apetecia. Estava já rachado e parava as músicas a meio e só quando estava sem bateria é que conseguia voltar a desbloquear. Mas era lindo. E tenho muitas recordações. Porém, as minhas lágrimas poderão ser contidas se encontrar isto no sapatinho, aproveitem a oportunidade da Fnac que este até vem com auscultadores dos que eu quero!
EU QUERO TANTO UMA BICICLETA DESTAS! Pelas mais variadas razões, mas principalmente porque não tenho espaço em casa para guardar uma das outras que não se podem desdobrar. ADORO!
Concebido para se deslocar na cidade / lazer e facilitar a arrumação em espaços reduzidos. Ideal para os transportes públicos. 249,95 (Decathlon)

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Hoje Já Me Senti:






cheio de energia,


cansado,


com sono,


alegre,


revoltado,


enojado,


alienado,


eléctrico,


aborrecido,


zangado,


mal-disposto,


com fome,


importante,


insignificante,


íntegro,


irritado,

nostálgico,


diferente,


valorizado,


desvalorizado,


afectado,


insultado,


acarinhado,


infantil,


profissional,


carente,


amigo,


vazio,


sortudo.




Não necessariamente por esta ordem.


domingo, novembro 28, 2010

"Adeus"





Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mão à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.

Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.

Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.

Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor...,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.

Adeus.



Eugénio de Andrade

sexta-feira, novembro 26, 2010

Jardim Zoológico da Madalena


É oficial. Moro com a Cruela Devil versão masculina.

Já não bastava um texugo no sofá, uma zebra no quarto e agora o Tiago resolveu adquirir um casaco de pêlo de ratazana. Por pouco não era chinchila, mas aí, em vez da PETA, o Tiago teria problemas comigo. Agora ele anda atrás de mim com o casaco a dizer que veio de "Bambis" que faziam mal às criancinhas e como tal, mereciam a morte. Mas eu continuo a achar que é pêlo de ratazana. Enquanto não houver alguma coisa que pareça ter vindo de uma cobra, a coabitação está assegurada. Até ver.

Early Christmas Present



How could you let her touch you
In a place you didn't want touched
How could you let her get so close to you
That she could kiss your neck
And kiss it gently
And kiss it gently
And kiss it gently

How could you take her number from her
When you met her in that bar
How could you offer her a drink
And then the front seat of your car
And kiss her gently
And kiss her gently
And kiss her hard

How could you lie to me right to my face?
How could your best friend's ex-girlfriend's
Younger sister's mate, know before I did?
Before I did
Before I did

How could you string me along for so long
For just over eleven months
How could I be so stupid and sublime
You know I think I had a hunch
About this anyway
About this whole thing
About this girl

I thought that it was just a phase
You were so distant and so cold
I thought that it was just your age
And the fear of getting old
You acted different
You were so different
You were impatient

And you lied to me right to my face
And your best friend's ex-girlfriend's
Younger sister's mate, knew before I did
Before I did
Before I did

'Cause if you run into the eye of the storm
To get round the back
You better hit the floor
'Cause screaming
No, I can't take it
I can't take it
I can't take it anymore
'Til your eyes and your mouth is sore
Doesn't help anyone
Doesn't do anything
But you'd do something else
If you only could

And I wish I could grow up
Wish I could be well behaved
But every time I look him in the eye
I send him to the grave
And that pretty, pretty girl
With her nice neat lips
With your eyes on her chest
And your hands on her hips

This itch, this burn
This pain, this strain
Dealing, turned out
That we don't need to
Help it go away
So that's what
Leaving me
The gift you gave him

I can't take it
I can't take it
I can't take it anymore [x8]

A Loucura das Sextas-Feiras


"Dormir, dormir, dormir" é o mote. E eu faço-o como ninguém. Excelente para recuperar de uma semana de trabalho intensivo, cheio de faltas injustificadas ao ginásio. Não minhas. E agora que perdi a luz do dia, mais uma vez, nada mais me resta senão arrumar a casa, aproveitando a energia recuperada. Não que eu goste, mas o Tiago obriga-me a gostar.

Ainda estou um pouco de costas voltadas para as noites de Bairro, muito mais para as de discotecas. Excelente oportunidade para uma amêndoa amarga enquanto limpo a cozinha e desbravo os caminhos do meu quarto. Huuuum, e agora estou a aperceber-me que tenho ali os licores da Avó Juliana, que apenas existem pela Laura se andar a esquecer de passar aqui por casa, e estão a piscar-me o olho numa tentativa de sedução, até agora muito bem sucedida. Principalmente aquele de tangerina, está com um ar particularmente sensual.

E estou a pensar no triste estado do closet, ainda com o esqueleto do armário de pé, porém ainda sem as divisões para a arrumação. De falar nisso, estou particularmente assustado com cerca de 3/4 do meu guarda-roupa. Everything must go. Com urgência. Se alguém estiver a precisar de panos de pó, tenho um excelente monte de t-shirts que estão mesmo a pedir para se transformarem em ripas de tecido com alguma utilidade.
E este blogue está-se a tornar digno de um dono-de-casa desesperado. Não fosse trabalhar amanhã e ia dançar ao som de Roisin Murphy com o Tiago a noite inteira. Ou pelo menos o que a minha idade permitisse.

Vá. vou embora.

sexta-feira, novembro 19, 2010

Já Vos Falei da Minha Cama?


Continuo em lua-de-mel com ela. Continua pura e imaculada e fiel somente à minha pessoa. E o que gosto mais nela? É que vem com livro de instruções e sei que a qualquer momento posso folheá-lo para saber como lidar com ela. É como partilhar a vida com alguém que mantém sempre o livro aberto e não tem segredos a guardar. E ainda por cima tem um grande interior. Tão grande que até cabe lá um colchão, edredons, roupa de cama e ainda fica espaço de sobra.

Confesso porém que nesta tarde de sexta-feira que não fui trabalhar troquei a cama pelo sofá e dormi nele umas valentes 4 horas e picos só para não gerar uma guerra de ciúmes entre o mobiliário cá de casa. O que não significa a minha falta de fidelidade para com o melhor sommier de todos os tempos na divisão ao lado da sala.


Por agora vou deixar-me apaixonar pelo móvel da roupa que ainda está empacotado à espera de ser montado e acho que ele não está com intenções de se montar sozinho. Qualquer coisa, estarei enfiado no closet num espaço mais pequeno que o bunker do Saddam a tentar montar, na vertical, aquele que será o melhor armário de todos os tempos.






IMAGEM:
© Corbis

Sexta-Feira à Tarde

Hoje tenho uma tarde livre. É verdade. Foi difícil mas agora espera-me uma tarde jogado no sofá a comer todas as porcarias do mundo e a vegetar enquanto vejo Simpsons ou algo que me entorpeça os neurónios. Eu mereço.

quinta-feira, novembro 11, 2010

A Minha Cama

É a minha mais recente paixão. Adoro-a. Só não digo que a amo porque a relação ainda é muito recente e não quero apressar as coisas. Estamos naquela fase em que apenas queremos estar um com o outro, passo o dia a pensar nela e a imaginá-la a receber-me em casa ao final de um dia de trabalho cansativo com os seus lençóis frescos e bem arranjadinhos. Adormecemos os dois abraçados, normalmente eu por cima dela, mas ela não se importa com o peso. De manhã é um drama quando temos de nos largar, cada despedida é digna de um filme oscarizado. Mas alegra-nos saber que ao final do dia estaremos novamente juntos. Só eu e ela.

quarta-feira, novembro 10, 2010

A Melhor Cama de Todos os Tempos


Já está. É a primeira cama de casal MESMO minha, só minha! Demorou uma horas a ser montada, e isso graças ao Fernando, senão teria sido necessária uma semana completa certamente. Estou até a pensar desmarcar os treinos da manhã só para ficar a aproveitar bem o colchão novo. O processo de construção da cama foi doloroso, principalmente quando o Fernando dizia "Ai, não acredito", mas depois saía-se com um "Ah, espera afinal está bem", voltando novamente à frase inicial. O meu coração sofria pequenas taquicárdias uma após a outra, mas sobreviveu o suficiente para poder escrever este post. E agora estou a morrer de sono, vou deixar-me afundar naquele colchão maravilhoso, com a chuva a bater no telhado.

Até amanhã, beijinhos e abraços.

terça-feira, novembro 09, 2010

Móveis Ikea


Aguarda-me uma longa noite de montagens do Ikea. O Fernando não sabe onde se meteu quando se ofereceu para ajudar, quer dizer, a ideia dele de que os móveis Ikea são puzzles divertidos de montar talvez justifique. Eu agradeço. Não que não goste de montar puzzles, que eu adoro, mas porque nestes casos, todas as peças me parecem iguais. Deviam existir móveis tipo tendas da Quechua, abríamos e jogávamos ao ar e tcharaaaaam, já estavam prontos a ser utilizados. Fica a ideia no ar.
Imagem: Corbis

sábado, novembro 06, 2010

Eu é que vou ser o próximo Ídolo do meu bairro


"Olá, o meu nome é Pedro e venho da Madeira apesar de morar em Lisboa no momento. Cantar sempre foi o meu sonho de criança, desde os 6 anos que canto nas festas de Natal da escola, pegava no estojo e fingia que era um microfone, no fundo sempre esteve lá o bichinho. O meu sonho é fazer vida da música e não me vejo a fazer outra coisa qualquer. Pisar o palco é uma emoção indescritível, sinto que nasci para isto. A minha família sempre me apoiou e foi por causa dela que sempre gostei de música. O meu pai sempre cantou no banho e a minha mãe costumava cantar para eu adormecer. Até o meu irmão tocava flauta, por isso acho que está no sangue. A minha mãe sempre me disse que eu a emocionava ao cantar e é ela que mais me dá força neste caminho ao dizer que tenho uma voz maravilhosa. É ela e a minha avó. Gosto de muitos tipos de música, desde Leona Lewis até Lady Gaga. Esta é a oportunidade da minha vida, chorei tanto ao saber que tinha sido seleccionado e sei que não vou decepcionar os júris nem os meus fãs, vou dar sempre o meu melhor".

CÓDIO!

E esta Operação Triunfo está muito fraquinha, fraquinha, a precisar de uma Susan Boyle para rebentar com aquilo tudo.




IMAGEM:
© Rune Hellestad/Corbis

Pedro no Ikea


Adoro. Adoro ir ao Ikea. Principalmente se tiver dinheiro. Ir ao Ikea sabe quase tão bem como ficar preso numa loja de chocolates e ter de ser obrigado a alimentar-me de Milkas, Nestlés e Cadbury's. Uma pessoa pode até nem estar muito motivada em ir comprar coisas para a casa, mas ao chegar à loja é incapaz de resistir àquele móvel que fica tão bem no cantinho da sala ou àquele armário com uma arrumação tão boa para aquelas roupas que estão jogadas num canto por falta de espaço próprio. Cada recanto parece maravilhoso e encontramos sempre qualquer coisa que achamos que nos faz imensa falta, pelo menos a partir do momento em que as vimos. Quase apetece ter uma casa com 30 metros quadrados como as que eles constroem, conseguindo torná-las muito funcionais e acolhedoras. Por outro lado, apetece ter uma casa com 10 quartos, 4 casas-de-banho, 3 cozinhas, 6 salas e um jardim gigantesco só para termos espaço para pôr as coisas todas que nos apetece comprar. É moito.
O meu propósito esta tarde era comprar um armário para roupa e uma cama e apenas isso já faria um rombo no orçamento que me obrigaria a alimentar de pão e água o resto do mês. Consegui fazê-lo. Não comprei outras coisas extras. Mas tive de pedir nalguns momentos a pessoas à minha volta que me agarrassem e arrastassem para outra divisão da loja, até porque, para além da algibeira esburacada, não tenho espaço em casa para meter muita coisa. Outra coisa fantástica de cada viagem ao Ikea é conduzir aqueles carrinhos onde pomos as compras, dando uma corrida de balanço e depois subindo para cima deles, deslizando pelos corredores fora sem correr o risco de deitar ao chão uma pilha de latas de ervilhas ou uma montanha de pacotes de Chocapic. Agora vou ter uma cama das grandes pela primeira vez na vida, com um colchão que apetece saltar em cima a toda a hora e não corro mais o risco de cair no buraco que por vezes se formava entre os dois colchões individuais que tinha. Vou ter também um armário onde as minhas camisas e calças poderão, pela 1ª vez em Lisboa, ser penduradas em vez de empilhadas num móvel que nem tinha tal função. Foi tanta a tralha comprada para o armário que na hora de pagar escapou à senhora da caixa o varão do armário, algures entre o colchão e os muitos caixotes e tive dessa forma um "desconto" de 4 euros. Mas o melhor mesmo, será quando eu, Pedro Alexandre, tiver de montar a cama e o armário sozinho. Aponto para os 4 ou 5 dias a resolução desse imbróglio onde me fui meter. Mãozinhas para ajudar serão bem-vindas.





IMAGEM:
© Images.com/Corbis

Hoje é Sábado!


E EU NÃO ESTOU A TRABALHAR!

É hoje o dia. Não há volta a dar. O Tiago estabeleceu e não posso fugir. A casa precisa mesmo ser arrumada e limpa. Principalmente o quarto onde por acaso eu durmo. Segundo palavras do Tiago, a casa parece o Faroeste com bolas de cotão de tamanhos de ovelhas a rebolar pela casa. O meu quarto desapareceu no meio da confusão e eu não tenho andado muito empenhado em encontrá-lo, mas receio que esteja nos bolsos das calças que estão a lavar neste momento, curiosamente a lavagem da roupa é capaz de ser a única actividade que realmente tenho em dia e mesmo assim já existe um Evereste de toalhas e roupas à espera de serem escaladas e arrumadas no armário que eu não tenho mas gostava de ter. Está um dia de sol fabuloso e eu queria ir apanhar conchinhas mas não tenho carro que me leve até à praia e nem o anúncio "Quero ir à praiaaaa" no Facebook serviu para convencer alguém a conduzir-me até lá. Tenho de passar a ser mais incisivo, mas depois ainda corria o risco de ter alguém que nem é muito meu amigo a oferecer-se e eu depois teria de arranjar alguma desculpa esfarrapada "Huuum, sabes, afinal já não me apetece muito, diz que o sol está de cancro de pele e eu não tenho protector factor 60". Esta casa precisa de calor humano e ausência de pó. Hoje vamos às compras gastar dinheiro, Pai, Mãe, já estou sem dinheiro de novo, não há ordenado que chegue a meio do mês! Preciso de uma cama e um móvel e um sifão novo. E uma cortina de banho que chegue até ao chão, já que a última que comprei dista uns 30 cm, o que transforma a casa-de-banho num Aquaparque toda a vez que alguém se banha. É isso e a chuva que corre pelas paredes. É bom que não chova muito este Inverno senão vamos ter problemas com o senhorio e o seu "lazy eye" que tanto atormenta o Tiago. Já eu, desisti de o olhar nos olhos, ficava zonzo cada vez que o fazia.

É verdade, já disse que ADORO morar com o Tiago?

Bem, vou pôr mãos à obra e aproveitar a embalagem do pequeno-almoço tomado há minutos atrás para dar um ar decente a este antro. Até porque o Tiago já está a lavar coisas lá dentro e eu ainda estou a escrever no computador. Mal sabe ele que vou pôr música aos berros e cantar durante todo o processo de limpeza. Dou-lhe um mês para se mudar de casa ou no pior dos cenários, se atirar da janela aos gritos de pânico por não me conseguir calar.


Foto: nataliedee.com

Tu sabes-lia bem!

Estás é a precisar de jantares em casa, dvd's, jogos de tabuleiro, amigos daqueles mais antigo, galas ds Ídolos e Operações Triunfos, idas ao cinema e planos mais familiares porque isto de andar pelo Bairro e afins não está a ser moooooooito bom, como deveria sere!

domingo, outubro 31, 2010

Ídolos 2010


Confesso, sou daqueles que se sentam à frente da televisão todas as semanas para seguir com a máxima das atenções o programa. Este ano parece-me que finalmente conseguiram juntar um grupo de finalistas bastante coeso e equilibrado, à excepção de um ou outro caso que lá se poderão safar uns tempos por serem os fofinhos que vão passando de gala em gala sem saber bem como. Curioso é o facto de parecer que os concorrentes foram quase todos seleccionados em Cascais, no Estoril e no Restelo, com apelidos de famílias de bem e que no final de contas, parecem ser todos primos uns dos outros. Estou bastante curioso para ver o que vai acontecer daqui para a frente.
Já os júris, continuam iguais a si próprios. A Roberta Medina, não percebendo muito de música consegue ter a sensibilidade necessária para avaliar sem tentar armar-se em coisas que não é. O Manuel com cara de que todos lhe devem mais ninguém lhe paga, de braços cruzados ou mão no queixo, mesmo quando diz bem de alguém fá-lo com cara de quem está prestes a vomitar de tédio. Tudo o que canta Rui Veloso ou Jorge Palma merece ser o Ídolo de Portugal e para quem percebe tanto de música surpreende-me a ignorância relativamente a várias músicas que já passaram pelo programa. Seria difícil tentar estudar um bocadinho com antecedência o que vai ser cantado nas galas? Se calhar evitava alguns constrangimentos desnecessários. Se os concorrentes parecem primos uns dos outros então o Laurent parece o tio da família. É provavelmente o membro que obtém maior consenso, nota-se que percebe de música, não é agressivo, é construtivo e não se põe em bicos dos pés. O Pedro, esse percebe, na melhor das hipóteses, tanto como eu de música. Tem o que falta ao Manuel, procura pesquisar sobre as músicas e os artistas antes do programa mas depois sente a necessidade desmesurada de descrever coisas que não interessam nem ao menino Jesus. Tem piadas preparadas para lançar a quem apanhar pela frente utilizando metáforas muito mal construídas. Há pessoas que não têm piada por muito esforço que façam e ele é exemplo vivo disso. Escreve-vos um comentador pouco qualificado para isso, é verdade, mas afinal de contas todos temos direito à nossa opinião de sofá.

quarta-feira, outubro 27, 2010

I wish you'd never forget the look on my face when we first met


Continuando a parte da “espiral de emoções”, e sendo eu um agarrado ao passado e à nostalgia das coisas boas que já vivi, não pude deixar de lembrar antigos “aniversários”. E escrevo sem guardar mágoa e abstraíndo-me de outras memórias que geraram cicatrizes difíceis de sarar. Faria hoje 2 anos. Recordo-me do sorriso tímido que me cativou, naquela “esquina” onde pela primeira vez nos falámos. Da emoção das primeiras mensagens trocadas. Do “Love and Other Disasters” que ditou o primeiro abraço que se viria a repetir em muitas outras noites frias do Inverno estava a começar. Daquelas pequenas coisas que acabamos sempre por encontrar em comum quando nos apaixonamos, aquela música que achávamos que mais ninguém conhecia, aquele poema que nos deixa a flutuar, aqueles sonhos de viagens pelo mundo fora. Aquela fase em que nos parece que “muitos mais é o que nos une que aquilo que nos separa”. Tornámo-nos patetas alegres nessa altura. Foi apenas há dois anos apesar de parecer que foi há décadas. E mais não me apetece escrever. Vou guardar essa parte e acreditar na sinceridade dessas memórias.
Eu sabia que não deixaria de escrever sobre isso, sou sempre a mesma coisa.

What Goes Around, Comes Around

É final do mês e já estava a precisar de uma folga. Ou neste caso 5 folgas. É o culminar de uma temporada muito atribulada onde apenas descansei um dia nos últimos 38. Estou muito próximo de me tornar aquilo a que se chama um “workoholic” (escrevi direito? Não tenho internet para verificar agora – sim, estou a escrever isto no Word e provavelmente não me irei certificar na hora de publicar), o ginásio tornou-se a minha primeira casa mas não é algo que me preocupe seriamente porque eu tenho o privilégio de estar a fazer uma coisa que realmente gosto. E qual será a percentagem de pessoas que trabalha aquilo que o deixa realizado nos dias que correm? Já não é mau de todo ter um trabalhinho que dê para as despesas, mas nisso eu não sou esquisito. Ainda um dia destes (acho que ontem, isto de trabalhar muito acaba por fritar os miolos de uma pessoa e a noção de tempo dilui-se por completo) conversava com um sócio sobre o facto de trabalharmos na área em que investimos e se nos víamos a fazer o que fazemos o resto das nossas vidas. Sinceramente não me vejo como Personal Trainer até o fim dos meus dias, porém, não me vejo a fazer nenhuma outra coisa neste momento nem nos próximos que se avizinham, a não ser que ganhe o Euromilhões e decida dar a volta ao mundo durante um ano, e aí sim, teria uma boa razão para me tornar oficialmente um turista profissional. Ou vadio profissional. Algo por aí.
Voltando ao que interessa, não posso deixar de escrever sobre o sucesso progressivo que tenho vindo a atingir, não apenas monetariamente, mas também como pessoa. Estou num momento de êxtase. Estou a trabalhar com alguns colegas fantásticos que têm estado por perto quando preciso. Tenho sócios que confiam em mim e que chegam aos treinos com uma energia brutal que acaba por me contagiar para o resto do dia de trabalho, da mesma forma que eu me esforço sempre para transmitir a energia e motivação que por vezes lhes pode estar a escapar. Tenho tido o reconhecimento para o qual tenho trabalhado, estou, em abono da verdade, a colher o que plantei durante os últimos 6 meses. Tenho-me enriquecido enquanto profissional e enquanto pessoa. Vivo muito da satisfação das pessoas para as quais trabalho e receber um elogio é para mim algo que me preenche e me dá alento para não me acomodar e continuar a procurar a evolução. Ainda ontem, o dia em que “fechei a loja” para férias, recebi o elogio de uma das pessoas que eu mais queria receber. Falou-me acerca do meu real interesse naquilo que faço, na preocupação verdadeira com as pessoas com as quais lido e que isso apenas acontece quando fazemos uma coisa que realmente gostamos e quando tivemos uma boa formação/educação de berço. Fez questão que eu passasse essa informação aos meus pais e foi o que eu fiz. Imagino que seja algo que os faça sentir realmente orgulhosos e que os deixe com a sensação de dever cumprido em relação ao seu papel enquanto Pais. Nisso sou obviamente um sortudo.
Acredito no Karma, “What goes around, comes around” e, modéstias à parte, acho que já estava na altura de estar a viver este momento de felicidade pessoal e profissional. Ando numa espiral de emoções muito boas e sinto-me muito, muito feliz com isso. Agora apenas preciso de descansar a cabeça e o corpo. Isto se conseguir, já que estou metido no avião, provavelmente a sobrevoar Espanha ou França e daqui a pouco tempo aterro em Berlim para me reencontrar com a Nádia, minha amiga do peito com quem pretendo explorar a cidade, até porque não tive tempo para tirar sequer um mapa da cidade.

Como diria a tatuagem da Laura, Live Life, Love Life”.

sexta-feira, outubro 22, 2010

Pedro lavs Sofisabeli (pa sempri, como a Olinda)

Passear contigo, amar e ser feliz, turu, turu, turu, turu, tu, tu!
É o tudo o que eu quero na vidaaaaaaaa!

Tudo começou com uma saída de casa carregados de lixo derivados que esta casa é uma lixeira onde por acaso algumas pessoas vivem. Se o meu colega de casa lê isto, sou despejado mesmo antes dele vir para cá morar. Pela janela qué piori. Colega de casa, não leias isto. Até porque te estou a tratar como "colega de casa" e não como "amigo". Resolvi convidar a Sofisabel a levar os esferovites do frigorífico novo para o lixo, não que eles ficassem mal no mini-corredor cá de casa, mas a Laura já passava o dia a pontapeá-los e eles caíam tipo dominó a toda a hora. Por mim até ficava com aquilo para esfarelar e fazer neve de fingir nas decorações de Natal, mas ainda não temos aspirador aqui em casa e eu não gosto de usar a vassoura. Sofisabel entendeu que havia um ecoponto amarelo em direcção do Martim Moniz, onde ela queria comprar uma capa para o telemóvel "Made in China". Primeiro de tudo, aprendi que o esferovite pode ser colocado no contentor amarelo. Aprendi que afinal não precisamos de passaporte para atravessar da Rua da Madalena até o Martim Moniz, apesar das coisas, ainda estávamos em Portugal. E tamãe aprendi que não existe nenhum ecoponto no Martim Moniz, o que nos fez passear pela cidade com bocados de esferovite maiores que nós. Ainda tentámos deixá-los encostados a uma parede enquanto entrávamos nas 685 lojas de telemóveis que existem na zona, na esperança que alguém os roubasse, mas não tivemos sorte. Entre o medo de ser assaltados e de nos vermos livres dos coisos, lá encontrámos uns caixotes do lixo normais onde nos esquecemos acidentalmente dos ditos cujos e rapidamente escapulimos para uma parte de Lisboa com portugueses que falavam português de verdade. Sempre de braço dado como manda a regra e a salivar pelos brownies da Haagen-Dazs que viríamos a devorar momentos depois. Era suposto eu descrever também a nossa ida à Fnac, à loja da Catarina Portas, ao Gato Preto (onde comprei coisas para a casa e senti que era Nataleeeeee), mas já não tenho paciência de escrever mais nada, até porque este post já foi interferido quinhentas vezes pela Laura FARIA que chegou a casa e não me deixou em paz um só momento. Entretanto descobri, com alguns meses de atraso (as usual) que até gosto do Waka-Waka da Shakira para grande descontentamento de quem se cruzar comigo nos próximos dias. Este foi um post de encher chouriços, mas é o que dá ter uma tarde livre, EU JÁ NÃO SEI VIVER SEM O MEU TRABALHO e depois dá-me para estas coisas e juro que ainda nem bebi nada hoje além de água del cano. Ah, e um chá de umas coisas.
Ah, e como estou irritado com o meu telemóvel que não deixa passar as fotografias para o computador, não ponho fotografia nenhuma a ilustrar este post, até porque nada substituiria a Sofisabel com o seu esferovite XXXXL com o Martim Moniz em pano de fundo.

quinta-feira, outubro 21, 2010

O Meu Novo Instrumento de Tortura


"Hoje sonhei com exercícios com elásticos. Depois fui à recepção e pedi para mudar de Personal Trainer, mas só tinham 2 raparigas e 1 rapaz carioca que só podia dar treino às 5h da manhã e aí eu não quis"


É oficial, as pessoas começam a sonhar comigo e não é pelos melhores motivos. De facto é uma proeza digna de registo o facto de fazer parte do subconsciente de alguém após apenas 3 treinos, onde, de facto, os elásticos estiveram presentes. Eu, que durante algum tempo tive muitas reservas em relação à utilização de elásticos, julgando-os poderosas armas "arrancadoras de olhos", descobri agora as maravilhas que eles podem proporcionar e utilizo-os como uma poderosa arma de deixar as pessoas em forma. No entanto, toldado pelas maravilhosas potencialidades desse tipo de treino, tornei-os na mais temível forma de tortura contemporânea. Os sócios tremem quando me vêem a caminhar em direcção ao canto do sofrimento e rezam para que, assim do nada, apareça algum Personal Trainer que se açambarque de todos os elásticos que estão presos ao poste e me impeça, mesmo que temporariamente, de ser feliz por alguns minutos. Não que eu deseje o sofrimento das pessoas, longe de mim, eu só quero o bem delas. Todavia, o meu sorriso apresenta uma relação directamente proporcional à
cara de sofrimento da vítima, digo, cliente.
(Foto: Corbis)

Don't Stop Dancing


Com uma timidez marota de miúda de 6 anos entra pela sala trazendo consigo aquele sorriso que deixa um rasto de luz por onde passa. Ninguém diria que por atrás daquele sorriso se escondiam cicatrizes que na maioria dos casos nunca teriam hipóteses de cura. Fala delas, não com orgulho, mas com a felicidade delas se terem tornado marcas importantes para a sua construção enquanto pessoa. Como se tivesse sido a melhor coisa que lhe tivesse acontecido. Largou os andarilhos e as bengalas que lhe impingiram e aprendeu a andar por si própria, renascendo das cinzas tal e qual uma fénix, vaidosa pelas suas conquistas. Vestiu as suas asas e percorre agora os caminhos que lhe queriam proibir com uma teimosia deliciosa.

Vive agora o momento da sua vida que não parece ter fim à vista. Gosta de sair à noite para assistir a concertos intimistas em bares recônditos onde todos a conhecem ou passam a conhecer. Não perde o rumo nem a verticalidade com os elogios que lhe tecem, mas energiza-se com eles. Mas é o típico caso de quem retribui em duplicado tudo o que de bom lhe dão.

sábado, outubro 09, 2010

Jantar de comemoração dos 100 anos e 3 dias da República Portuguesa

Eu que sou uma pessoa que gosta de viver as coisas boas da vida, achei por bem organizar o jantar de comemoração dos 100 anos e 3 dias da República, até porque isso só acontece uma vez na vida e se não o fizesse nunca poderia voltar atrás. E eu não sou menino para viver arrependido pelas coisas que não fiz, tirando umas poucas centenas de coisas.

Resultado do jantar:

- Vizinhos a bater pela primeira vez à porta por causa do barulho;

- Mensagens trocadas por pessoas no auge da bebedeira a dizer as barbaridades que se costuma dizer nessas circunstâncias;

- Alguém caído antes do tempo na cama da Laura (porém, sem a Laura);

- Fumadores na sala, algo inédito que eu permiti porque me apanharam bastante bem-disposto e porque chovia a cântaros e não dava para irem para a janela ou telhado;

- Novas paixões (?) despertadas;

- Fondue de chocolate com frutas que é sempre afrodisíaco;

- Comida do sobra para outras celebrações;

- Fotografias tiradas em modo auto-bronzeador;

- Swing de quartos de dormir.



Arf, já chega, as fotografias é que devem estar bonitas, devem.

Entretanto, a casa está um caos e por causa da chuva já começo a ficar com montanhas de roupa para lavar. E ao pensar nisso, mas pouco me importando com tal facto, preparo-me para outro evento social que está aí mesmo a explodir. Não pára, não pára!

sexta-feira, outubro 08, 2010

"I Love Paris in The Rain"



Quer dizer, acho que iria gostar. Deve ser uma imagem gira andar a saltar pocinhas nas ruas de Paris e depois abrigar-me da chuva numa pastelaria cheia de bolos e chocolates e ver-me obrigado a tomar um chocolate quente numa chávena gigantesca enquanto olho para a rua através do vidro a ver as pessoas a se atropelarem entre guarda-chuvas. Para já fico contente por estar nas minhas águas furtadas a ouvir novamente a chuva a bater vigorosamente no telhado, um pouco receoso que volte a pingar dentro de casa, mas para já, contente. Sendo que ainda não tenho cortina do banho não me parece que o dilúvio fosse muito diferente. Aliás, cada vez que tomo banho penso em como daria jeito uma arca tipo a do Noé para poder atravessar a casa-de-banho de uma ponta à outra (como-se-ela-fosse-assim-tão-grande-mas-pronto-era-só-para-ter-mais-qualquer-coisa-para-escrever). Não sei bem se tinha saudades deste tempo, na verdade acho que tenho reclamado injustamente com o São Pedro. Queixei-me do Inverno rigorosíssimo que nos assolou há uns meses atrás e ele respondeu-me com um Verão escaldantemente ridículo, digo eu, que moro neste último andar que pelos vistos não tem direito a estações intermédias. Não ter ar condicionado foi mau, mas não ter aquecedor não me parece melhor. O que me parece bem é a proximidade daqueles dias frios e de chuva acompanhados por cobertores, almofadas, um bom filme, chocolates e pipocas. Está na hora de começar a desempoeirar os casacos e os guarda-chuvas, na hora de tomar chá quente com os amigos pela noite fora, na hora de ter alguém para dormir abraçado, se bem que isso é bom em qualquer altura do calendário.
Não, não vou a Paris em breve. Mas irei provar o Outono de Berlim muito em breve!

domingo, setembro 26, 2010

Ruínas da Rua da Prata

Morar na Baixa de Lisboa é morar no meio da história e de certa forma fazer parte dela. Não tendo ainda a certeza se um dia virão turistas de todo o mundo visitar a casa onde moro e reviver o meu percurso, as minhas aventuras e as minhas conquistas, fica para já todo o protagonismo para as ruínas romanas da Rua da Prata. Abertas apenas 3 dias por ano, e já sabendo a data de antemão, acabei por não conseguir visitá-las o que me obriga a esperar mais 362 dias até nova oportunidade. Tudo bem que as filas até a Praça da Figueira não ajudaram muito, mas também esqueci-me de escrever na agenda (posso culpar um colega de trabalho por me ter roubado a caneta?) e o Pedro sem agenda é o mesmo que o Tom sem o Jerry, o Mickey sem a Minnie e o Calvin sem o Hobbes. Não existem. Entretanto é bom que as ruínas não caiam no próximo ano. Agora com licença que tenho um jogo de futebol para assistir no estádio de Alvalade e o Nacional precisa de mim.

sábado, setembro 25, 2010

"A Pior Amiga"


"A Pior Amiga" é o primeiro de muitos livros publicado pelo meu caro amigo Fernando Carvalho! Confesso que ainda não o li, nem o vi nas prateleiras da Fnac nem do Continente, mas também confesso que ainda não fui a nenhum desses sítios desde o nascimento do referido livro. Conhecendo o Fernando, não duvido um milímetro da qualidade da obra e agora já não terei de me desfazer em dúvidas na hora de comprar os presentes de Natal para algumas primas.

Se já plantaste uma árvore, já só te falta ter um filho!


Muitos Parabéns rapaz :)

quinta-feira, setembro 16, 2010

Balanço do 1º dia no PXO

Adormeci ainda o barco estava parado, acordei quando já estava a atracar. Fui a pé até casa com a mala a arrastar pelo passeio esburacado. Mas por opção, o que para muitos é estupidez, para mim é apenas parvoíce. Fui comer um bolo e jogar-me do cais. Tirei 278 fotografias a dar o mesmo número de mergulhos até o Norberto ganhar a destreza de clicar no botão da máquina no momento em que eu estava no ar com cara de sôfrego. Enchi os pneus da bicicleta e comprei amêndoa amarga só para mim, não por egoísmo, mas porque mais ninguém gosta. Verifiquei se a minha árvore ainda estava de pé e estava mesmo. Fui para a praia e nadei na água mais quente que existe em Portugal. E na mais azul "cor-de-piscina". Adquiri uma leve cor avermelhada tal como planeava e comi amêijoas no meu bar de praia preferido. Assisti à chegada do Cristóvão Colombo ao Porto Santo mas a essa hora já só pensava em pregos no BOLO DO CACO (e com carne de VACA, imagine-se) e Brisas maracujá. Estou agora aqui, na sala de computadores da Câmara Municipal da cidade Vila Baleira a escrever estas coisas derivado que não conheço ninguém aqui nesta terra e que está aquele friozinho habitual das noites de Verão do Porto Santo.
Agora já só imagino a minha caminha e um começar de dia em cheio, com escaladas e passeios de bicicleta, para além dos mergulhos. Fico com água na boca ao escrever isto e nem referi o(s) mega queque(s) de chocolate da padaria que vou comer certamente.

A propósito do meu TMN

Avisa-se que por motivos que provavelmente não me são muito alheios, o meu Samsung tornou-se rebelde e ficou com o ecrã táctil avariado da cabeça. Talvez se não o tivesse deixado ter tantos encontros imediatos com o chão a partir de alturas consideráveis, ele teria tido a dignidade de nunca me falhar e de não me deixar praticamente incontactável com o mundo. Idiota. Não eu, o bicho. Felizmente tenho ainda um Vodafone que me vai deixando ter uns breves momentos de contacto com a civilização, apesar de ser aquele telemóvel que ainda nem decorei o pin e me fez obrigar na semana passada a resolver esse mesmo esquecimento na loja do Chiado antes que escrevesse o código errado pela 3ª vez. Após alguns dias de interregno, o 96 voltou a ter vida, apesar de ser num telemóvel emprestado e já que falamos disso Duarte Nuno, só consigo falar com as pessoas se puser a tampa do telemóvel num determinado ângulo o que me obriga quase a utilizar um transferidor para que eu não perca o fio à meada com conversas do género "Estou? Quem fala? Não oiço nada. Sim? Está alguém aí?" enquanto do outro lado se ouve "Oi? Não estou entendendo. Sim? Estás aí? Deves estar sem rede. Oi? Zzzzzzzzzzzzz". Mas não estou a reclamar.
Recebi umas quinhentas e trinta e duas mensagens de tentativas de contacto que não sei a quem pertencem porque não tenho um único número de telemóvel lá escrito e eu apenas sei de cor os número verdadeiramente relevantes, nomeadamente o meu e um ou outro qualquer que teve a felicidade de ser contemplado com alguma combinação realmente fácil para a minha cabeça. Coisa pouca. No entanto, imaginem a diversão que é atender uma chamada de alguém que acreditamos à partida que nos conhece, mas que nós não fazemos ideia quem seja, a não ser que tenha um timbre de voz facilmente identificável. Acresçam ainda a dificuldade de comunicação nalguns ângulos já mencionados e imaginem isso tudo num sítio com pouca rede. Deve ser uma imagem bonita de se ver, duas conversas de mudos em que pelo menos uma das pessoas não sabe quem está do outro lado.
Agradeço portanto que identifiquem as vossas mensagens até eu recuperar os números e que não me telefonem a fingir vozes diferentes porque eu sou menino para ter pesadelos com isso.

Visita de Médico

Bastou o sorriso estampado na cara ao me verem chegar de surpresa para já ter valido a pena. Continuam iguais a sempre. Tomei um chá, não que me apetecesse realmente, mas que acabou por parecer o melhor chá de limão alguma vez tomado. Para eles bastou saber que eu estava bem e que gosto do que faço. A prima está uma mulherzinha e recebeu-me com um abraço de saudade.

Fez-me bem.

quarta-feira, setembro 15, 2010

I'm Going Back Home


Dentro de algumas horas estarei a caminho daquele sítio que costumamos chamar "Lar, Doce Lar". O sítio onde crescemos e criámos raízes para depois arrancá-las para outros destinos. O sítio onde deixámos familiares, amigos e muitas recordações fotografadas e coladas em álbuns de fotografias com legendas das quais temos vergonha. O sítio onde ficou um pouco do nosso coração.

Tenho saudades dos meus Avós. De comer as refeições preparadas pelas Avós e ter o prato novamente cheio enquanto perdemos momentaneamente a atenção. De ir ao futebol ver o Nacional com o Avô Zeca e ouvi-lo chamar nomes ao árbitro mesmo que não esteja a cometer qualquer erro, é assim um verdadeiro adepto. De ouvir os sinos da Igreja de Santana e do pão quente amassado pelas mãos calejadas da Avó Cristina. Aquelas coisas que sabemos que só vamos valorizar quando não as tivermos.

Vou conduzir. E que saudades de pegar num carro, pôr a música aos berros e berrar ainda mais alto sem vergonha das nossas figuras. Que belo prazer que é conduzir.

Vou apanhar aquele barco para aquela ilha, para aquele areal, para aquelas montanhas, para aquela casa, para aquela paz e sossego, para as estradas onde ando de bicicleta sem destino, só eu e a minha música. "Home is where your heart is". Já tenho os planos traçados mas já sei que vou cumpri-los todos ao contrário. É a hora de alinhar os chacras e energizar-me. "The return to innocence".

Mal vejo a hora.

sábado, setembro 04, 2010

O que acontece quando o Pedro tem tempo para limpar a casa mas não o faz porque acaba ficando a escrever coisas no blogue e no facebook

NÃO COMPREENDO! Juro que não. Mas sempre que tenho alguma coisa para fazer arranjo sempre alguma desculpa para ficar mais um minutinho agarrado ao computador. É porque resolvi postar uma música nova. É porque alguém actualizou fotografias. É porque alguém comentou alguma coisa e eu tenho de responder. É porque de repente o facebook se torna um chat tipo MSN e é rude abandonar a conversa a meio. É porque entretanto começou uma música no aleatório que se deve ouvir relaxado e não a trabalhar. É porque entretanto recebo a notícia de que a Laura vem a caminho de Lisboa e precisamos celebrar isso. É porque o Igor está em Lisboa e também precisamos celebrar isso. É porque a Helena Garden está em Lisboa para sempreeee e precisamos festejar isso. É porque eu me sinto feliz e faço questão de celebrar isso mesmo das melhores maneiras possíveis. Arf!
E os copos, os pratos e as panelas continuam por lavar. A roupa por lavar e dobrar. As coisas espalhadas pela casa. A Laura vai ter muito trabalhinho pela frente! E por trás!
E TENHO DE ME DEIXAR DE POSTS COM TÍTULOS GIGANTESCOS COMO OS DA LAURA! Mas também és a única que me lê, arf!

O Mistério das Escovas de Dentes


It's blueeeee, bright blueeeeeee, Saturday hey hey! Sim, eu podia ficar aqui o resto do dia a cantar o "A&E" dos Goldfrapp, mas tenho mais que fazer nomeadamente terminar este post e limpar a casa, que mesmo vazia consegue estar sempre desarrumada! Sábado, dia de sol, não vou trabalhar. São 16h36 e ainda não saí de casa. Por boas razões obviamente. Será a lida da casa uma boa razão? Pedro, está mas é caladinho e começa a escrever sobre o que puseste no título deste post.
Ah bom.
Desde que estou a morar sozinho, aliás, eu, o Aloé Vera e o mosquito que (ainda) está no tecto do meu quarto que não consigo compreender uma coisa. Porque razão existem 5 escovas de dentes na minha casa-de-banho? Ok, duas são minhas, sobram três. E o mistério descomplica-se.
Terei acolhido algum(a) amigo(a) cá em casa que se tenha esquecido da sua? Joana? Lénia? Lino? Magda? Kuba? Anyone? No... DUST! Anyone? No... DUST! - Pedro vais ter de deixar de ver Little Britain todos os diaaaaaaas! - Terá sido a Laura que se tenha lembrado de deixar uma para marcar território? É que ter uma escova de dentes na casa de outra pessoa é de uma complexidade imensa. Não é qualquer escova de dentes que pode chegar, ver e vencer um lugar de no lavatório de uma pessoa! E o mistério adensa-se. Colocada de parte a hipótese de ter dado autorização a alguém que, porventura, tenha pernoitado na casa da Madalena, as pistas começam a escassear. Excluo também a teoria das escovas de dentes se terem reproduzido durante a noite.
Desse modo, procura-se a resposta a mais um mistério das águas-furtadas da Madalena. Donos das escovas, pronunciem-se senão vou ter de me desfazer delas para sempre. Como a Olinda!

quinta-feira, setembro 02, 2010

E eis que o blog renasce após um Verão maluco cheio de coisas para contar, mas tinha de recomeçar logo com um texto chato, fogooooo!


E eis que toda a gente chega a essa encruzilhada. Mais cedo ou mais tarde vais-te aperceber que a tua relação já não é o que era. Já não sentes aquele friozinho na barriga como no início, já não te apetece fazer aqueles jantares elaborados quando a outra pessoa chega a casa, já dás por ti a olhar demasiado tempo para quem passa na rua. Até na intimidade já despachas as coisas porque tens mais que fazer e trabalhas no dia seguinte. E perguntas-me o que fazer quando já está instalada a traiçoeira rotina e conheces alguém que te deixa a pensar demasiado nela. Não sabes o que poderia acontecer, mas estás tentada a experimentar a ver o que dá. Estás portanto nesse limbo, de um lado uma relação monótona mas segura, de outro, a adrenalina e o pulsar desencadeado por uma pessoa nova com sangue fresco. Nunca estiveste nessa situação e não sabes o que fazer. Pedes-me conselhos? Não sei se te serei muito útil, até porque por mais que tos dê sabes o que vai acontecer? Irás sempre fazer o que te apetecer na altura. Tu és assim, eu sou assim, todos são assim e assim continuaremos. Vais colocar os pratos na balança em pelo menos algum momento. Mostro-te aquele excerto do "Closer" em que o Jude Law confessa à Natalie Portman que anda a traí-la há um ano com a Julia Roberts e lembro-te que há sempre esse "momento" em que podes decidir o que vais fazer. O que te digo? Que não ajas de ânimo leve, há tentações que não passam disso, pequenos testes que vão colocando no nosso percurso e que não valem a pena o esforço. Digo-te o que costumo dizer, na tua vida vais-te cruzar com uma imensidão de pessoas mais giras, mais inteligentes, mais divertidas do que a pessoa com quem namoras ou estás casada, mas estará sempre nas tuas mãos avaliar se o que tens vale a pena ser posto em risco. Se essa "tentação" for boa demais e te proporcionar garantidamente mais felicidade que a que tens, então aí arrisca. Vai em frente! Temos de desejar sempre o melhor para nós, ninguém o fará por ti.

A única coisa que te peço, e que tento fazer todos os dias com todas as pessoas à minha volta, é que te mantenhas uma adepta da VERDADE e da sinceridade. E em relação a isso sei que não me vais desiludir.


Foto: Corbis

domingo, julho 25, 2010

sexta-feira, julho 16, 2010

Super Bock, Super Rock

Já cá estamos no festival! A tenda já esta montada, foi um árduo trabalho que durou 1 minuto. Está um calor descomunal e já fui tomar um duche, já que esta coisa do banho comunitário é muito divertida! Isto é terra por todos os lados e está a fazer-me confusão um kebabe que está ali a apanhar com nuvens de terra. Nao conheço quase banda nenhuma portanto tudo será uma surpresa. Eu e a Márcia já sondámos a área e já sabemos onde vamos cantar e saltar nos trampolins. Amanhã há praia no Meco já que hoje já vou tarde. Isto parece muito divertido até começar a fome já que cheira-me que é tudo MUITO caro e as minhas bolachas de chocolate do LIDL já devem estar em papa dentro da tenda.

Foram as novidades fresquinhas (com 35 graus), para quem ainda está para vir, TRAGAM-ME BOLACHAS SEM CHOCOLATE E ÁGUA!

Abraços e beijinhos do Pedro e da Márcia!

quarta-feira, junho 30, 2010

25

É oficial, estou mais perto dos 30 do que dos 20. Já não caminho para novo mas sinto-me mais novo do que nunca. Tive um dia muito, muito, muito bom! Graças ao Facebook, bendito sejas, recebi mais mensagens de aniversário do que nunca. Desejaram-me felicidades pelo Tanoy em pleno ginásio, durante um treino que estava a dar e tive imensos colegas e sócios que nem conhecia a me cumprimentar e a sorrir. Andei de mota num dia de verão sensacional e fui à praia apanhar a difícil cor que já não tinha há muito tempo: vermelha. Ofereceram-me um queque com umas velas que não conseguirem ser acesas e que provocaram lesões num polegar. Conversámos, tirámos fotografias, mergulhámos. Vimos o jogo de Portugal, mas eu não estava nem aí para aquilo. Fizemos as palhaçadas do costume que envolveram danças contemporâneas e exercícios numa fitball, alguns dos quais dignos do melhor Kamasutra ilustrado. Conversámos e conhecemo-nos um pouco melhor numa noite quente como se quer.

Não podia ter pedido mais.

quarta-feira, junho 16, 2010

"From Both Sides Now"


Tentei escrever algo, mas quase no fim foi tudo ao ar, se calhar era sinal de que não o deveria fazer, mas como me conheces bem, não costumo deixar nada por dizer, por muito que isso incomode as pessoas, por muito que isso me impeça de avançar, por muito que as pessoas de fora me tentem fazer ver a lógica das coisas que eu teimo em acreditar. Sabes muito bem que por muitos conselhos que me dêem eu vou sempre acabar por fazer e dizer o que sinto. A razão sempre me disse para fugir, eu sempre achei a fuga a resposta mais fácil e mais previsível, se calhar por isso quis ficar mais um pouco. Quis espremer a laranja, amarga e doce, até ao fim, na tentativa de salvar o pouco que poderia haver para salvar. Gosto de acreditar nas coisas até o fim, sabes disso.
Sabes também o quanto uma pequena decisão pode afectar de forma devastadora uma grande coisa, aprendeste da pior maneira. Sabes o valor que eu atribuo às pequenas coisas mas que o todo nunca será uma mera soma das partes. Conheces certamente aquele sentimento genuíno de querer acelerar o passo no caminho para casa porque sabes que vais ter um sorriso, um abraço, um beijo, um porto de abrigo, aquele conforto e segurança que todos procuramos. No final de contas apercebemo-nos que toda a nossa vida vamos procurar isso. Não teria escrito melhor, as tuas últimas palavras, as tuas últimas gotas da laranja espremida acabaram por me fazer relembrar a poesia que eu tanto idolatrava e que julgava perdida há muito. De facto a peça terminou antes do tempo, as cortinas fecharam-se e ficaram muitos actos de improviso por representar. Não se ouviram aplausos, ninguém saíu satisfeito nem com um sorriso nos lábios e acredito que até houve quem tivesse pedido o dinheiro dos bilhetes de volta. No entanto acho que ninguém esperava um final tão feliz quanto eu desejava. E dizem-me "És muito novo, tens muitas outras histórias para viver e contar", mas se calhar eu queria ter essas histórias para contar... mas com o mesmo colega de palco. "Happiness only real when shared", remember? Tal como todos os grandes artistas têm momentos menos bons nessa montanha-russa que todos percorremos, terei de me dedicar aos monólogos por uns tempos, ao falar para uma audiência ausente nas cadeiras empoeiradas, à espera que um dia descubram que ainda tenho muito para partilhar. É a minha faceta dramática, eu sei. Sempre a tive, sempre encontrei nela uma beleza inolvidável. Sabes bem como sempre vivi as coisas aos extremos, na verdade acho que é isso que me mantém vivo. Torna uma pessoa muito mais interessante, profunda, rebuscada. Tal como eu gosto.

Tivemos tudo para ser um best-seller, o maior êxito de bilheteiras, os melhores candidatos a vencedores de um Óscar e no entanto acabámos por nos tornar uma obra inacabada, uma Torre de Babel oca, um romance de supermercado. Foi pena, tínhamos tido um arranque muito promissor e uma carreira auspiciosa parecia ser o inevitável destino. Restou alguma coisa? Não sei, diz-me tu. Eu queria e tentei, tu dizes o mesmo. Um de nós desistiu primeiro, fugiu, o outro, eterno sonhador, vai ficar e tentar reescrever a história com melhor argumento e com nova banda sonora.

Se quiseres, saberás bem onde me encontrar, vou continuar com o chapéu de Peter Pan na cabeça e não vou deixar que mo arranquem.

Vou ter saudades.



Todd Warnock/Corbis

terça-feira, junho 15, 2010

Portugal


Tenho para mim que o Cristiano Ronaldo guardou os golos todos do último ano e meio para este Campeonato do Mundo. Que o Eduardo não vai sofrer golos. Que o Bruno Alves não vai partir pernas. Que o Danny vai ser a revelação do Mundial. Que o Raúl Meireles vai ter de fazer uma tatuagem nova para celebrar a Taça. Que o Queiróz vai ser levado em braços e gritar "Viram como eu tinha razão?".

Ou isso ou vou ter de me chatear com eles todos.



Em relação às vuvuzelas, sei de um sítio giro onde as podiam guardar, mas não digo.

segunda-feira, junho 14, 2010

Rock in Rio 2010

Já vos falei do Rock in Rio 2010? NÃO! Mas vão todos querer ler sobre isso, não é amiguinhos? Too late, já estão a ler, agora vão ter de ir até ao fim.

Pois bem, Laurinha arranjou bilhetes grátis para o último dia do Rock in Rio de este ano e APESAR DO CARTAZ, conseguiu convencer-me a ir até lá. A tarde começou comigo no ginásio a empurrar os sócios resistentes que teimavam em ficar a treinar depois da hora, até porque Laurinha havia combinado com o Pedro a uma determinada hora, mas já devia ter aprendido a lição de que a Laura chega sempre atrasada seja ao que for. E quase juro ter lido os pensamentos dos sócios ao sairem, eles olharam para mim com um olhar fustigante cheio de insultos por eu os ter despachado para ficar ali especado à porta do clube. Continuando, 50 minutos depois chega Laurinha com a sua mota só para começarmos a entrar no espírito do medo e do sangue que os Ramnstein, Soulfly e Motorhead nos viria a sugerir um tempo depois. Fiquei com os pulsos todos doridos de tanto me agarrar, mas chegámos sem um arranhão, o que na Laura não é assim tão comum.

E o que fizeram os meninos por lá, hein? Vamos enumerar aleatoriamente:

1 - Andámos atrás de brindes grátis;

2 - Estivemos mais de meia-hora numa fila só para ganhar um gelado da Olá em troca de um sorriso que quanto mais amarelo fosse, maior a recompensa;

3 - Andámos na montanha russa com umas amigas espanholas e conseguimos gritar mais que elas e conseguir maior histeria do que duas espanholas juntas é duro!

4 - Tomámos shots de oxigénio e fingimo-nos doentes entubados;

5 - Quase comçámos a dançar capoeira, mas a Laura agarrou-me a tempo;

6 - Andámos num elevador que era suposto descer rapidamente para apanharmos um susto mas eu estava mais atento à senhora velhinha à minha frente a ver a hora em que tinha um ataque cardíaco, mas aparentemente ela estava mais divertida que eu;

7 - Fizemos um surf melhor que o do Kelly Slater onde Laura demonstrou um belo jogo de cintura que ele jamais terá;

8 - Jogámos futebol com máquinas fotográficas na mão e GANHÁMOS!

9 - Andámos na roda gigante e quase fizemos swing com o casal que ia connosco, não fosse a timidez da senhora ao meu lado;

10 - Andei com um cartão do Ernersto ao pescoço, que +pelos vistos tinha apanhado sol a mais. O Ernersto, não o cartão;

11 - Finalmente, fiz o esforço da minha vida e assisti ao concerto dos Ramnstein sem ter feito nenhum moche.


Está quase tudo dito, mas não me apetece escrever mais. Arf!


sábado, junho 12, 2010

Manjerico de Alfama


Sofia, Luís Oroche e PES foram jantar a Alfama um destes dias. Percorremos as ruas sem rumo até encontrarmos um boteco qualquer onde comer coisas que não sardinhas. Demos com um pequeno largo com mesas e cadeiras meias de lado, debaixo das tradicionais decorações dos Santos. Ouvimos até a exaustão a música da Marcha de Alfama que ensaiava ali nas redondezas e tive de impedir a Sofia de saltar para cima da mesa e começar a bailar de uma forma sensual. Luís enrolava charros que mais tarde viria a partilhar secretamente com a senhora do Bairro que nos atendeu e que não tinha os dentes todos. A mesma que tentou sacar informação da minha vida para depois me impingir a filha dela, que tinha a minha idade e era solteira, mas que provavelmente também não tinha os dentes todos. Comemos um belo de um caldo verde que mais parecia esparregado mastigado e ficámos moito felizes, nomeadamente o Luís que até queria comer o meu e o da Sofia. PES comprou um manjerico, quer dizer, a Sofia comprou e o PES ficou a dever o dinheiro, na esperança de que este aguente mais de 15 dias, já que no ano passado o homólogo faleceu precocemente. A frase do dito cujo parece feita por encomenda e deixa antever a feschta de amanhã pelas ruelas antigas de uma Lisboa que eu adoro um pouco mais que ontem.


E de falar em Santos Populares, fica a fantástica música dos Deolinda!



terça-feira, junho 08, 2010

"We're Living in a Den of Thieves"


Hoje o céu vestiu-se a rigor para a missa do 7º dia. A dor continua a macerar lentamente, mas ainda é cedo para deixar de a sentir. A impotência de nada poder fazer contra a decadência dos sonhos e projectos desenhados em conjunto deixa-me sem forças e afundado num desânimo acinzentado. O meu corpo inerte recusa-se a reagir e deixo-me ficar sentado, sem o menor fio de raciocío, envolvido no meu silêncio musicado.

As paredes que me envolvem guardam em si um sem número de histórias, viram passar as nossas 4 estações, apesar do Inverno rigoroso a que fomos sujeitos durante quase um ano. O nosso telhado pouco foi utilizado, era perigoso e as telhas podiam soltar-se facilmente e eu sabia que quanto mais as subisse maior poderia ser a queda. Mesmo assim ousámos desafiar o perigo juntos uma ou outra vez, não tantas quanto gostaria. Agora estas paredes já não nos falam da mesma maneira. Já não tenho aquela vontade de subir as escadas a correr e meter a chave na porta e saber que está alguém que me vai acalmar após um dia menos bom. Não me apetece colocar na parede o poster que tanto queríamos nem o puzzle que eu construí com tanto prazer e empenho. Olho em volta e vejo a desconstrução de uma obra que se desejava para a vida. É difícil demais. Como diz a Regina, "We're living in a den of thieves".

A nossa Torre de Babel desabou e ficaram as ruínas perigosamente empilhadas. Com o tempo vão criar musgo e tornar-se atracções para os turistas que virão de várias partes do mundo para as ver. E aí, aquelas paredes que ainda permanecem de pé deixarão definitivamente de ser nossas.

quinta-feira, junho 03, 2010

Fado do Luto

Após adormecer com uma pequena revolta interna acerca dos meios onde me movo, acordei mais cedo que o previsto sob um sol e um dia fantástico, daqueles que todos desejamos ter no nosso dia de folga quando se trabalha quase 2 semanas seguidas. E o que fazer num dia destes? Primeiro, arrumar a casa. Segundo, ir trabalhar! Só não sei até que ponto me faz bem adormecer indignado e acordar com um fado de luto ecoado pelas ruas da Baixa de Lisboa, a indiciar um funeral já anunciado que me provocou um nó no estômago. Um nó que já devia estar desmanchado. Entretanto a voz calou-se. Fiquei mais tranquilizado. O funeral está terminando e o luto já pouco merece ser vivido. Vou despir o preto, pôr a música aos berros e cantar como eu costumava cantar. Mal, eu sei, mas com "aquela" vontade.
Devo realmente ser muito boa pessoa para acreditar sempre nas pessoas até prova em contrário. Mesmo quando todas as evidências estão perante os meus olhos, quero acreditar sempre na honestidade das pessoas. Já me tentaram pisar e pior do que isso, já me deixei ser pisado por "indivíduos" que não sabem singrar de outras formas sem ser na base da desonestidade e da mentira. Não percebo a razão da existência dessa maldade gratuita, mas realmente é sempre mais fácil atingir o "elo mais fraco", pois à partida é aquele que não vai dar muita luta, ou que simplesmente cruza os braços e fica a assistir à sua própria submersão. Até me considero boa pessoa, cresci rodeado de bons exemplos e numa realidade de boa educação que eu próprio quis manter inalterável. É algo básico e que geralmente vem do berço. Também não compreendo o porquê de algumas pessoas se preocuparem tanto comigo e com a minha vida, quando nas alturas menos boas não estiveram lá com a atitude certa. Fazem-me lembrar as hienas ou os abutres, à espera do mal dos outros para seu próprio regojizo.
Hoje, mais uma vez, resolveram trapacear-me no trabalho. Hoje descobri que agredi alguém com um copo e que namoro com uma pessoa com quem nem falava há mais de um mês. Disseram-me um dia que todos nós temos um pouco de todos os sentimentos, mesmo aqueles maus, como a inveja. Não sei qual a razão para exacerbarem tanto esse sentimento, mas definitivamente, não lhes fica nada bem.
E com estas barbaridades de madrugada me deito.

quinta-feira, maio 20, 2010

Boas Energias


Entre a apatia e a excitação as pontes têm sido muito curtas, portanto vamos aproveitar o sol e o calor e as boas energias para arregaçar as mangas e colocar mãos à obra. Nada como a sensação de dever cumprido ao final do dia. Vamos colocar uma música na cabeça e programá-la para o modo repeat, vamos acordar e cheirar o café! Tenho uma casa cheia de coisas para arrumar, compras para fazer, trabalhos a organizar, agendas a restruturar, nomeadamente com passeios e momentos de diversão pelo meio, porque a vida não pode ser apenas trabalho e preocupações. Vamos carregar baterias e afinar o que está desafinado. Vamos sintonizar numa boa onda e aproveitar para surfar nela enquanto fôr possível!

Hoje estou programado para isto!



Eu não sei dizer



Não sei se é bom exorcizar fantasmas ou afugentar os monstros escondidos debaixo da cama.
Não sei até que ponto é bom ter saudades dos tempos de frutas fora de época.
Não sei se é bom querer ser catalisador de reacções químicas corrosivas, porém inevitáveis.
Não sei se é bom remexer no caixote do lixo quando o cheiro já é insuportável.
Não sei se queria ter a capacidade de voltar atrás no tempo.
Não sei o que quero provar a mim mesmo e aos outros.



"E não me perguntes nada.
Eu não sei dizer"

domingo, maio 16, 2010

Quando eu era jovem...






... sonhava em morar em cima da praia. Nesse sonho eu tinha uma casa espaçosa, com muita luz e com uma janela envidraçada de uma ponta à outra da casa. A casa era inevitavelmente decorada com motivos marítimos, com muitas conchas, búzios e estrelas do mar a preencher cada recanto da casa. Almofadas, muitas almofadas espalhadas pela casa e em recantos fora dela. Teria aquele cheiro a mar e a férias durante todo o ano e não teria vizinhos muito próximos. Era só a minha casa, isolada. O meu quintal era imenso e misturava-se com a praia. Tinha umas palmeiras e uma redes penduradas nelas onde eu ia deitar-me muitas vezes ao final da tarde a ler um livro e a ouvir música. Não sei bem onde fica essa casa dos meus sonhos, mas era sobre uma praia larga com areia fina e amarela onde o mar é transparente nos dias de sol e azul escuro nos dias de maior revolta. O sol coloca-se todos os dias mesmo em frente no horizonte longuínquo. Teria todo aquele espaço suficiente para ter um ou dois cães a correrem nas redondezas. Era uma casa fresca onde todos os fins-de-semana teria os amigos e familiares a me visitarem e a partilhar fantásticos finais de tarde num ambiente chill-out a tomar uma bebida refrescante. Talvez até aprendesse a surfar!

Se calhar está na hora de começar a trabalhar para esse objectivo.