Hoje vi um senhor a nadar. Mas não era um senhor qualquer. Este senhor tinha um bigode que parecia uma escova para carpetes. Apesar do peso de baleia azul, o bigode assemelhava-o a um leão marinho, apesar deste ser um eufemismo pouco lisonjeador. Não fosse já essa imagem o suficiente, quando ele tirava a cabeça da água para respirar, parecia estar a pedir que lhe lançasse um peixe. E eu ri-me imenso para dentro e um bocadinho para fora, um riso impossível de conter, até porque eu tinha mesmo a possibilidade de lhe lançar um peixe... de plástico. Tive de parar de rir sozinho, conter-me para não ir buscar o peixe e pensar numa possível medicação, porque uma mente como a minha está certamente à beira de um colapso. Mas lá vou sendo feliz no meu mundinho de estupidez.
Hoje temos vacas roxas da Suíça, Pirâmides perfeitas do Sr. Ambrósio e animais marinhos da Bélgica. Temos também Ovos cheios de surpresas, chocolates para depois das 20h e até discussões a propósito do último Mon Cheri. Amanhã temos diabetes.
segunda-feira, setembro 30, 2013
Eu é que sou o Presidente da Junta
Hoje fui exercer o meu direito de voto, algo que não acontecia há cerca de 6 anos. Não que eu não quisesse ter participado nas últimas duas eleições para Primeiro-Ministro, mas porque para o fazer teria de me deslocar ao Funchal. E após cinco anos nesta cidade que tanto gosto, pude finalmente ter voz activa no seu futuro, apesar de já todos sabermos o quão avassaladora seria a vitória do António Costa. Eram 9h quando encontrei o local de voto na Rua dos Bacalhoeiros. Não estava mais ninguém, era muito cedo e a minha ex-freguesia é pequenina, não deve ter muitos votantes.
Ninguém, mas ninguém me tira da cabeça que o Rui Moreira é o Phill Dunphy do Modern Family e o António Costa o Dr. Hibbert dos Simpsons. E foi com esse pensamento que fui dormir.
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domingo, setembro 29, 2013
Livro de Reclamações
Hoje, em três conversas diferentes falei da pouca tolerância das pessoas nas mais variadas situações do dia-a-dia. E eu próprio cheguei a uma conclusão: eu também sou uma pessoa intolerante. Sou intolerante à intolerância. Sim, é contraditório, e pode levar-me a deixar de suportar a minha própria pessoa. Mas vá, é a intolerância que eu mais tolero. Tendo um trabalho que me obriga a lidar com muitas pessoas a todo o momento, há-que tomar uma dose cavalar de paciência ao pequeno-almoço que persista até ao final do dia. Há quem reclame porque está frio ou calor, porque ora querem assado, ora querem cozido, porque faz sol ou faz chuva, porque querem ir para a esquerda ou para a direita, porque se faz ou não se faz, porque se diz ou não se diz. E a minha reclamação é a seguinte:
PÁREM DE RECLAMAR GRATUITAMENTE, POR FAVOR!
Há pessoas que devem sonhar à noite sobre as reclamações, críticas ou queixumes que pensam fazer logo pela manhã. A começar no trânsito, com a impaciência de quem está inevitavelmente entalado à hora de ponta numa manhã de chuva, onde obviamente, todos se lembram de sair de carro, e mesmo assim acham que apitar desenfreadamente vai fazer os carros da frente desaparecer como por magia. E a buzina de um automóvel tem o mesmo efeito que um despertador pelas 6h da manhã, estraga qualquer possível bom humor que pudesse existir na manhã de uma pessoa. Depois as pessoas que não podem esperar como todas as outras pela sua vez num café, num supermercado, numa loja, num departamento das finanças, e que julgam ser detentores do super poder da presunção que as faz merecer ser atendidas primeiro por terem uma vida muito preenchida. Temos ainda os ultra-conservadores, resistentes a qualquer tipo de mudança que assumem que "antes é que era". Mas esquecem-se que antes caçávamos o próprio jantar, que queimávamos na fogueira quem não acreditasse em Deus, que o conceito de higiene era um banho semanal, que ir virgem para o casamento era quase uma lei, que farmácia se escrevia com "ph" e que para comunicar com pessoas longe de nós implicava escrever uma carta e esperar dias a fio para receber uma resposta que esperávamos não se perder no caminho. Mas o ontem parece ser sempre melhor, com a censura do Estado Novo, os poços de lavar roupa à mão, as saias pelos tornozelos e as aulas de Power-Jump, Body-Attack e Body-Combat, agora trocadas por umas horripilantes aulas, em quase tudo iguais.
Sou apologista que possamos ter uma voz activa, que possamos reclamar quando tem de ser, que não nos conformemos com as imposições dos outros, mas tenho dificuldade em compreender qualquer tipo de crítica que não tenha um carácter construtivo. Sejam críticos, primeiro de tudo, convosco próprios. Depois questionem o que vos rodeia, até porque a evolução não acontece sem interrogações. Não suporto a arrogância da crítica fácil e gratuita. Apresentem, procurem soluções, ou simplesmente aceitem novas realidades. Dois dedos de humildade nunca fizeram mal a ninguém e muitas vezes poupam um embaraço desnecessário.
E das três conversas que tive hoje com amigos e colegas sobre o assunto, a última foi sobre uma reclamação que fizeram sobre mim, envolvendo empurrões e agressões. Pelo menos é o que está escrito. O que vale é que já ganhei alguma tolerância à estupidez humana e já não vivo na época do "olho por olho, dente por dente", porque se assim fosse, alguém bateria com os dentinhos no lancil do passeio.
Agora é hora de ir dormir que amanhã tenho de acordar cedo para ir votar e assim, poder reclamar daqui a uns meses das pessoas que elegi para Presidente da Câmara e Junta de Freguesia. Porque bons ou maus, os políticos serão sempre alvos fáceis de uma ira de um povo que gosta de trabalhar 5 horas por dia, com direito a hora de almoço e dois intervalos para café.
Ups, cá estou eu a ser irónico.
Pronto, já está. Não doeu.
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sexta-feira, setembro 27, 2013
Bela Adormecida
Passei toda a minha vida a fazer piada com a minha mãe por adormecer em qualquer sítio onde se senta. Todos os dias, depois das tarefas domésticas feitas, sentava-se no sofá para ver a telenovela, algo que quase nunca chegava a acontecer. Vi-a adormecer em diversos sítios e ocasiões inusitadas. Assim de repente, lembro-me de um almoço de Natal em Santana e de pelo menos duas missas do Galo, o que demonstra que a Julianinha não precisa de um sofá para entrar no mundo dos sonhos, até um frio e duro banco de igreja serve para tal efeito. Enfim, os belos momentos galhofeiros que a Julianinha proporciona em público, alguns deles devidamente registados em fotografia. Fotografadas estão também as maravilhosas sestas do Avô Zeca, outro elemento Espírito Santo que não resiste a uma(s) boa(s) passagem pelas brasas onde se senta, normalmente com a dentadura quase a cair.
Mas o karma é lixado, e o universo tratou de me castigar por todos esses momentos de zombaria. E agora, eis que me descubro a ser o representante desta linhagem. Consigo adormecer em todo o lado, em qualquer casa, qualquer assento, em qualquer ocasião. Deixei de ir ao cinema frequentemente, não pelos bilhetes terem aumentado os preços nos últimos tempos, mas porque existe 90% de chances de eu adormecer. À custa dessa maldição, não consegui ver nenhum "Harry Potter", os dois primeiros do "Senhor dos Anéis", "As Horas" tentei umas 5 vezes sem sucesso, o mesmo número de vezes que tentei ver o "Dancer In The Dark", mas à quinta consegui. Podia enumerar mais alguns (muitos) filmes que não consegui passar dos 10 minutos, mas estou a ficar com sono. Quando tenho de acordar às 6h, e não são poucos os dias, não descanso enquanto não sei onde e quando terei a oportunidade de dormir uma sesta para poder aguentar o dia inteiro. Antes vivia pensando que dormir era um desperdício de tempo de vida, agora vivo sonhando com momentos livres para dormir. A fotografia desta publicação não é recente, tem três anos, quando ainda morava na Madalena e adormecia com o computador ligado ao colo, e prova que também existe quem me fotografe em momentos de vulnerabilidade. E bem sei que isto acontece por ter muitas vezes um dia agitado e desgastante, mas esta semana, em apenas três dias, consegui combinar dois jantares em minha casa com amigos e adormecer em ambos no sofá por volta das 23h. Até que os convidados me acordaram para se despedirem. Sou uma Paula Bobone no que toca a receber pessoas em casa, um requinte.
Sou ao mesmo tempo, uma Bela Adormecida dos tempos modernos.
domingo, setembro 22, 2013
Caixa Alfama 2013
Este ano não fui ao Super Bock, ao Sudoeste, nem sequer ao Optimus Alive. Mas fui ao Festival de Fado. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Troquei as esperas de horas sentados no chão à espera do início do primeiro concerto para guardar bons lugares à frente, por uma cadeira a uma distância que não me permitia ver as caretas da Gisela João.
De costas para o rio e para a lua quase cheia, de frente para uma Alfama iluminada, um pouco mais inundada do que o normal pelos trinados de guitarras, a noite começou com a Gisela, por quem me apaixonei à primeira vez que ouvi uma música dela. Não conhecendo mais nada do seu repertório, sorvi o concerto com a alegria de quem ouve música boa pela primeira vez. Depois, já sem a responsabilidade de uma estreante, a Ana Moura, encheu a plateia com a sua elegância e a voz grave de quem já alcançou e sedimentou o seu lugar na música deste nosso país. Não cantou o "Fado da Procura" nem o "Até o Verão", mas eu cantei-as à mesma na minha cabeça. Dispensei o Camané e esperei pela noite de Sábado. Numa noite já não tão quente, a bairrista Raquel Tavares abriu as hostilidades com o sangue na guelra de quem vive (em) Alfama. Dedicou uma música às pessoas de Alfama e eu demorei alguns segundos a perceber que aquela também seria para mim! Cuca Roseta foi uma agradável surpresa, já que não a conhecia. Terminado o seu concerto, corri com a Sofisabel para as filas da frente à espera do Zambujo e a sua lambreta. "Algo estranho acontece" quando aquele homem começa a cantar. A sua voz inebria sem entediar, encanta, embala-nos, põe-nos com um sorriso bobo na cara. Uma delícia.
E mais uma vez, senti uma comichãozinha boa na barriga por viver nesta cidade e nestes bairros antigos, por sentir-me parte das 1001 histórias que eles têm para contar e por me saber fadista, à minha própria maneira.
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terça-feira, agosto 27, 2013
"Olinda estás à janela, com a tua linguinha à lua, não me vou daqui embora sem levar uma melga tua"
Fui à casa de banho. Como sempre, a primeira coisa que faço, é olhar pela janela para contar o número de Olindas na parede em frente. Diz-se por aí que é um dos melhores spots de Lisboa para se apanhar mosquitos. Eu acho lindamente elas se esparramarem na parede da frente e não nas paredes da minha casa, não que elas me assustem particularmente, mas porque para fungagá da bicharada, já basta o que elas fazem naquela parede e caso elas passem a fronteira, a Sé tornar-se-ia num cenário de guerra em dois segundos. Mas sendo as Olindas o mais próximo de animal de estimação que posso ter, ainda gasto alguns minutos de vez em quando a olhar para elas como se estivesse a assistir a um documentário da National Geographic. E hoje apercebi-me de duas coisas maravilhosas: uma, é que a Olinda mãe procriou; a outra é que assisti a uma emboscada que terminou com um mosquito na barriga da Olinda mãe. E esta foi a maior emoção que tive nos últimos dias.
Obrigado e adeus.
quarta-feira, agosto 07, 2013
"É P´ró Menino e P´rá Menina"
O anúncio do OLX e a sua musiquinha tornou-se mais viral e irritantezinho do que o famoso anúncio do "Venha ao Pingo Doce de Janeiro a Janeirooooo" e dou por mim inúmeras vezes a cantarolar o "É p'ró menino e p'ra menina" para infortúnio de quem me rodeia. É incontrolável. É para mim o "Gangnam Style" da publicidade, podemos até não gostar, mas infiltra-se nas nossas mentes para todo o sempre.
O que é um facto é que funciona para o que interessa, ou seja, fez-me utilizar o site para procurar algo que eu desejava há algum tempo: um iPod clássico.
Pifei o anterior nem sei como, não caíu ao chão (tirando há muitos meses, quando caíu da mota em andamento e mesmo assim sobreviveu), não se molhou como o telemóvel, nem foi roubado como a lambreta. Foi mesmo de morte súbita e não lhe cheguei a fazer autópsia. Devido à crise que assola a minha carteira, decidi pesquisar no site do OLX à espera de encontrar algum igual ao antecessor, apesar de duvidar muito de compras em 2ª mão, especialmente de tecnologias. Afinal de contas, como saberemos se está realmente em condições? E se estão todos bons, porque encontramos vários a diferentes preços? Mas gastar cerca de 260 euros num iPod Clássico de 160 gigas estava fora de questão. Claro que não precisava de tanta memória, mas a Apple vai deixando de produzir os modelos anteriores e vemo-nos obrigados a comprar o que há. Ipods nanos estavam fora de questão, "once you go black..." e os com ecrã táctil aborrecem-me porque sou daquelas pessoas que gostam de carregar nos botões sem ter de olhar para o ecrã, e com essa tecnologia, se o fizer, entro em pastas labirínticas que nem sabiam que existiam no ipod ou no telemóvel. Sou um conservador. Pois bem, após alguns dias de pesquisas e negociações, encontrei um que me parecia viável e combinei a compra. O ponto de encontro era a Estação do Rossio. Era fácil, eu entregava o dinheiro, o Ricardo entregava-me a mercadoria. Por momentos, não sabia se estava num blind date ou a viver uma experiência à Sara Norte. No momento da troca, preparei-me para ter de correr atrás do rapaz, não fosse ele entregar-me um iPod de plástico do chinês. Mas não foi preciso, enquanto eu verificava a operacionalidade do iPod, o Ricardo contava o dinheiro. E foi assim que ocorreu a transação, sem ninguém precisar correr, chamar a polícia ou esfaquear o outro. Fiquei um pouco surpreendido ao aperceber-me que não sou o único disléxico a nível musical. Encontrei a história toda da "Alice no País das Maravilhas" de Carrol Lewis lida em inglês, música clássica representada pelo Tchaikovsky, The Beatles, Ella Fitzgerald, Norah Jones, Florence + The Machine, Lisa Ekdahl, Rachel Yamagata, Carminho... e depois coisas como Michel Teló, Psy, Backstreet Boys, Barbra Streisand e Céline Dion. Acreditando que o iPod pertenceu realmente ao Ricardo como ele diz, gostaria de ter tido a oportunidade de lhe elogiar o (algum) bom gosto musical, mas vá, quem puser o meu iPod no aleatório também vai encontrar bimbices iguais ou piores, há-que assumir.
O que é um facto é que o negócio valeu a pena. O iPod está impecável, com menos riscos do que qualquer um dos meus anteriores após uma semana de utilização e custou-me menos de metade do valor de loja.
E fui para casa feliz a ouvir o "Gangnam Style", porque eu lá no fundo, e às vezes à superfície, tenho um apelo por brejeirices.
Três dias depois, encontrei o Ricardo no metro e tive a oportunidade de lhe agradecer. Mas já sem Céline Dion na playlist.
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sexta-feira, agosto 02, 2013
La Cage Dorée
Já passou um ano desde a minha última ida ao cinema. Não que eu não goste, mas porque é algo que eu sou incapaz de fazer. Passo a explicar: herdei do Avô Zeca e da Julianinha a incapacidade de me manter acordado mais de 5 minutos sempre que me sento num sofá. Mas ontem foi diferente. Estava bastante entusiasmado com "A Gaiola Dourada" pelas mais variadas razões. É um filme passado em Paris, aquela cidade pela qual me apaixonei, perdoem-me o cliché, no ano passado quando a visitei pela primeira e até agora, única vez. É filme sobre portugueses e com portugueses. É um filme que apela aos sentimentos que nos são familiares, às nossas raízes, ao fado, à saudade. Não tendo a dimensão internacional do emigrante português em França, consigo rever-me um pouco nessa mescla de sentimentos, afinal de contas, estou fisicamente distante da terra que me viu nascer e daqueles que me são queridos. Eram mais do que ingredientes necessários para me fazer querer estar no primeiro dia de exibição do filme. E assim foi.
E apesar da expectativa já ser elevada à priori, o filme conseguiu surpreender-me ainda mais do que aquilo que eu esperava. A fotografia está maravilhosa, os cenários estão soberbos, os planos geniais. Quem preste atenção aos pormenores vai conseguir encontrar a portugalidade a cada cena que passa. Desde o jornal "A Bola", a cerveja Sagres, um retrado da Amália sobre a cama, o assento com bolinhas de madeira no banco do carro, entre muitos outros.
Quem vê o filme pensa que não podiam ter sido escolhidos melhores atores para as personagens. Parece que foi escrito de propósito para eles - Rita Blanco, Joaquim de Almeida, Maria Vieira são provavelmente os nomes mais conhecidos, mas há espaço para todos brilharem.
Entre a nostalgia, a emoção e a gargalhada sincera, saí do cinema com um sorriso e uma leveza de espírito. E agora até decidimos que se vai falar francês no Principado da Sé!
Je suis enchanté!
segunda-feira, julho 22, 2013
O Resgate da Lambreta
Após 4 longos dias de ausência, a lambreta está de volta a casa de onde nunca deveria ter saído. Não, não foi a polícia que descobriu. Fui eu mesmo. Assim como quem não quer a coisa, num passeio domingueiro pelas redondezas. Reconheci-a imediatamente por causa da falta de retrovisor. Não estava muito longe de minha casa, na verdade, estava a cerca de uns 200 metros, mas por alguma razão, não me deu para passar naquela rua especificamente. Nem eu, nem a patrulha da polícia que supostamente andou pela área a sondar. Não estava escondida ou jogada para um canto, estava devidamente estacionada perto de uma casa de fados. Bem estacionada, mas cheia de lesões. Não sabia bem o que fazer. Primeiro olhei em volta a pensar que o ladrão pudesse estar nas imediações, o que faria dele muito pouco inteligente já que estávamos pertíssimo da minha casa. Depois liguei para o Tiago mandando-o parar tudo o que estava a fazer, no caso, o jantar, mas não sabia bem o que lhe dizer. Se pegava na chave da mota e vinha ter comigo, se chamava a polícia, se me vinha ajudar a empurrar a mota para casa, sei lá. Acabámos por ser três a empurrar a mota rua acima.
Chegados a casa, fiz o exame de rotina. Liguei a mota, ela tinha motor e bateria! No entanto havia sinais de tentativa de roubo do motor, mas não conseguiram tirá-lo. O problema aqui era mesmo o depósito de gasolina estar a verter por algum lado. O banco estava fechado, tão bem fechado que não o consegui abrir. Deram-me cabo disso e deu para perceber que o capacete foi à vida. Espero que pelo menos tenham poupado os documentos da mota que não dava jeito nenhum tratar de papelada. Forçaram ainda o porta-luvas onde guardava conchas, o que foi estupidez porque bastava terem carregado num botãozinho. Não me levaram as conchas, ufa! Após 200 e tal euros queimados na oficina há um mês, terei de me preparar mentalmente (e carteiramente) para amanhã dispender mais um bela quantia para curar as feridas de guerra da lambreta. Mas valerá a pena o esforço, só de pensar nas horas de vida que perderia a andar de transportes públicos vinham-me as lágrimas aos olhos.
Neste momento a motinha está completamente amordaçada à porta de casa e tenho ido à janela de vez em quando certificar-me que ainda lá está.
Tudo está bem quando acaba bem. Arf!
quinta-feira, julho 18, 2013
Farewell, Minha Querida Motinha
Quando acabei de tirar a carta de condução, ansiava pelo dia em que me mandassem parar numa operação-stop para poder exibir orgulhosamente a carta de condução que tantas dores de cabeça me deu para conseguir. Não percebia nada dos documentos que teria de apresentar e hoje ainda não sei. Mas juro que queria mesmo mostrar às autoridades que tinha a papelada toda direitinha e nem uma gotinha de álcool no sangue. Por vezes até passava mais devagar junto às brigadas de trânsito, mas nada.
Até há dois dias. Mandaram-me parar junto ao Martim Moniz e eu, apesar de estar atrasado, fiquei contente porque me tinha lembrado à ultima da hora de meter a carteira no bolso onde tenho o cartão do cidadão e a carta de condução. Era a minha oportunidade de poder mostrar o quão legal estou. O Sr. Polícia pediu-me uma coisa qualquer e eu dei-lhe para as mãos um monte de papéis e disse-lhe que o que ele precisava estava ali certamente. Fiz tipo um jogo com o Sr. Polícia, tipo "Onde Está o Wally" versão papelada burocrática. Enquanto ele procurava eu tirava da carteira os restantes documentos e fiquei sem pinga de sangue ao lembrar-me que nunca cheguei a mudar a morada da carta de condução para Lisboa. Uma multa era tudo o que não precisava. Obviamente que reparou naquilo, mas num misto de preocupação, não fosse eu ser apanhado numa operação-stop (!?), disse-me que era melhor eu alterar os dados senão podia apanhar uma multa de 60 euros. Agradeci o conselho ao meu amigo novo e fui embora. Quase duas horas depois mandaram-me parar noutra operação-stop, com os mesmos polícias. Foi dose dupla, mas o meu amigo gritou aos aos colegas "Esse já foi há pouco". E fui à minha vidinha.
Não paguei multas, mas na noite passada gamaram-me a mota. À porta de casa. Foi uma despesa um pouco maior do que os 60 euros que me foram poupados no dia anterior. Em relação ao Sr. Ladrão, se isto fosse realmente inevitável, porque não ma roubou há um mês quando ela me pifou e me fez gastar mais de 200 euros na oficina? Sempre me poupava esse dinheirinho que tanto jeito me daria para, sei lá, pagar contas. Neste momento, deixa-me ver como explico isto... neste momento desejo carinhosamente que o ladrãozeco se esbardalhe com os dentes na beira do passeio. Mas não desejo que ele parta apenas os dentinhos. Desejo que eles entrem pela gengiva acima para complicar mais a coisa. Podia ser aqui nas redondezas, para ver se o eléctrico lhe trilhava a pontinha dos dedos. Todos. Vantagem, deixava de ter impressão digital para futuros roubos.
E eu que tinha tantos planos para a próxima semana com ela... Hoje rezarei por ti, estejas inteira por essas ruas fora, ou aos bocados numa garagem qualquer. Sendo esse o caso, que ao menos dês vida a novas motas. Sempre fui adepto da doação de orgãos.
Em memória da Fly, aqui fica a nossa música.
terça-feira, junho 25, 2013
Andorinhas na Sé
Hoje não sei se foi um bom dia ou não. Uma estranha embriaguez tomou conta de mim. Sinto o calor de um verão indeciso que me atravessa a alma. No entanto, por muito poético que possa parecer o apelo da alma, hoje não é um dia de profundas reflexões, como disse, sinto-me embriagado. Atravessei a cidade à hora de ponta numa carruagem de metro estranhamente vazia com uma revista na mão e dei por mim a ler parágrafos vãos, e agora, nem me consigo lembrar sobre o que falavam. Não devia ser nada de interessante certamente. Perdi o meu fio de pensamento ao sair na estação do Rossio, voou pelos céus da Praça da Figueira.
Meti à chave à porta em casa e respirei fundo. Tinha chegado a casa. E a casa, inundada de flores e música francesa, transportou-me para o mundo que eu ansiei todo o dia. Não sabia que era isso que eu desejava, mas ao respirar o ar da Sé percebi de imediato. Debrucei-me na janela e chamei o Tiago para correr até mim. Tinha de partilhar com ele as andorinhas nas traseiras da Sé. Eram dezenas e eu nunca me tinha apercebido da trajectória que descreviam nos céus.E que felizes são elas a morar neste recanto de Lisboa. E por minutos, fiquei a olhar para elas, neste final de tarde inesperadamente nostálgico, como se toda a minha vida tivesse parado para admirar as andorinhas. Mas não. E o vôo das andorinhas, misturado com a história dos azulejos circundantes, as torres da Sé Catedral e a música francesa a ecoar na sala de estar, tornaram o meu final de tarde leve, sereno e apaziguador.
Hoje, durmo com as andorinhas.
sexta-feira, junho 14, 2013
Eu queria tanto que você não fugisse de mim
Ei, se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você, você vai fugir a pé? E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz você vai pro lado oposto ao que eu estiver?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim mas se fosse eu, eu fugia.
Ei, vai pegar mal se eu contar que eu imprimi todo o seu mapa astral? Você foge assim que der, quando souber? E se eu falar que eu decorei seu RG só pra se precisar, você vai pra um chalé em Macaé?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim mas se fosse eu, eu fugia.
Ei, se eu falar que foi por amor que eu invadi o seu computador você pega um avião? E se eu contar de uma só vez como eu achei sua senha do cartão você foge pro Japão, esse verão?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim mas se fosse eu, eu fugia.
Ei, se eu contar como é que eu me senti ao grampear seu celular você vai numa DP? E se eu mostrar o cianureto que eu comprei pra gente se matar você manda me prender no amanhecer?
Eu queria tanto que você não fugisse de mim mas se fosse eu, eu fugia.
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Local:
2715-311 Lisboa, Portugal
terça-feira, junho 11, 2013
Arroz Agulha Pingo Doce - Saving Mobile Phones Since 11/06/2013
Depois de tanto choramingar que tenho andado numa maré de azar, tive um dia particularmente bem disposto. As coisas correram bem no trabalho, libertei endorfinas pelo meu corpinho todo sem danificar material do ginásio (ontem parti um trampolim na aula de Power-Jump) e comi um bolo brigadeiro que, como sempre, eleva o astral. Cheguei a casa cheio de energia para variar e fui a correr à taça cheia de arroz onde deixei o telemóvel durante 3 dias, depois de iguais tentativas de secagem com um secador de cabelo, com uma fé inabalável de que o telemóvel ligaria à primeira tentativa do dia. E ligou! Telefonei logo para pessoas para celebrarem comigo. Depois lembrei que era noite de euromilhões e canalizei toda a energia para o sorteio. Não me tornei excêntrico, mas a minha chave deu prémio, dois números e uma estrela. Depois fui até à cozinha, olhei para a montanha de loiça por lavar, fechei os olhos e desejei com toda a toda a força do mundo que ela aparecesse lavada... e nada. Mas valeu o esforço.
Junho, o Melhor Mês de Todo o Sempre
Junho é e sempre será o meu mês favorito.
E tenho as mais variadas razões para tal. Antes de tudo, porque o primeiro oxigénio que respirei foi o deste mês, e que bem se respirou na manhã de 29 de Junho de 1985.
Uns anos depois apercebi-me que não tinha sido o único familiar de sangue que foi recebido no quente mês de Junho: assim de repente e correndo o risco de me esquecer de alguém, o Avô Zeca, o Tio Ricardo, o tio Zé, a Tia Teresa, o Guilherme, a Tia Helena, a e o António. Os Avós Espírito Santo tiveram particular pontaria para este mês, o que fazendo contas, revela uns quentes e férteis Outonos. Aposto que a Avó Juliana fez pontaria para acertar nas datas dos Santos Populares, acertou na Teresinha no Santo António e a Julianinha acertou comigo no São Pedro. É uma família duplamente abençoada, com o mês dos Santos e com o apelido. Não fossem alguns destes aniversários celebrados em conjunto e Junho seria o mês oficial da engorda da família Espírito Santo.
Junho também foi durante muitos anos o último mês de aulas antes das férias de verão. Era o mês dos últimos testes e das famosas festas na escola. Havia sempre um clima de boa disposição, estávamos todos eléctricos com o início da temporada de praia e com a despedida dos colegas que no ano seguinte podiam já não ser da nossa turma. Por isso escrevíamos dedicatórias em livros de capa preta uns aos outros.
Junho é um mês de luz. E tem um cheiro diferente. Um cheiro de que tudo vai correr bem.
Guardo as melhores recordações deste mês. Idas à praia, os jogos da selecção Portuguesa, concertos, jantares, passeios. Correndo o risco de arrasar com a minha vida social para sempre, resolvi abrir o baú das recordações e rever os meus meses de Junho desde 2004... Perdoem-me os restantes intervenientes que possam ficar envergonhados com as roupas que usavam na altura ou com o penteado completamente out, mas vá, recordar é viver. E devolve-nos um pouco das borboletas na barriga. E Junho é o mês delas.
JUNHO 2004
Num dos almoços de aniversário do Tio Ricardo, na sua casa maravilhosa, a casa que eu mais gosto na ilha da Madeira, já que a Vila Palmeira fica na ilha ao lado. Aquela vista, aiiiiiii! Tesourinho deprimente, o meu focinho, mas não deixo de adorar esta fotografia por tudo o que ela representa.
Um dos vários momentos em que festejámos as vitórias de Portugal no Largo do Colégio durante o Euro 2004. Um ambiente de união e energia positiva nunca antes visto. As caras de bebés dos meus colegas de curso matam-me.
O contexto desta fotografia é espectacular e super responsável - a turma depois de uma aula de ténis e na véspera do exame de Anatomofisiologia. Passámos todos no exame. E garantiríamos um lugar no Splash, se já existisse na altura. O João Pedro pela melhor bomba, a Teresa pelo salto mais bem disposto, a Petra por ter tapado o nariz, o Élsio por imitar uma gaivota e eu pela dor na virilha que devo ter tido com o salto mais parvo do dia.
Rock in Rio. 12 horas seguidas de pé no mesmo sítio. Black Eyed Peas, Britney Spears, Daniela Mercury, Sugababes foram a minha motivação para tal aventura. Sim, eu gostava da Britney. E só não levei um cartaz a pedir-lhe "Faz-me um filho" porque me esqueci.
A minha amiga Brit num super playback, mas eu gostei na mesma e é bom que não me contrariem e que nunca mais me falem disto. Estamos entendidos?
JUNHO 2005
Aniversário da Sílvia, aqui já não brigávamos tanto nem ficávamos meses sem nos falar. Protagonizámos a melhor história de "amor-ódio" de todos os tempos. Ou pelo menos dos Edifícios D. João. A Amélia para não variar, ficou de olhos fechados. Um clássico. Um antes e depois deste grupinho seria maravilhoso!
A celebração do meu aniversário na Universidade da Madeira, onde os meus adorados colegas me ofereceram uma bola com um boneco a dar um soco, uma alusão à minha agressão à professora de basquetebol com uma bola, nesse ano que terminava. Sempre tive colegas engraçadinhos. Tive 16 na cadeira, uma excelente nota na altura apesar de eu ter tentado matar a professora - ainda é cedo para assumir isso?
A melhor aquisição de 2005, a Rafaela, "a miúda mais bela". Ainda hoje me torra o juízo e acho que assim terá de ser para todo o sempre.
A grupeta das festas, foi também um ano de animação com estas três criaturas. Fizemos muuuuuitas coisas giras juntos e confesso que tenho saudades de toda a boa energia que estas três transpiram. Aqui, numa festa no Copacabana, um dos vários palcos que costumávamos deitar abaixo.
JUNHO 2006
Mais um aniversário da Sílvia. Tentei encontrar uma fotografia onde ela aparecesse mas pelos vistos não lhe tirei nenhuma. Devia estar particularmente feia. Em relação às poses, prefiro não comentar.
A primeira vez que fiz o Caldeirão Verde, com a Helena Pereira. Tive muita dificuldade em escolher uma fotografia deste álbum porque é tudo muito em mau. E sim, esta de boné virado para trás é das menos embaraçosas, quem diria. Se bem que tinha uma bonita de quando meti o pé todo na lama.
Portugal - Holanda, mais uma vitória festejada no Largo do Colégio, mais um momento para a Amélia brilhar. A ver se sobrevivo depois disto.
Festival Atlântico - sempre achei maravilhosa a ideia de ter espectáculos pirotécnicos na baía do Funchal no mês do meu aniversário. Podia sempre dizer que era o aquecimento para o São Pedro.
Portugal - Inglaterra, mais um jogo da selecção no Largo do Colégio, mais uma vitória. Das derrotas não há registos. Infelizmente existem deste meu boné que eu insistia em usar.
JUNHO 2007
Laura Sofia já era uma doida do Bodicombate e não perdia um evento que fosse. Provavelmente a primeira aula em que batemos em inimigos imaginários juntos. Tinha fotografias mais divertidas, mas achei que a primeira vez que apareces aqui não devia revelar tudo de ti. Ainda.
Uma noite quente de verão desperdiçada a fazer directa para o trabalho de Desportos de Combate. Mas valeu a pena por vários motivos: porque temos 5926 vídeos de Sofia a tentar ler um texto sem rir, porque temos fotografias da Sofia a dormir literalmente em cima do computador e porque o trabalho ficou um espectáculo!
Vá, e por causa destes vídeos onde sou enxovalhado por uma rapariga.
Na despedida do André antes de ir para os Açores, eu é que fui o centro das atenções. Sempre foi assim toda a minha vida, uma canseira.
Ainda nesse jantar, não podia deixar passar duas das pessoas mais importantes no meu percurso universitário e na minha vida: a Lénia e a Helena.
A celebração dos 50 anos de casados da Tia Zita e do Tio José Manuel, aqui com os primos quase todos. Faltou a Carolina.
Carolina, onde estavas tu quando foi tirada esta fotografia maravilhosa??? Tenho um orgulho tão grande nesta minha família que até tenho dificuldade em descrever.
Sofisabel e Laura, já com o seu ar de menina de 7 anos que vai fazer alguma asneira, no meu aniversário na poncha. Aparentemente pouco mudou connosco. E ainda bem.
Aniversário esse que foi festejado com concerto dos The Gift. Aqui o Nuno quis tirar uma fotografia comigo mas a Mónica resolveu fazer photo-bombing e o Nuno nunca mais foi o mesmo e depois disso deu-lhe para o fado.
E vai-se a ver e afinal não se festejava apenas o meu dia. O Nuno Mota tinha de vir e dividir as atenções. Eu deixei mas avisei que era bom que nunca mais repetisse a brincadeira de fazer anos no dia seguinte ao meu. Mas decidi não o matar e ele continua a festejar nesse dia.
O meu "Bitanem", numa cumplicidade só nossa.
JUNHO 2008
A minha primeira turma enquanto professor. 12º51. Tínhamos idades demasiado próximas para nos tratarmos por você e tantas vezes me apeteceu dizer-lhes para me chamarem por Pedro mas aí arriscava-me a perder o pouco respeito que já tinham por mim. Como se eu impusesse algum tipo de respeito com ar de miúdo acabado de sair da adolescência.
Mais um jogo de Portugal, a Lenka estava a rir-se porque o jogo ainda não tinha começado. Ganhámos à República Checa!
Lenka e Jonay animadíssimos num passeio à volta da ilha. É a maneira dos Eramus agradecerem a hospitalidade, adormecer durante os passeios.
O meu último aniversário festejado na Vila Palmeira, nãos eria nada má ideia pensar nisso para este ano...
JUNHO 2009
Já por terras lisboetas, tentei dar um jantar aos amigos de Odivelas na casa da Madalena, mas tiveram de ser os convidados a preparar o jantar. Algo comum ainda nos dias que correm.
O meu ar descontraído e totó num passeio à Graça.
A Poncha, a cadela do Miguel Caldeira, na hora do SPA. Não, não a mandámos para a Sociedade Protectora dos Animais. Apenas a escovámos.
Festejos dos Santos Populares sem sardinha mas com poncha do Barbeito. Estava boa demais e o resto das fotografias dessa noite comprovam isso mesmo, mas fica esta onde está toda a gente de pé.
No tempo em que descia as escadas de casa e tínhamos fado ali mesmo na rua da Madalena.
O dia em que o Titi, sem imaginar que viria a morar no palacete da Madalena, foi jantar uma porcaria qualquer feita pelo Rúben. Vá, porcaria não. Éramos adeptos da cozinha experimental, era isso.
E quem diria, mais um aniversário meu. Com a Joaninha, que vai-se lá saber porquê, ainda não tinha aparecido nos meus meses de Junho.
JUNHO 2010
Os primeiros Santos em que Sofisabel veio festejar comigo! Deixemos esta fotografia em que está tudo de pé, direitinho e com os jantares na barriguinha.
Pedro e Laura fazendo marotices ao pôr-do-sol, numa das tardes mais divertidas de praia de todos os tempos!
O meu bolo de aniversário, que resultou numa bolha no dedo do Miguel. Foi uma surpresa muuuuuito boa!
Não percebo como o Luís só aparece aqui, ainda por cima de lado.
O final de tarde mais bonito que partilhei com Laura Sofia.
JUNHO 2011
Despedida da Luiza, a minha aluna de pt preferida - sim, nós temos preferidos - e as saudades que tenho dela! Agora quando a voltar a ver, já será com um Rodriguinho ou uma Gisele no mundo.
A London Bridge pediu para tirar uma fotografia comigo. Eu aceitei, apesar da mancha de café na camisola.
Ricardo, Marcos e Vando, a preparar a noite inglesa, que viria a ser... bastante divertida ahahaha!
E aqui temos mais um aniversário onde a aniversariante não aparece. Começa a ser um hábito. Desculpa Joaninha!
A Laura não se conteve e gritou ao Ricky Martin para lhe fazer um filho. E eu tive de aceitar que ela já não me desejava mais. Mas no dia seguinte tive de ir para Roma chorar as minhas mágoas.
Aqui estava no Fórum Romano, combalido por Laura Sofia o ter desprezado como futuro pai dos seus filhos.
Aqui tive de pôr os óculos de sol para não se ver as minhas lágrimas de sangue.
Tive de fazer amigos novos. A fotografia foi tirada depois de me salvaram da fonte onde me pretendia suicidar após o desgosto por causa de Laura Sofia.
Como em todos os momentos de fraqueza, entreguei-me às calorias dos gelados para preencher o vazio deixado por Laura Sofia.
JUNHO 2012
Out Jazz em Monsanto com o Miguel Caldeira, depois de um dia de praia e de um "cruzeiro" no Tejo.
A noite em que o condomínio da Sé foi festejar os Santos para a rua.
Sofisabel sempre presente na vida do Pedro por terras lisboetas. São assim as amizades verdadeiras.
Santos Populares, o ínicio de uma bela noite, na melhor das companhias.
Almoço de Verão com Sofisabel. No único dia do ano em que como saudável.
Pedro e Miguel Caldeira no Masstige, Costa da Caparica. Daquelas em que podemos ficar sem falar um com o outro a tarde toda e tudo parecer perfeito na mesma.
Santos Populares na Sé, com o Rui, o Miguel Moraes Vaz, o Gonçalo, a Patrícia e a minha Sofisabel.
Um ano depois, na mesma rua, as mesmas pessoas, porém com menos álcool porque já tínhamos mais um ano em cima e a idade não perdoa.
Jantar do Holmes Place na Costa da Caparica. Elas nunca me largam, é incrível.
A surpresa do Tiago ao chegar a casa tardíssimo do ginásio. E como eu gostei :)
O almoço e a tarde de praia no meu dia de aniversário no Portinho da Arrábida, com o Emanuel. Um dia maravilhoso.
O culminar de um dos dias mais maravilhosos da minha vida, o meu 27º aniversário. Um encontro de amigos do peito, combinado em cima da hora. Esta fotografia representa aquilo que eu chamo "FELICIDADE".
E que viagem, esta.
E Junho continua o melhor mês de sempre.
Com ou sem aqueles que eu amo ao meu lado.
Com ou sem sol no céu.
Mas se os tiver, será muito melhor.
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