quarta-feira, junho 30, 2010

25

É oficial, estou mais perto dos 30 do que dos 20. Já não caminho para novo mas sinto-me mais novo do que nunca. Tive um dia muito, muito, muito bom! Graças ao Facebook, bendito sejas, recebi mais mensagens de aniversário do que nunca. Desejaram-me felicidades pelo Tanoy em pleno ginásio, durante um treino que estava a dar e tive imensos colegas e sócios que nem conhecia a me cumprimentar e a sorrir. Andei de mota num dia de verão sensacional e fui à praia apanhar a difícil cor que já não tinha há muito tempo: vermelha. Ofereceram-me um queque com umas velas que não conseguirem ser acesas e que provocaram lesões num polegar. Conversámos, tirámos fotografias, mergulhámos. Vimos o jogo de Portugal, mas eu não estava nem aí para aquilo. Fizemos as palhaçadas do costume que envolveram danças contemporâneas e exercícios numa fitball, alguns dos quais dignos do melhor Kamasutra ilustrado. Conversámos e conhecemo-nos um pouco melhor numa noite quente como se quer.

Não podia ter pedido mais.

quarta-feira, junho 16, 2010

"From Both Sides Now"


Tentei escrever algo, mas quase no fim foi tudo ao ar, se calhar era sinal de que não o deveria fazer, mas como me conheces bem, não costumo deixar nada por dizer, por muito que isso incomode as pessoas, por muito que isso me impeça de avançar, por muito que as pessoas de fora me tentem fazer ver a lógica das coisas que eu teimo em acreditar. Sabes muito bem que por muitos conselhos que me dêem eu vou sempre acabar por fazer e dizer o que sinto. A razão sempre me disse para fugir, eu sempre achei a fuga a resposta mais fácil e mais previsível, se calhar por isso quis ficar mais um pouco. Quis espremer a laranja, amarga e doce, até ao fim, na tentativa de salvar o pouco que poderia haver para salvar. Gosto de acreditar nas coisas até o fim, sabes disso.
Sabes também o quanto uma pequena decisão pode afectar de forma devastadora uma grande coisa, aprendeste da pior maneira. Sabes o valor que eu atribuo às pequenas coisas mas que o todo nunca será uma mera soma das partes. Conheces certamente aquele sentimento genuíno de querer acelerar o passo no caminho para casa porque sabes que vais ter um sorriso, um abraço, um beijo, um porto de abrigo, aquele conforto e segurança que todos procuramos. No final de contas apercebemo-nos que toda a nossa vida vamos procurar isso. Não teria escrito melhor, as tuas últimas palavras, as tuas últimas gotas da laranja espremida acabaram por me fazer relembrar a poesia que eu tanto idolatrava e que julgava perdida há muito. De facto a peça terminou antes do tempo, as cortinas fecharam-se e ficaram muitos actos de improviso por representar. Não se ouviram aplausos, ninguém saíu satisfeito nem com um sorriso nos lábios e acredito que até houve quem tivesse pedido o dinheiro dos bilhetes de volta. No entanto acho que ninguém esperava um final tão feliz quanto eu desejava. E dizem-me "És muito novo, tens muitas outras histórias para viver e contar", mas se calhar eu queria ter essas histórias para contar... mas com o mesmo colega de palco. "Happiness only real when shared", remember? Tal como todos os grandes artistas têm momentos menos bons nessa montanha-russa que todos percorremos, terei de me dedicar aos monólogos por uns tempos, ao falar para uma audiência ausente nas cadeiras empoeiradas, à espera que um dia descubram que ainda tenho muito para partilhar. É a minha faceta dramática, eu sei. Sempre a tive, sempre encontrei nela uma beleza inolvidável. Sabes bem como sempre vivi as coisas aos extremos, na verdade acho que é isso que me mantém vivo. Torna uma pessoa muito mais interessante, profunda, rebuscada. Tal como eu gosto.

Tivemos tudo para ser um best-seller, o maior êxito de bilheteiras, os melhores candidatos a vencedores de um Óscar e no entanto acabámos por nos tornar uma obra inacabada, uma Torre de Babel oca, um romance de supermercado. Foi pena, tínhamos tido um arranque muito promissor e uma carreira auspiciosa parecia ser o inevitável destino. Restou alguma coisa? Não sei, diz-me tu. Eu queria e tentei, tu dizes o mesmo. Um de nós desistiu primeiro, fugiu, o outro, eterno sonhador, vai ficar e tentar reescrever a história com melhor argumento e com nova banda sonora.

Se quiseres, saberás bem onde me encontrar, vou continuar com o chapéu de Peter Pan na cabeça e não vou deixar que mo arranquem.

Vou ter saudades.



Todd Warnock/Corbis

terça-feira, junho 15, 2010

Portugal


Tenho para mim que o Cristiano Ronaldo guardou os golos todos do último ano e meio para este Campeonato do Mundo. Que o Eduardo não vai sofrer golos. Que o Bruno Alves não vai partir pernas. Que o Danny vai ser a revelação do Mundial. Que o Raúl Meireles vai ter de fazer uma tatuagem nova para celebrar a Taça. Que o Queiróz vai ser levado em braços e gritar "Viram como eu tinha razão?".

Ou isso ou vou ter de me chatear com eles todos.



Em relação às vuvuzelas, sei de um sítio giro onde as podiam guardar, mas não digo.

segunda-feira, junho 14, 2010

Rock in Rio 2010

Já vos falei do Rock in Rio 2010? NÃO! Mas vão todos querer ler sobre isso, não é amiguinhos? Too late, já estão a ler, agora vão ter de ir até ao fim.

Pois bem, Laurinha arranjou bilhetes grátis para o último dia do Rock in Rio de este ano e APESAR DO CARTAZ, conseguiu convencer-me a ir até lá. A tarde começou comigo no ginásio a empurrar os sócios resistentes que teimavam em ficar a treinar depois da hora, até porque Laurinha havia combinado com o Pedro a uma determinada hora, mas já devia ter aprendido a lição de que a Laura chega sempre atrasada seja ao que for. E quase juro ter lido os pensamentos dos sócios ao sairem, eles olharam para mim com um olhar fustigante cheio de insultos por eu os ter despachado para ficar ali especado à porta do clube. Continuando, 50 minutos depois chega Laurinha com a sua mota só para começarmos a entrar no espírito do medo e do sangue que os Ramnstein, Soulfly e Motorhead nos viria a sugerir um tempo depois. Fiquei com os pulsos todos doridos de tanto me agarrar, mas chegámos sem um arranhão, o que na Laura não é assim tão comum.

E o que fizeram os meninos por lá, hein? Vamos enumerar aleatoriamente:

1 - Andámos atrás de brindes grátis;

2 - Estivemos mais de meia-hora numa fila só para ganhar um gelado da Olá em troca de um sorriso que quanto mais amarelo fosse, maior a recompensa;

3 - Andámos na montanha russa com umas amigas espanholas e conseguimos gritar mais que elas e conseguir maior histeria do que duas espanholas juntas é duro!

4 - Tomámos shots de oxigénio e fingimo-nos doentes entubados;

5 - Quase comçámos a dançar capoeira, mas a Laura agarrou-me a tempo;

6 - Andámos num elevador que era suposto descer rapidamente para apanharmos um susto mas eu estava mais atento à senhora velhinha à minha frente a ver a hora em que tinha um ataque cardíaco, mas aparentemente ela estava mais divertida que eu;

7 - Fizemos um surf melhor que o do Kelly Slater onde Laura demonstrou um belo jogo de cintura que ele jamais terá;

8 - Jogámos futebol com máquinas fotográficas na mão e GANHÁMOS!

9 - Andámos na roda gigante e quase fizemos swing com o casal que ia connosco, não fosse a timidez da senhora ao meu lado;

10 - Andei com um cartão do Ernersto ao pescoço, que +pelos vistos tinha apanhado sol a mais. O Ernersto, não o cartão;

11 - Finalmente, fiz o esforço da minha vida e assisti ao concerto dos Ramnstein sem ter feito nenhum moche.


Está quase tudo dito, mas não me apetece escrever mais. Arf!


sábado, junho 12, 2010

Manjerico de Alfama


Sofia, Luís Oroche e PES foram jantar a Alfama um destes dias. Percorremos as ruas sem rumo até encontrarmos um boteco qualquer onde comer coisas que não sardinhas. Demos com um pequeno largo com mesas e cadeiras meias de lado, debaixo das tradicionais decorações dos Santos. Ouvimos até a exaustão a música da Marcha de Alfama que ensaiava ali nas redondezas e tive de impedir a Sofia de saltar para cima da mesa e começar a bailar de uma forma sensual. Luís enrolava charros que mais tarde viria a partilhar secretamente com a senhora do Bairro que nos atendeu e que não tinha os dentes todos. A mesma que tentou sacar informação da minha vida para depois me impingir a filha dela, que tinha a minha idade e era solteira, mas que provavelmente também não tinha os dentes todos. Comemos um belo de um caldo verde que mais parecia esparregado mastigado e ficámos moito felizes, nomeadamente o Luís que até queria comer o meu e o da Sofia. PES comprou um manjerico, quer dizer, a Sofia comprou e o PES ficou a dever o dinheiro, na esperança de que este aguente mais de 15 dias, já que no ano passado o homólogo faleceu precocemente. A frase do dito cujo parece feita por encomenda e deixa antever a feschta de amanhã pelas ruelas antigas de uma Lisboa que eu adoro um pouco mais que ontem.


E de falar em Santos Populares, fica a fantástica música dos Deolinda!



terça-feira, junho 08, 2010

"We're Living in a Den of Thieves"


Hoje o céu vestiu-se a rigor para a missa do 7º dia. A dor continua a macerar lentamente, mas ainda é cedo para deixar de a sentir. A impotência de nada poder fazer contra a decadência dos sonhos e projectos desenhados em conjunto deixa-me sem forças e afundado num desânimo acinzentado. O meu corpo inerte recusa-se a reagir e deixo-me ficar sentado, sem o menor fio de raciocío, envolvido no meu silêncio musicado.

As paredes que me envolvem guardam em si um sem número de histórias, viram passar as nossas 4 estações, apesar do Inverno rigoroso a que fomos sujeitos durante quase um ano. O nosso telhado pouco foi utilizado, era perigoso e as telhas podiam soltar-se facilmente e eu sabia que quanto mais as subisse maior poderia ser a queda. Mesmo assim ousámos desafiar o perigo juntos uma ou outra vez, não tantas quanto gostaria. Agora estas paredes já não nos falam da mesma maneira. Já não tenho aquela vontade de subir as escadas a correr e meter a chave na porta e saber que está alguém que me vai acalmar após um dia menos bom. Não me apetece colocar na parede o poster que tanto queríamos nem o puzzle que eu construí com tanto prazer e empenho. Olho em volta e vejo a desconstrução de uma obra que se desejava para a vida. É difícil demais. Como diz a Regina, "We're living in a den of thieves".

A nossa Torre de Babel desabou e ficaram as ruínas perigosamente empilhadas. Com o tempo vão criar musgo e tornar-se atracções para os turistas que virão de várias partes do mundo para as ver. E aí, aquelas paredes que ainda permanecem de pé deixarão definitivamente de ser nossas.

quinta-feira, junho 03, 2010

Fado do Luto

Após adormecer com uma pequena revolta interna acerca dos meios onde me movo, acordei mais cedo que o previsto sob um sol e um dia fantástico, daqueles que todos desejamos ter no nosso dia de folga quando se trabalha quase 2 semanas seguidas. E o que fazer num dia destes? Primeiro, arrumar a casa. Segundo, ir trabalhar! Só não sei até que ponto me faz bem adormecer indignado e acordar com um fado de luto ecoado pelas ruas da Baixa de Lisboa, a indiciar um funeral já anunciado que me provocou um nó no estômago. Um nó que já devia estar desmanchado. Entretanto a voz calou-se. Fiquei mais tranquilizado. O funeral está terminando e o luto já pouco merece ser vivido. Vou despir o preto, pôr a música aos berros e cantar como eu costumava cantar. Mal, eu sei, mas com "aquela" vontade.
Devo realmente ser muito boa pessoa para acreditar sempre nas pessoas até prova em contrário. Mesmo quando todas as evidências estão perante os meus olhos, quero acreditar sempre na honestidade das pessoas. Já me tentaram pisar e pior do que isso, já me deixei ser pisado por "indivíduos" que não sabem singrar de outras formas sem ser na base da desonestidade e da mentira. Não percebo a razão da existência dessa maldade gratuita, mas realmente é sempre mais fácil atingir o "elo mais fraco", pois à partida é aquele que não vai dar muita luta, ou que simplesmente cruza os braços e fica a assistir à sua própria submersão. Até me considero boa pessoa, cresci rodeado de bons exemplos e numa realidade de boa educação que eu próprio quis manter inalterável. É algo básico e que geralmente vem do berço. Também não compreendo o porquê de algumas pessoas se preocuparem tanto comigo e com a minha vida, quando nas alturas menos boas não estiveram lá com a atitude certa. Fazem-me lembrar as hienas ou os abutres, à espera do mal dos outros para seu próprio regojizo.
Hoje, mais uma vez, resolveram trapacear-me no trabalho. Hoje descobri que agredi alguém com um copo e que namoro com uma pessoa com quem nem falava há mais de um mês. Disseram-me um dia que todos nós temos um pouco de todos os sentimentos, mesmo aqueles maus, como a inveja. Não sei qual a razão para exacerbarem tanto esse sentimento, mas definitivamente, não lhes fica nada bem.
E com estas barbaridades de madrugada me deito.

quinta-feira, maio 20, 2010

Boas Energias


Entre a apatia e a excitação as pontes têm sido muito curtas, portanto vamos aproveitar o sol e o calor e as boas energias para arregaçar as mangas e colocar mãos à obra. Nada como a sensação de dever cumprido ao final do dia. Vamos colocar uma música na cabeça e programá-la para o modo repeat, vamos acordar e cheirar o café! Tenho uma casa cheia de coisas para arrumar, compras para fazer, trabalhos a organizar, agendas a restruturar, nomeadamente com passeios e momentos de diversão pelo meio, porque a vida não pode ser apenas trabalho e preocupações. Vamos carregar baterias e afinar o que está desafinado. Vamos sintonizar numa boa onda e aproveitar para surfar nela enquanto fôr possível!

Hoje estou programado para isto!



Eu não sei dizer



Não sei se é bom exorcizar fantasmas ou afugentar os monstros escondidos debaixo da cama.
Não sei até que ponto é bom ter saudades dos tempos de frutas fora de época.
Não sei se é bom querer ser catalisador de reacções químicas corrosivas, porém inevitáveis.
Não sei se é bom remexer no caixote do lixo quando o cheiro já é insuportável.
Não sei se queria ter a capacidade de voltar atrás no tempo.
Não sei o que quero provar a mim mesmo e aos outros.



"E não me perguntes nada.
Eu não sei dizer"

domingo, maio 16, 2010

Quando eu era jovem...






... sonhava em morar em cima da praia. Nesse sonho eu tinha uma casa espaçosa, com muita luz e com uma janela envidraçada de uma ponta à outra da casa. A casa era inevitavelmente decorada com motivos marítimos, com muitas conchas, búzios e estrelas do mar a preencher cada recanto da casa. Almofadas, muitas almofadas espalhadas pela casa e em recantos fora dela. Teria aquele cheiro a mar e a férias durante todo o ano e não teria vizinhos muito próximos. Era só a minha casa, isolada. O meu quintal era imenso e misturava-se com a praia. Tinha umas palmeiras e uma redes penduradas nelas onde eu ia deitar-me muitas vezes ao final da tarde a ler um livro e a ouvir música. Não sei bem onde fica essa casa dos meus sonhos, mas era sobre uma praia larga com areia fina e amarela onde o mar é transparente nos dias de sol e azul escuro nos dias de maior revolta. O sol coloca-se todos os dias mesmo em frente no horizonte longuínquo. Teria todo aquele espaço suficiente para ter um ou dois cães a correrem nas redondezas. Era uma casa fresca onde todos os fins-de-semana teria os amigos e familiares a me visitarem e a partilhar fantásticos finais de tarde num ambiente chill-out a tomar uma bebida refrescante. Talvez até aprendesse a surfar!

Se calhar está na hora de começar a trabalhar para esse objectivo.

terça-feira, maio 11, 2010

Concerto do Bento



O Papamóvel está a passar aqui em baixo no Rossio e esqueci-me de descer para ir dizer adeus e abanar a bandeirinha e sabe Deus como eu gosto de abanar bandeirinhas. Deixem-me apenas ter algum cuidado com as evocações do seu nome em vão, não vá a minha Avó Juliana ler isto. Aposto que o senhor Bento conseguia encher muitos mais pavilhões Atlântico do que a Madonna, Lady Gaga e Beyoncé todas juntas e que muita gente iria acampar dias antes só para ficar na primeira fila. Até porque nenhuma das meninas tem concerteza um microfone espectacular forrado a folha de ouro como o Papa. Neste momento já chegou ao Terreiro do Paço no seu papamóvel e reparo agora no aceno de mão repetido religiosamente a cada 2 segundos, cadência capaz de fazer inveja a qualquer sócio lá do ginásio que não obtém resultados e não sabe porquê. Dizem que vai receber a chave da cidade, eu cá nunca vi nenhuma porta que impedisse de cá entrar, mas por via das dúvidas, não vá ele resolver vir tomar um café à Brasileira e encontrar ali um cerco à volta da cidade, não convém que tenha de ter a maçada de bater à porta ou tentar trepar as muralhas. Seria chato para o Senhor, com todos aqueles vestidos cheios de folhos ter de arregaçar o vestido pelos joelhos e alçar a perna, ao menos com a chave entra sem acordar ninguém.

Agora preparem-se para o melhor momento deste post, é a parte em que vou contar a piada que eu sempre quis contar sobre o Papa e que já conheço desde que comecei a falar:



"O Papa chegou a Portugal e estava a chover. Como ficou o Papa? Ficou empapado!"


Agora é a altura em que vocês que me lêem se desmancham a rir com este momento de pura comédia. Sou tão hilariante que até me faço rir, leiam-me a rir como se não houvesse amanhã " Ahahahahahahahahahahahahahahahahahaha" - isto sou eu que não me consigo conter. No entanto não estou a perceber esse esgar de indiferença nas vossas caras, mas vou assumir que vocês sejam de compreensão lenta e que ainda não captaram a anedota. "Empapado", ahahahahhaha, sou mesmo um génio da comédia, Bruno, prepara-te para perderes os Domingos na RTP 1. Agora dói-me a barriga. E com esta me despeço, até porque o MEO encravou enquanto passavam o concerto do Bento e fiquei a ver as senhoras que estão a mostrar umas às outras as pedras que apanharam em praias que visitaram e estava quase naquele momento em que uma delas, nitidamente portuguesa, diz que uma delas foi comprada no supermercado e que afinal... era um desodorizante para a sala! Aiiiii, tanto humor no mesmo post mata-me! Arf!

E esqueci-me de tecer comentários sobre o facto de eu querer ter um papamóvel, mas agora já é tarde e tenho outro concerto para ir. Provavelmente a pé porque o concerto do Papa fechou partes do metro.

sábado, maio 08, 2010

"If-you-were-really-fabulous-you'd-do-both"


O metabolismo já não é o que era. Tenho de me conformar com a dura realidade de já não poder comer tudo o que me aparece pela frente, pelo risco de começar a acumular-se no corpo, principalmente ali na zona abdominal, tão difícil de abater. Parece mal (e é) um profissional do exercício físico ter um blogue com um nome destes e viver a vida segundo o mandamento do "Come doces e chocolates e atingirás a felicidade", o que me conduz a repensar em nomes possíveis para o antro de despojos filosóficos que é este blogue. Aceitam-se sugestões, apesar de eu saber que não vou alterar nada. Talvez devesse era alterar o facto de lanchar tabletes de chocolate como se fossem saudáveis peças de fruta. A pele também agradece. É um bom objectivo para tentar atingir, pelo menos depois de terminar as tabletes que ainda tenho guardadas porque eu não sou uma pessoa de desperdiçar comida, com tanta criancinha à fome, ia lá deitar chocolates fora... Nem pensar! Tenho de me tornar a prova viva de que eu sou um óptimo personal trainer, com o pequeno problema de ser um bocado complicado o "Pedro personal trainer" comunicar com o "Pedro-preguiçoso-que-se-esquece-que-ESTAR-no-ginásio-o-dia-todo-não-é-suficiente-para-trabalhar-o-corpo-e-abater-as-calorias-indesejadas". Estou a ponderar fazer umas gravações e colocá-las no iPod com frases do género:

"Rápido, troca de máquina!"

"Controla mais o movimento!"

"Pára de falar com as pessoas todas e trabalha!"

"Rápido, para a passadeira!"

"Não diminuas a velocidade que eu estou a ver!"

"Muda essa carga seu aldrabão!"

"Estou a contar,não vale a pena fingires que fizeste as repetições todas!"

"Respira homem!"


Acho que se calhar a motivação seria outra. E sempre podia estar a revolucionar todo o mundo do fitness! Se bem que isso poderia pôr em risco a minha profissão, a máquina a substituir o homem... Ainda bem que a patente é minha, ao menos nem todos perdiam o trabalho! Ufa!


De falar em casa, também já seria algo a pensar... Ainda não me parece que esteja para breve a casa em cima da praia e a praia como quintal, mas já ficava contente se encontrasse uma que tivesse uma varanda ou um terraço, uma banheira para tomar banhos de imersão, uma garagem para a mota ou carro que não me importava de ter um dia, espaço e condições para ter um cão ou dois e algumas plantas para que eles pudessem ter alguma coisa para destruir, um quarto pelo menos 3 vezes maior que o meu actual e paredes livres de fungos. Aiiii, como eu já seria tão feliz! E já agora, também queria um pónei. Daqueles que voam como nos desenhos animados, já que estamos numa de escrever desejos.

Pronto e com esta me despeço que são 17h46 de um sábado chuvoso e ainda estou de pijama. E uma pessoa tem mais que fazer.

Maratona de Concertos 2010 - Parte 1

MIKA




Foi há quase dois anos que fui ao Super Bock, Super Rock assistir ao primeiro concerto do Mika em terras lusitanas. Tive a feliz coincidência de estar em Lisboa de férias nessa altura e da Laura ter ganho um concurso, apesar de na verdade ter sido a Mãe Daniela, e dela, a Laura, não ter tido vontade de usufruir do bilhete que ganhara e ter-mo enviado pelo correio. E lá foi o Pedro, sozinho para o festival pular e berrar ao som do Mika, apesar de contas ninguém me conhecia e eu podia fazer o que quisesse sem ter de dar satisfações a quem quer que fosse. Tal como na próxima terça-feira, apesar de ser capaz de até encontrar algumas pessoas conhecidas, mas isso é um pormenor irrelevante. Como um inevitável "Boy Who Knew Too Much", pretendo pular como se não houvesse amanhã, naquele que promete ser um espectáculo "10 vezes melhor" que o de há dois anos. Foi o Mika que me disse. Ainda tenho um chupa-chupa que consegui agarrar nesse concerto, na verdade não o agarrei, limitei-me a descobrir que a pessoa à minha frente tinha ficado com um preso na mochila e encontrado não é roubado. Certo? Também queria ter trazido um dos mega balões do concerto, mas não cabia no táxi.


Depois de um "Life in Cartoon Motion" brutalíssimo, seria difícil fazer algo que igualasse ou superasse o disco de estreia. Infelizmente, repara-se que o 2º álbum é mesmo de um rapaz mais maduro que já sabe demasiadas coisas, perdeu-se um pouco a ingenuidade, porém ganhou-se alguma profundidade mais reflectida. Sobra, no entanto, uma réstia de infância que não se pretende perder, apesar da inevitável adolescência do artista.


Vai ser daqueles concertos para esquecer as regras e festejar a vida como se não houvesse amanhã, porque as músicas assim o exigem. Para já, há-que decorar as letras que ainda não foram decoradas porque faço questão de ostracizar as pessoas à minha volta no Campo Pequeno.






domingo, abril 25, 2010

A manga maléfica


Este é o estado dos meus óculos. E porque ficaram assim, perguntam as 2 pessoas que lêem este blogue? Porque hoje estava com tanta, tanta energia para arrumar a casa que quando fui sacudir uma sweat para pô-la a secar na corda (eu sacudo vigorosamente para não ter de passar a ferro), sacudi-a com tanta força que uma manga revoltou-se contra mim e deu-me uma chicotada na cara que me deixou com metade dos óculos na cara e a outra metade no chão. Entendia a irritação que a sweat podia sentir devido à violência doméstica, mas também não precisava vingar-se daquela forma, deixando-me a escrever este post mais vesgo que uma toupeira. Mas se calhar foi um sinal de que estava na altura de mudar de óculos, que realmente eram muito feios. É mesmo bom que a Dra. Mun me tenha posto os olhos bem porque nos próximos tempos vou ter de voltar a usar as lentes de contacto. Isto se eu encontrar o caminho do computador até à casa-de-banho onde elas devem estar.

sábado, abril 24, 2010

Parafraseando a Laura, "Live Life, Love Life"


"Um dia, o mais provável é tornares-te num chato,
deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério.
Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e beje,
pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó.
Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente.
Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai
e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias.
Nesse dia, vais deixar de beijar em público,
as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento.
É oficial.
Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então.
Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos,
e vais esquecer-te de como de faz um quantos-queres ou um barco de papel.
Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos
e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto.
Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada
e a não fazer nada porque "vai-se andando" e a vida é mesmo assim.
Vais dizer não mais vezes,
vais ter mais medo,
vais achar que não podes,
que não deves,
que tens vergonha.
Vais ser mais triste.
(...)

Aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhe fales."



Uma fantástica campanha da Sumol que não podia deixar passar impune. Na dúvida, para além de copos de sol, vou beber Sumol neste Verão.

sexta-feira, abril 16, 2010

Finalmente, Personal Trainer!

Passados 1 ano, 7 meses e 9 dias, é oficial. O Pedro tem finalmente um emprego de gente. Teve de investir muito dinheiro que espera ver recuperado nos próximos tempos, teve de sacrificar os fins-de-semana o que praticamente o conduziu à loucura e talvez por isso tenha tido pouco tempo para "viver" a vida, mas isso são contas de outros rosários. Ainda não era oficialmente PT e já aparecia na televisão como tal, foi um segredo que tentou esconder, mas as pessoas da televisão anteciparam tudo. Uma publicidade gratuita que se agradece, apesar de precisar de ter uma voz de trovão e necessitar de legendas. Foram muitos meses, semanas, dias de empenho para chegar a este ponto, que afinal de contas não é mais que o início de um novo e ousado desafio. Para já, a nova casa do Pedro é a que aparece na fotografia abaixo. Não, não mudou de clube, mas teve de aprender a viver em paz com este espaço que tantas alegrias lhe tem dado este ano, para infelicidade da lagartagem. E só fica essa fotografia no post derivado que não encontra uma com a porta do Holmes Place anexado ao estádio. Desvantagem, existe também um LIDL anexado com umas tabletes de chocolate a 36 cêntimos muito pouco compatíveis com a seu suposto estilo de vida saudável. É como o azeite e a água. Como a perda de peso a e hipertrofia. O Tom e o Jerry. Não se dão juntos.


Objectivo: ser o melhor que estiver ao meu alcance. Não necessariamente o melhor de todos. Mas daqueles PT's muito bons. Ok, se puder ser o melhor também não é de ficar aborrecido. Mas para isso vou ter de comer muito, e não me parece que sejam tabletes de chocolate.

domingo, abril 11, 2010

Hoje apanhei conchas

Como que caído do céu, chegou, viu e ajudou. Não sabia ao que ia, estava destinado a ser enrolado na conversa do dia. Descobriu que para ir de Lisboa ao Porto é preciso passar por Barcelona, que os parêntesis dentro de outros parêntesis dentro de ainda outros parêntesis levam a histórias mal contadas e com narrativas que mudam com a direcção do vento, que o sol é responsável por torrar o cérebro e que conduz à falta dos vocábulos necessários para as histórias de dentro e fora dos parêntesis. Mesmo assim não se importou e acedeu ao pedido de um pôr-do-sol que exigia ser visto. Foi dos momentos mais lindos que se tem registado neste ano de 2010.

sexta-feira, abril 09, 2010

Temporal na Madalena

A água levou tudo.
Não há tempo para procurar culpados.
Há que tratar dos vivos e enterrar os mortos.
Reunem-se esforços silenciosos e pega-se nas pás para tirar toda a lama das casas, das estradas, das ribeiras que alteraram o seu curso com a intempérie.
É necessário remover os destroços e reconstruir tudo de novo, apesar das coisas nunca mais voltarem a ser as mesmas.

sexta-feira, abril 02, 2010

Eu é que vou ser o próximo Ídolo de Portugal!


É verdade, sou quase, quase Personal Trainer. Ainda não, falta-me uma coisinhássim. Mas já pude começar a trabalhar e ainda bem porque o dinheiro há muito que abandonou o reino da rua da Madalena. E se na Quinta-feira entrei no trabalho às 6h45 e saí de lá depois da meia-noite de Sexta-feira, ontem calhou-me na rifa, ou se calhar porque não havia mais ninguém disponível, passar por Personal Trainer... do Carlos Costa dos Ídolos. Não, não pedi autógrafo derivado que estava a trabalhar e há-que ser muito profissional, não é? Entraram por lá dentro de câmaras em punho, sem sequer avisar para que eu pudesse tirar os meus óculos fundo-de-garrafa e pôr as lentes de contacto, mas nãaaaaao, terei de me estrear na televisão em horário nobre parecendo uma toupeira, provavelmente despenteada. Espero pelo menos não ter o crachá "Eu treino +2 vezes por semana" do avesso, seria a morte do artista. E qual a minha função nas gravações? Passar o Carlos por vários momentos de uma sessão de Personal Training. Começando pela Elíptica, passando por algumas máquinas da musculação e terminando com os alongamentos. E o Pedro tinha de falar? Tinha sim Senhor. E o Pedro falou bem? Pois, não faço ideia. De qualquer modo vamos confiar que os músculos não foram trocados, já que isto da pressão das câmaras deixa uma pessoa sempre menos à vontade, e não convinha nada dizer "Vamos agora treinar o peito" e fazermos uma máquina de costas. Seria chato e concerteza uma má publicidade. Em que programa passa, não se sabe? Não houve descernimento suficiente para perguntar qual era o programa no qual eu ia aparecer, porém acredito que haja alguém que me mande mensagem logo a seguir a dizer que eu estou com uma camisola um tamanho acima do normal.