Hoje temos vacas roxas da Suíça, Pirâmides perfeitas do Sr. Ambrósio e animais marinhos da Bélgica. Temos também Ovos cheios de surpresas, chocolates para depois das 20h e até discussões a propósito do último Mon Cheri. Amanhã temos diabetes.
domingo, dezembro 28, 2008
sábado, dezembro 27, 2008
The Time Is Now
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Olha é assim, Sara Margarida
Directamente da Madeira:
E foi ou não foi um Natal especial?
Andei a cavalo, passeei por uma bela cidade à beira-mar plantada, olhei o mar com a cumplicidade que há muito tinha saudades de sentir, ganhei novos pais, avós e irmão.
Comi como um rei, bacalhau, borrego, camarão, carne de vinha d'alhos, doces, chocolates. Penso seriamente que estão a tentar-me engordar para matar no próximo Natal.
Apanhei o solzinho quente de Dezembro e assisti ao mais belo pôr-do-sol que poderia ter desejado. Na melhor companhia que poderia ter tido. E vejam lá, foi o melhor presente de todos. A sério que foi.
"You're the nicest thing I've seen..."
E a cumplicidade que ganhámos (ainda mais) neste Natal. A sintonização, de tal forma que quase oferecemos as mesmas prendas. Já nem falo da telepatia de pensamentos.
O meu MUITO obrigado.
terça-feira, dezembro 23, 2008
I won't be home for Christmas
As pessoas parecem mais bonitas no Natal, já vos tinha dito isso?
A noite do mercado numa Fernão de Ornelas tão familiar, lugar para (re)encontrar todas as pessoas conhecidas e amigos que não vemos há longos meses, por vezes anos. Este ano não irei roubar tangerinas nem fotografar todas as pessoas com as quais me esbarro. Não vou poder amparar a Sofia caso comece a regurgitar o jantar num espectáculo de tragédia cómica, não irei cantar na lota sem que me mandem calar, nem poderei passar a noite a fugir. É que encontrarem-me acidentalmente é mais fácil do que tentarem estar comigo mais de 10 minutos. Sou livre nessa noite e corro todasas ruas e barracas. Oiço lamentos de amores imperfeitos, relatos de histórias "Ouvi dizer que...", histórias de gente toldada pelo álcool tomado em chávenas ganhas em trocas de prendas, oiço risos sinceros, porque se não forem, eu mudo de poiso. Esse espírito nómada, essa necessidade de estar com toda a gente, há muito que faz parte de mim. Os chapéus de Pai Natal e as hastes de rena polvilham a cidade, sem que alguém se importe de andar com um belo (mas divertido) par de cornos. Há ainda tempo para ouvir um ou outro comentário sobre as roupas ou as vidas de outras pessoas, mas um madeirense que se preze tem sempre algo a dizer dos outros. Este ano não tentei arranjar barraca, será a conseguiria este ano? O que é certo é que ninguém vive o Natal como nós, madeirenses. Começamos a festejá-lo muito antes do dia 25, com missas do Parto às quais nunca fui, mas que são cada vez mais procuradas pelos jovens, apesar destes nunca chegarem a entrar nas igrejas, preferindo os comes e bebes do exterior. Nada melhor que começar o dia (ou terminar a noite) com umas cervejas e umas sandes de carne de vinha d'alhos, dizem eles. Dizem também as pessoas sábias que só valorizamos as coisas quando não as temos e eu, como acérrimo seguidor da teoria do Carpe Diem e do hedonismo no dia-a-dia, tento antecipar aquilo que sei que vou sentir falta, mas neste aspecto penso ter-me esquecido que se calhar estes eventos ajudam a criar o espírito de Natal. Nunca fui a uma missa do Parto apesar de ter tido o prazer (?) de acordar uma destas manhãs com cânticos muito mal interpretados, diga-se em abono da verdade, nas quais as vozes maviosas (ou seriam mafiosas?) da Daniela e do meu querido irmão amanhavam o "Virgem do Parteee, ó Mariaaaa, Sinhora da Conceiçãaaao... Dai-nos as festas felizeeees, a paz e a salvaçãoooo!". Se estivesse na Madeira iria garantidamente a esses eventos tão tradicionais. Acredito que até iria à missa do Galo, da qual reclamo todos os anos por julgar que isto tudo do Natal não passa de uma patranha com o intuito de nos impingir mentiras inventadas por algum escritor prodigioso sob o efeito de estupefacientes (é desta que perdi o meu lugar no céu). Mas isto é a festa da família. E que falta ela me faz! E logo na missa do Galo onde a Julianinha nos brinda sempre com as suas hilariantes pancadas de sono, não é Nuno? E no ano passado até foi divertido assistir a uma missa onde o padre utilizou um powerpoint e onde cantámos (mesmo!) os "Parabéns a Você" ao menino Jesus pelas suas muitas e bonitas Primaveras. Com a desvantagem de não ter havido bolo. Mas a família. Isso é que é. E a paz que se instala na noite de 24, contrastando com a de 23. A calma da cidade, a partilha, o amor que é realmente exalado.
Dia 25, os sapatinhos na cozinha cheios de prendas. O pai de roupão com ar de quem foi obrigado a levantar-se contrariado e que ainda não está realmente acordado. A mãe, sempre o elemento com maior densidade de embrulhos derivado ao estatuto social que lhe permite ser presenteada por todo o mundo. Qual estatuto, ela é que os merece mesmo. Já o meu sapatinho há alguns anos que perdeu o encanto por acabar por receber praticamente apenas dinheiro, mas também, após perceberem que oferecer-me roupa é tarefa complicada, a solução é mesmo darem-me dinheiro e dizerem "Toma, vai tu comprá-las aos saldos!". O que é sensato. Mas a magia dos embrulhos sempre foi salvaguardada pela Tia Helena com os seus muitos presentinhos e postais adjacentes, e sim, ela atreve-se/arrisca-se a oferecer roupas que nunca poderemos trocar, pois fica caro deslocar-se aos armazéns do Harrods em Londres. Mas adoro, adoro! Porque dá-los com tanto carinho que é impossível não rirmos/sorrirmos e gostarmos deles, mesmo que os utilizemos apenas uma vez para ela ficar contente por nos ver com os presentes vestidos. Mas já agora, hoje estou a utilizar a camisola que me ofereceu no ano passado! E após os sacos de lixo cheios de papel, há a correria para não nos atrasarmos para o almoço de Natal. Lembro-me de o passarmos em casa da Avó Juliana, na casa da Tia Cecília e do Tio Zé, mas os melhores são sempre aqueles feitos na casa da Tia Matilde. É a casa em si, a decoração, as comidas tão bem preparadas, o carinho colocado nas preparações de tão especial dia... As melhores recordações, tenho-as na alcatifa da sala de jantar, nas escadas, no jardim da Rua da Rochinha.
Those days are over. Saudade, muita.
Os primos todos reunidos, haverá algo melhor? As palhaçadas do Tio Ricardo, o bobo da corte da família, as caras com sorrisos amarelos quando recebemos prendas que não gostámos, os risos loucos e os beijos de agradecimento, os papéis de oferta jogados pelo ar, os laços colados uns nos outros. A família reunida. Estarei a repetir-me? Amo-a de coração. O dia 26, porque na ilha há festa durante muitos dias seguidos, é dia da família Andrade! Em Santana, com a canja melhor de sempre, a da Avó Cristina! De comer e chorar por mais. Repito 3 ou 4 vezes, sem cerimónias. Com Ferreros Rocher nas mesas. Com a Tia Lídia que me inspira sempre. Com a Mariana e a Ana Rita a correrem pela casa e a crescer de ano para ano a uma velocidade vertiginosa. Um dia tão diferente e tão especial como o do dia anterior. Sei lá. É tão reconfortante reunir toda a gente.
Este ano não estarei em Santana, mas com o novo menino Jesus, a linda Matilde, também não farei muita falta. Mas eles irão fazer-me imensa. E tenho medo. O de não conseguir aceitar que nos próximos Natais possamos não ser tantos como nos anteriores. Não quero, mas penso muito (se calhar demasiado) nisso.
E peço desculpa se chorar um pouco por não estar com a minha família. É saudade. Muita.
Neste Natal terei uma família emprestada e iguarias diferentes. Serão a minha família e sei que me vão proporcionar um óptimo Natal. Tenho a certeza disso. Já gosto dela como se fosse minha.
E sem querer entrar em clichés, aproveito para desejar-vos, a quem quer que leia este post, um excelente Natal! (pronto, apareceu o cliché)
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Benfica-Nacional


domingo, dezembro 21, 2008
My Only Wish This Year

Couples holding hands, places to go
Seems like everyone but me is in love.
Santa can you hear me
I signed my letter that I sealed with a kiss
I sent it off
It just said this
I know exactly what I want this year.
Santa can you hear me.
I want my baby (baby, yeah)
I want someone to love me someone to hold me.
Maybe (maybe, maybe maybe.) he'll be all my own in a big red bow
Santa can you hear me?
I have been so good this year and all I want is one thing
Tell me my true love is near
He's all I want, just for me underneath my christmas tree
I'll be waiting here.
Santa thats my only wish this year.
oohhh ohh yeah
Christmas Eve I just can't sleep
Would I be wrong for taking a peek?
Cause I heard that your coming to town
Santa can you hear me? (yea yeah)
Really hope that your on your way
With something special for me in your sleigh
Ohh please make my wish come true
Santa can you hear me
I want my baby (baby)
I want someone to love me someone to hold me
Maybe (maybe maybe) we'll be all the love under the mistletoe
Santa can you hear me
I have been so good this year
And all I want is one thing
Tell me my true love is near
He's all I want just for me
Underneath my christmas tree
I'll be waiting here santa thats my only wish this year
I hope my letter reaches you in time
Bring me love can call all mine
(yeah yeah) cause I have been so good this year.
Can't be alone under the mistletoe
He's all want and a big red bow
Santa can you hear me (hear me?)
I have been so good this year
And all i want is one thing
Tell me my true love is near
He's all I want. just for me
Underneath my christmas tree
I'll be waiting here (ohh yeah) santa thats my only wish this year
Oh santa can u hear me? oh santa
Well hes all I want just for me underneath my Christmas tree
Oh I'll be waiting here
Santa thats my only wish this year.
All I Want For Christmas...

Não temos neve neste Natal, mas temos o frio e a cidade iluminada. Temos coros a cantar músicas de Natal numa varanda, a mais bonita varanda neste Natal. Ouvimos um conto, de janela em janela tal como no calendário de chocolates onde faço a contagem decrescente para o grande dia. De cachecol ao pescoço, deixámo-nos ficar, inebriados pela magia das canções que soaram. Dei por mim a agradecer o feliz acaso de lá termos ido parar. Só nós dois. As pessoas, as suas expressões. Estavam felizes, via-se nas suas caras. Música após música, tive flashbacks de todos os Natais anteriores. Lembrei-me daquela manhã na casa da Avó, quando recebi uma gaiola com dois canários e um aquário com uma tartaruga. Daquela vez em que tivemos todos os primos nas escadas da casa da Tia, com chapéus de Pai Natal. Da casa da outra Tia, com os presentes ao pé da lareira. De quando recebi no sapatinho aqueles cds, aqueles que eu queria mesmo receber. De ter visto a família a crescer de ano para ano. Dos Ferreros Rocher que comi até à dor de barriga. Senti o nó na garganta e humedeceram-me os olhos. Mas aguentei. Tive medo de não voltar a viver um desses Natais, com a minha família toda reunida. Podemos parar o tempo?
Foi mágico. Cantaram para mim e para ti e para nós. Aqueceu-me o coração conturbado, mas bem aconchegado.
Cantámos com eles o que sabíamos e o que julgávamos saber. Rimo-nos como tontos e ficámos um pouco mais cúmplices. E vimos estrelas cadentes (!) em Dezembro. Duas. Porque tínhamos ambos de pedir um desejo.
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Hoje é dia de...

quinta-feira, dezembro 18, 2008
Filmes Pré-Natal
quarta-feira, dezembro 17, 2008
Mr. Fatty

Pronto, agora que estamos só eu e tu, Laurinha, eu vou continuar a história. E não é que eu perdi 5 kg por ter deixado de ir ao ginásio? Uns começam a praticar exercício para perder peso e a mim acontece-me isso por deixar de o fazer. Mas eu, como profissional da Educação Física e Desporto (aii que bem me soube dizer isto, ainda não tinha pensado desta forma), passo a explicar: é que eu perdi a massa muscular, que é bem mais pesada que a massa gorda. Sabiam? Pois, sempre a aprender coisas neste blog, não é?
Enfim, então o meu peso variou assim:
Durante os últimos anos - 72/73 kg
De Maio a Setembro de 2008 - 68 kg
De Setembro até hoje (ou seja, desde que cheguei a Lisboa) - 75 kg!
7 Maravilhosos kg que me colocam mais pesado do que nunca. A apenas 5 da temível barreira dos 80 kg...
E não foi pela prática de exercício físico, que não tem sido muito ultimamente.
Portanto, já que não vou fazer resoluções para o próximo ano, faço uma agora:
Não, não vou passar a comer menos chocolates, até porque nesta altura do ano isso seria mentira. Mas SIM, passarei a matar-me no ginásio e a fazer valor os 77 euros que torro lá todos os meses. E ontem o "Senhor Michelin" já começou a cumprir a promessa tendo ido a uma aula de Total Condition e de Body-Pump.
Agora falamos no próximo ano, já que o vosso comportamento durante este post não foi nada exemplar. (aiii, roubei a frase ao Bruno Nogueira, permitam-me o plágio).
terça-feira, dezembro 16, 2008
Filmes Pré-Natal
sábado, dezembro 13, 2008
Filmes Pré-Natal
PINK PANTHER
(não cheguei a ver todo, derivado que coiso)
Sweet December

If I had no more time
No more time left to be here
Would you cherish what we had?
Was it everything that you were looking for?
Corações nómadas, assim os definimos, tendo apenas como certeza absoluta, os vôos fugitivos para outras estações. Distintas. Sempre distintas. Por isso tentámos sorver todos os minutos que escorregavam avidamente na ampulheta implacável do tempo.
(Não deveria ser sempre assim?)
I don't wanna forget the present is a gift
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed
Este Dezembro estava decidido a montar o meu próprio ninho, de modo a que na estação seguinte não precisasse ocupar sorrateiramente outros que não me pertencessem. Um ninho onde não precisasse de aquecedores ou lareiras, um ninho onde pudesse acordar e sentir que, fosse Inverno ou Verão, o calor dos corpos com sangue pululante fizesse esquecer os valores absurdos dos termómetros.
When I wake up in the morning
You're beside me
I'm so thankful that I found
Everything that I’ve been looking for
A Alicia diz de forma sentida “love me like you’ll never see me again” porque sabe perfeitamente que andam a voar por aí muitas aves passageiras, trocando de morada constantemente, tomando os endereços como abrigos garantidos e descurando do verdadeiro sentido da palavra “Amar”. Como se pudesse existir uma definição para tal.
How many really know what love is?
Millions never will…
Não vou tomar por garantido nenhum poiso de Inverno, mas vou procurar mantê-lo, cuidá-lo, remendá-lo se for caso disso. E dessa forma mantê-lo quente e confortável nas Primaveras, Verões e Outonos que se sigam. Sem chuvas tropicais, ventos ciclónicos ou outros fenómenos metereológicos devastadores. Por isso hoje, tal como ontem, volto a fortalecer a minha/nossa casa. Porque a casa de um homem é onde ele se sente feliz.
And I don't wanna take for granted the time you may have here with me
'Cause Lord only knows another day is not really guaranteed
